quinta-feira, 8 de maio de 2014

do medo e do medo de ter medo

 


 


 


 


 


 


 


Em 3 de Junho de 2011 escrevi um texto, que se chamou "O medo como herança", que tem motivos reforçados para se repetir nos tempos que se aproximam. Por vezes, e em eleições e por muito construtivo que se queira ser, o mais importante é que seja derrotado quem governa. Para além da burocracia que paralisa, acrescentou-se uma "irreparável" destruição criadora como corporização de um fanatismo para além da troika que está presente desde o início e que se pode acentuar se a actual maioria continuar a governar (e basta ler o tal de guião (cortesia do Paulo Guinote) da reforma do Estado que voltou à agenda com as mesmas e comprovadas falácias; na Educação é mesmo conclusivo).


 


 


"Não sei se o caso France Telecom foi consciente. Não tenho dados para o veredicto. Do mesmo modo, permito-me dar lugar aos que especulam que o que se viveu em Portugal nos últimos anos foi de premeditação inconsciente embora com resultados igualmente desastrosos. O que mais me impressionou neste período, e que me oxigenou a não desistência, foi a generalização do medo. O pavor de existir é a mais nefasta herança desta governação.


 


A má burocracia corporizada em amontoados de grelhas anula o indivíduo e o seu inatismo cooperativo e gregário. Institucionaliza o formulário com campos sem fim e em que o erro num deles pode sentenciar a reprovação, a vergonha e a imobilidade na progressão na carreira. Sobrecarregar o indivíduo com burocracia associada a uma pirâmide clientelar e preenchida por uma ficção em forma de ferro, venera a bajulação, exclui a dignidade e impede qualquer veleidade à inovação, à inteligência e ao primeiro atributo do conhecimento da razão: a liberdade. É a pensar nessa liberdade que votarei e na esperança de fechar este trágico capítulo."


 


 


 

2 comentários:

  1. Muito bom.

    Passos diz que há "quase tudo para fazer" porque a missão não era apenas saída da troika.

    Imaginem o que ele ainda quer fazer ?????

    Baixou os ordenados
    Baixou as pensões
    Baixou os subsídios (todos)
    Uma reforma de 200 euros paga contribuição
    Aumentou os impostos
    Aumentou a Contribuição da EDP( taxa audiovisual)
    Aumentou o iva na restauração
    Aumentou o IVA
    Baixou as deduções.
    Aumentou as taxas bancárias (agora vamos pagar para emprestar o dinheiro ao banco)
    Aumentou a EDP (factura)
    Aumentou o desemprego
    Aumentou a emigração
    Aumentou as taxas moderadoras
    Aumentou as portagens
    Baixou os cuidados de saúde para os contribuintes

    Se acham que ficaram MELHOR É VOTAR OUTRA VES NO F. DA PHUUUTAAAAAAAAAAAA

    AGORA É DAR-LHE A MAIORIA ABSOLUTA PÁ

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