Quem disser que um próximo Governo não incluirá o PSD nem o CDS terá fortes possibilidades de acertar. Também especulará com fundamentos quem antecipar o calendário das legislativas e a mudança de chefia, que não é sinónimo de liderança, no PS.
A revista P2 do Público de domingo visitou os últimos 30 anos de António Costa e António Seguro. Percebeu-se que o primeiro está mais à esquerda e o segundo mais próximo do centro, embora tenha ouvido há pouco na TSF um militante de nome Beleza, e ao que perece muito próximo de Seguro, a enunciar o contrário.
António Costa apresentará um programa na sexta-feira que deverá incluir as políticas para o sistema escolar.
Sou franco: sinto alguma apreensão com as escolhas de António Costa na Educação. As pessoas (a malta do ISCTE e das políticas sociais, digamos assim) que no Governo de Sócrates, ou até no PS em geral, apoiaram, algumas com fervor, as políticas de Lurdes Rodrigues estão com António Costa e convencidas que estavam a governar bem à esquerda (uma espécie de Chavistas) e que foram incompreendidas por uns instalados professores. Espera-se que António Costa tenha aprendido uma qualquer lição, porque uma segunda edição do ciclone de incompetências Lurditas D´Oiro seria uma devastação (estou a pesar as palavras) para a depauperada escola pública.
Só lá vai com a saída do euro...
ResponderEliminarNem mais...
ResponderEliminarÉ importante recordar a história: "No ano em que o Bloco Central caiu e Soares avançou para Belém, o candidato do PS a primeiro-ministro não foi o seu secretário-geral. Almeida Santos foi o escolhido dos socialistas para as legislativas de 1985.
ResponderEliminarA 6 de outubro de 1985, o PS perdia as eleições, com 20,77%, a pior votação de sempre nas legislativas, na primeira vitória de Cavaco (29,87%), e com o fenónemo do PRD (17,92%) a morder o PS.
Soares deixava de ser secretário-geral e renunciava ao cargo a 13 de novembro seguinte, para formalizar no dia seguinte a sua candidatura a Belém. O presidente do partido, António Macedo, assumia interinamente o cargo de secretário-geral, até Vítor Constâncio ser eleito já em 1986."
O Dr. António Costa está a fazer a guerra civil no interior do PS. O Dr. Costa é o testa de ferro da oligarquia partidária Socrática e obediente à inspiração do "Grande Líder, Kim Il-sung" que cá dá pelo nome de Mário Soares. Com o mesmo fanatismo acreditam em poderes sobrenaturais e superioridade divina. Não percebem que o PS e PSD são responsáveis comuns pela decadência da democracia portuguesa e destruição da base económica do estado social. Não entendem que o eleitorado não aceita mais o poder devastador das oligarquias partidárias e castiga. O PS tem de mudar muito para ser aceite pelo povo. Esse caminho faz-se com o povo não com a corte e a "boa imprensa". Acabou o tempo dos golpes palacianos! Dr. Costa está equivocado. Essa gente passou três anos à sombra a desfazer de Seguro. Basta.
ResponderEliminarSão cada vez mais os que defendem a ideia.
ResponderEliminarÉ sempre importante, concordo.
ResponderEliminarTalvez fosse boa ideia se deixassem esse tipo de campanhas. Andar pelos blogues a colar comentários não é convincente.
ResponderEliminarLivrem-nos desses loucos e loucas!
ResponderEliminarDuvido sinceramente de qualquer mudança significativa no que quer que seja.
ResponderEliminarJá estou a ver o novo primeiro-ministro a dizer que o Eurogrupo lhe impôs isto e aquilo. Não haver subida de impostos é uma promessa da direita. Se a direita não os desce é porque não pode. A esquerda serve para impor mais impostos para garantir os serviços que o estado dá aos pobres. Alguém vai ter a coragem de taxar mais movimentos de capitais e riqueza acumulada?
Não tenho saudade da Maria de Lurdes, mas Nuno Crato conseguiu muito mais com muito menos contestação! Fantástico!
Por isso, já não temo nada. Votarei Costa ou Seguro à espera de uma ténue diferença.
O eterno retorno!
ResponderEliminarCom a saída do euro, perdíamos em inflação mais do que agora perdemos em valor nominal.
ResponderEliminarOs custos da mudança seriam enormes.
Sair do país, viajar, seria muito mais difícil. Voltaria a valer a pena comprar rádios à Andorra.
Teve piada essa do rádio a Andorra. Também em parece muito arriscado, mas o espartilho em que estamos também nos pode obrigar às tais idas a Andorra como única possibilidade de viajar :)
ResponderEliminarExacto Luís.
ResponderEliminarMas cedo ou tarde a Europa terá que mudar com vontade. Se nada de substantivo se fizer, podemos cair num período semelhante ao que antecedeu a segunda guerra.
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