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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

da realpolitik e das presidenciais - 2

 


 


 


 


"(...)Interessante é ver o enorme contraste entre os resultados das esquerdas inovadoras e das esquerdas conservadoras. Enquanto aquelas - esquerda do PS e BE - averbaram ganhos significativos, estas - o PS neoliberal e o PCP ortodoxo - registaram perdas claríssimas. E estas, infelizmente, foram suficientes para anular, a favor da direita, os ganhos obtidos.(...)". O que leu é parte de um texto de José Sarmento Ferreira no facebook e é bem elucidativo da confusão à esquerda se olharmos a partir das políticas educativas da última década. Resumamos para este formato: as confessadas políticas educativas neoliberais (as tais Novas Políticas de Gestão Pública que tinham como bandeira a accountability) foram aplicadas pelo "grupo" de Lurdes Rodrigues (penso que coordenado por Vieira da Silva), que está em pleno com o actual Governo, mas que já foram condenadas por Costa. Se havia quem "ouvisse", embora sem acção visível, os professores durante a tragédia socrática, era a ala "segurista" que está à direita dos "socratistas" (que são agora "costistas") e que negou Nóvoa votando em Marcelo. Basta googlar por Nóvoa e por dois conceitos que este reforçou recentemente, "O regresso dos professores" e "Escola transbordante", para se concluir que quase todos poderiam votar em Sampaio da Nóvoa com excepção dos neoliberais ainda não arrependidos (os convictos devem ficar descontinuados da esquerda europeia). Se estudarmos outras áreas encontramos desorientações semelhantes. Já agora, e pensando no BE inovador e nas presidenciais, não percebo o que festejam tão efusivamente.


 


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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

da realpolitik e das presidenciais - 1

 


 


 


Independentemente do efeito eucalipto à direita provocado por Marcelo, era expectável uma segunda volta. Não aconteceu por 2,5%, se tanto. Por muitas análises que se façam, há uma responsabilidade objectiva do PS nesse facto. Maria de Belém, com todo o direito a candidatar-se, obviamente, surgiu aos olhos dos eleitores como a anti-costistas apoiada pelos "seguristas" (digamos assim, porque não sei se esses legados existem). Partiu com 16 ou 17% e finalizou com 4%. Para onde foram os cerca de 12% dos votos? Uma parte significativa para Marcelo e ponto final. Não tivesse sido assim, estaríamos a disputar uma segunda volta e nunca se sabe o que aconteceria.


 


O que aconteceu com Maria de Belém? Se partiu com o apoio dos "seguristas", perdeu-o a meio da caminhada porque não quis assumi-lo. Como esses eleitores eram anti-costistas, tornaram-se anti-Nóvoa e votaram em Marcelo. Foi pena que não tivessem apoiado Sampaio da Nóvoa. Em consciência, era natural que o fizessem. O que é mais risível e incompreensível (para quem observa de fora), é que, na vigência de Seguro à frente do PS, António Sampaio da Nóvoa coordenou as principais acções da Educação, teria apoio para as presidenciais e não interferiu minimamente na luta interna dos socialistas. Ou seja, Sampaio da Nóvoa foi "vítima" da desorientação no maior partido do centro esquerda. Aliás, a confusão ideológica marca a história recente do PS e olhar para as políticas da Educação ajuda a compreender o fenómeno. Mas isso fica para um próximo post.


 


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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

afinal, não é a Alemanha quem decide?

 


 


 


Helmut Kohl chegou a chanceler na mesma situação de António Costa. A sua força partidária (CDU com CSU) foi segunda nas eleições, os vencedores (SPD mais FDP) governavam, Kohl quebrou o arco, escandalizou a Europa e formou Governo com o pequeno partido (FDP) da coligação vencedora. "Golpe de Estado" mais maquiavélico é difícil. Às tantas, a syrizada Merkel (que é do mesmo partido que Kohl, mas com escola na RDA) avisou Passos que era melhor amarrar o irrevogável na PàF enquanto encorajava António Costa (a sua CDU governa com o SPD de António Costa) e fazia um guião a Cavaco Silva. Não será por acaso que António Costa, tal como Kohl, começou por falar em derrubar muros. Afinal, não é a Alemanha quem decide?

terça-feira, 3 de novembro de 2015

não é bonito

 


 


 


 


Não é bonito ver socialistas à "pedrada". Resumindo: Costa leva com Sócrates, Vara, Grupo Lena, Freeport, PPP´s e afins e Assis e Seguro com tecnoforma, submarinos, Relvas, Maria de Belém e BES, Duarte Lima e BPN e por aí fora. Há esperança? Alguma. Desde logo se o próximo Governo for apoiado, pela primeira vez, por forças políticas exteriores a este arco da governação (os próprios teimam em mudar a designação para arco da corrupção). Há um dado adquirido no conflito socialista: a temida pasokização deu-se na prevalência da "corrente de Assis" que desapareceu com a primeira guinada ao centro da Nova Democracia.


 


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Syriza e Podemos "esvaziam" socialistas gregos e espanhóis

 


 


 


O Syriza "esvaziou" o PASOK e o Podemos poderá fazer o mesmo ao PSOE. O que era impensável nem há cinco anos, tornou-se uma realidade: os socialistas do Sul da Europa arriscam-se, quando muito, ao lugar de parceiro mais pequeno nas coligações da esquerda que quer governar.


 


E em Portugal? Apesar da pulverização da esquerda equivalente ao Syriza, os últimos governos do PS cometeram os mesmos erros: ultraliberalismo e corrupção. Mas mais: olhando a partir da Educação, não chegam os dedos das duas mãos para apontarmos políticas socialistas que degradaram a escola pública e que foram apoiadas com fervor pelo arco do poder por questões ideológicas. O PS deve mudar de rumo se não quiser acompanhar socialistas gregos e espanhóis.


 


 


 

domingo, 29 de junho de 2014

não têm emenda

 


 


 


 


Insisto na recente afirmação de António Costa, "o Governo de Sócrates promoveu uma injusta guerra aos professores", porque o signatário fez parte desse Governo durante os dois ou três primeiros anos, tem fortes possibilidades de ser primeiro-ministro e parece transportar os mentores de tão grave e comprovado acto. Costa sabe do que fala e fez a afirmação, inédita entre os socialistas conhecidos, porque quis. Não deve, portanto, acontecer um qualquer apagão com os beligerantes a desenvolverem os tradicionais revisionismos históricos.


 


Nem de propósito Lurdes Rodrigues é entrevistada pelo Expresso desta semana. Sem o relevo doutros tempos, mas com um título digno de quem lida amiúde com engenharias sociais tão caras aos totalitarismos. Sou franco: há muito que perdi a paciência para esta personagem que mistura fanatismo com um desconhecimento arrepiante da cultura organizacional das escolas e que não tem qualquer prova dada nesse último domínio.


 


A entrevista tem vários aspectos com que concordo; desde logo com a crítica aos ensinos dual e vocacional e com outros postulados do mesmo nível.


 


Contudo, sublinhei a vermelho os que evidenciam a desumanidade dos generais tresloucados que provocam guerras e que, naturalmente, não têm emenda.


 


Do estatuto do aluno à relação da autonomia das escolas com a necessidade de mais burocracia para prestação de contas, conclui-se o que sempre se desconfiou: Lurdes Rodrigues está ao nível da repartição pública anterior à sociedade da informação e do conhecimento e comparou as carreiras dos professores ao que se passa nas instituições militares. Recorde-se que esta ex-ministra também considerou a autonomia despesista (percebe-se ainda melhor o seu conceito burocrático de prestação de contas talvez inspirado num qualquer euroviete supremo) e foi no seu mandato que se inventou o desmiolado modelo de gestão escolar em curso.


 


Mas vai mais longe: não reconhece, naturalmente, a irracionalidade da torrente alicerçada em critérios administrativos (porquê sete anos?) que designou por concurso para professores titulares ou a brutalidade daquela avaliação desenhada no MEC com 4 dimensões e 25 domínios que resultaram em 100 indicadores e 1000 (sim, 1000) descritores inaplicáveis para pontuar professores de 1 a 10 e com o uso de quotas. Esta dilaceração da atmosfera relacional era "sempre para ontem" (a senhora tinha epifanias vincadas e generalas) e acabou por ser classificada como "fascismo por via administrativa" por um dos primeiros arrependidos. E conclui sem qualquer emenda: "os governos recuam porque a contestação fica insuportável".


 


É, portanto, fundamental que fique claro o papel destes actores beligerantes.


 


 



 


 


 


 


 


 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

costa denunciou uma guerra aos professores

 


 


 


"(...)O ciclo do meu mandato foi muito longo. E a própria ideia de avaliação teve um percurso. Acho que a questão mais crítica no caso dos professores são as suas consequências. Mas toda a mudança que se fez no Estatuto da Carreira Docente (ECD) não posso dizer que a tenha feito contra os professores ou sem os professores, ou até sem a auscultação de outras forças políticas. Foi um processo muito mais negociado do que no final parecia ter sido, envolvendo até o PSD no desenho de algumas das soluções, nomeadamente na estruturação vertical da carreira, etc... mas depois a política também tem as suas conjunturas.(...)".


 


 


António Costa denunciou, numa entrevista recente, a injusta guerra aos professores promovida pelo Governo de Sócrates como o principal erro dessa governação. Mesmo que se considere que Costa está em campanha, é de salientar o ineditismo e a brutalidade da afirmação. Exige-se, porém, que se detalhe a guerra e que se enunciem soluções. É que ainda recentemente um estudo indicou que "nove em cada dez professores do 3º ciclo sentem que a profissão é desconsiderada pela sociedade" e a malta do mainstream que tem governado o MEC encontrou logo a solução carregada de cinismo e de sei lá mais o quê: formação em educação especial.


 


Retirei o parágrafo com que abri o post desta longa entrevista a Maria de Lurdes Rodrigues ao Público. A ex-ministra é apresentada como coordenadora científica do mestrado em políticas públicas do ISCTE e é socióloga (ao que me dizem, o seu último livro sobre a matéria publicado recentemente não tem uma frase sobre Educação). Quem ler o depoimento todo chega ao fim sem discordar com a maioria dos pressupostos que apresenta. Como é isso possível depois de tudo o que se passou no seu consulado?


 


A nova gestão das políticas públicas (NGPP) desenhada no início do milénio por sociólogos é um linguajar sedutor e bem-pensante que passa por engenharias sociais e financeiras que deslocam as pessoas em blocos com formatos numéricos inseridos em modelos verticais de carreiras associados à prestação de contas e a objectivos individuais impregnados de meritocracia (a frase foi escrita assim com intenção). Uma tragédia, como se comprova.


 


O linguajar desses sociólogos que se instalaram no MEC pouco depois de virar o milénio (já antes disso se notou a patologia), tem este denominador comum: um diagnóstico progressista e consensual que a referida engenharia não só inverte (há tragédias como a dos professores portugueses e basta ler o que se passou na France Telecom) como provoca nos destinatários da sua acção a recorrente impressão: podem estar horas a linguajar que tudo aquilo espremido não tem qualquer relação com as organizações a que se destina.


 


Notei a ocupação pela NGPP em 2002. Foi um momento de viragem. A partir daí, o discurso anti-escola e anti-professor (que foi inexistente nos políticos anteriores a 2002) ganhou asas. O mandato de Lurdes Rodrigues foi um expoente desse discurso de nivelamento por baixo (e reconhecem-se os transversais abusos na administração do estado)


 


A prestação de contas, os objectivos individuais, as carreiras verticais, a gestão tipo-empresarial (até João Rendeiro do BPP foi apresentado por um ex-ministro com uma mágoa: "só não contratava especialistas daqueles para as nossas escolas porque não tinha dinheiro para lhes pagar"; foi um valente e injusto murro no estômago de quem geria escolas), a sobreposição dos indicadores macro, o inferno da medição, a terraplenagem dos mandatos escolares e da cultura organizacional (a informatização, recheada de incompetência política, do concurso de professores mais mediatizado da história, 2004, descredibilizou durante meses essa cultura e deixou-a à mercê do que se seguiria) foi desenhada pelo bloco central cujos actores tentam passar pelos pingos da chuva.


 


Como diz a ex-ministra, apenas as conjunturas (estão no Governo ou na oposição) disfarçam um acordo tácito que causou, e causa, sérios prejuízos à escola pública.


 


Já Luhmann, N. (2001:14)"A improbabilidade da comunicação", Lisboa: Vega, Passagens, considerava que “(...) esta redefinição de termos e relações implica uma viragem radical relativamente ao pensamento político europeu dominante e tem, como última consequência, o abandono definitivo do modelo organicista – de uma relação parte-todo, em que a posição central estava sempre reservada ao indivíduo. (...). Na opinião de Luhmann (op. cit.), o homem perde a posição de centralidade no organismo social e é remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Torna-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes.


 


O que acabou de ler tem em Nuno Crato um fiel seguidor; mesmo que relativamente inconsciente e não informado. Ainda hoje encontrou uma solução que arrepia se pensarmos nas consequências, para as pessoas e para o país, do fecho de quatro a seis milhares de escolas: "Nuno Crato garante verbas para transporte dos alunos cujas escolas vão fechar". A hipocrisia de quem governa desde a estratosfera não tem, realmente, limites. Era o que mais faltava que Crato não dissesse o que disse.


 


Evidencia-se a linha de continuidade na guerra aos professores que foi também uma guerra à escola pública, aos seus alunos e aos respectivos encarregados de Educação.


 


 


Já usei parte deste texto noutro post.


 


 


 


 

do mais do mesmo

 


 


 


 


 


 



 



 


 


 


 


 


 

terça-feira, 24 de junho de 2014

gostei de ouvir antónio costa

 


 


 


O principal erro do PS foi a injusta "guerra aos professores". Foi exactamente assim que António Costa começou por assumir a herança do PS numa entrevista que terminou há pouco na SICN. Nunca tinha ouvido coisa semelhante a um membro do PS: nem aos anti-socráticos. 


 


Se é evidente que houve uma guerra, é bom que António Costa a caracterize e que depois diga o que é que vai corrigir. É importante que se sublinhe que muitas vítimas da guerra já não podem ser ressarcidas (e estou a pesar bem a escrita).


 


 


 


 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

dos duelos e das lutas pelo poder

 


 


 


 


Foi por acaso que li "A competição em Nietzsche", de F. Nietzsche, editado pela Vega, Lisboa, 2003, numa fase em que um dos maiores partidos políticos portugueses desenvolve um duelo. A luta pelo poder parece evidenciar detalhes já estudados, naturalmente.


 


Na página 57 do livro citado, encontramos uma defesa da competição: "(...)Se, pelo contrário, excluirmos a competição da vida grega, somos imediatamente confrontados por aquele abismo pré-homérico onde impera a medonha selvajaria do ódio e do prazer da destruição. Este fenómeno ocorre, infelizmente com alguma frequência, sempre que uma personalidade eminente, por uma acção extraordinariamente brilhante, se via de repente arredada da competição e ficava hors de concours, tanto aos seus próprios olhos como na opinião dos seus concidadãos.(...)".


 


Há inúmeras passagens interessantes.


 


Na página 56, "(...)Se os jovens durante a aprendizagem eram educados competindo uns com os outros, os seus educadores, por sua vez, rivalizavam entre si. Os grandes mestres da música, Píndaro e Simónides, olhavam-se com desconfiança e inveja; o sofista, esse supremo professor da Antiguidade, via no outro sofista um émulo,(...)".


 


Na página 54, "(...)Entre nós, ninguém deve ser o melhor; se alguém, no entanto, o for, que seja noutro lado e entre outra gente.(...)".


 


Na página 53, "(...)o exemplo mais surpreendente é o facto de até um morto poder exercitar num vivo uma inveja ardente.(...)"


 


Na página 45, "(...)Porque o ódio e a inveja são muito maiores, a justiça é uma virtude infinitamente maior. É o encolho contra o qual naufragam o ódio e a inveja.(...)"


 


 


 


 

até sempre, Miguel!

 


 


 


 


 



 


 



 


 


 


 


 


 

domingo, 22 de junho de 2014

silly season (3) - do sindicalismo que nos consumiu

 


 


 


 


"Um congresso extraordinário sem eleição do secretário-geral", foi, segundo uma rádio nacional, a proposta que João Proença apresentou na acalorada reunião dos socialistas, hoje em Ermesinde.


 


Costa defende um congresso para eleger um novo líder e Seguro não. Pelos vistos, João Proença, naquela tradição de um sindicalismo tão mainstream, tão mainstream que resultou sempre num conjunto vazio tão do agrado do poder vigente que nos empurrou para o estado em que estamos, fez uma proposta risível que obedecerá a uma lógica tortuosa que o porá a salvo qualquer que seja o vencedor da contenda.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

da "guerra" no PS

 


  


 


Este post é de 09 de Junho de 2014.


 


 


Ouvi António Costa inscrever o primeiro ponto da sua agenda: "a qualificação da população e o combate ao abandono escolar". Também elogiou a visão estratégica de Guterres e o ímpeto reformista de Sócrates. Se o legado do primeiro é suficientemente distante, o do segundo continua a delapidar a escola pública.


 


Dizem que o elogio do segundo não implica a concordância com as políticas de Lurdes Rodrigues (dito assim para simplificar). Argumentam que até o próprio Sócrates as renegou (demasiado tarde) com Isabel Alçada. Que o erro fundamental esteve na determinação, quase obstinação, com que defendia os seus ministros.


 


Não sei da dependência de António Costa em relação a outras figuras do PS e até se pode acreditar numa qualquer autonomia. A "guerra" no PS está num pico.


 


Já todos percebemos que Portugal terá de regressar rapidamente à escola pública e ao aumento da frequência escolar (até o actual MEC o reconhece, pasme-se, ao reduzir o número de turmas das cooperativas numa medida ainda muito insuficiente). E as lições do péssimo legado de Sócrates são diversas. Se olharmos para a notícia do Expresso que colo de seguida, veremos que, e por exemplo, a má propaganda eleitoral associada à manipulação estatística deu cabo do programa de reconhecimento, validação e certificação de competências na população adulta. É fundamental que António Costa esclareça o tal ímpeto reformista e com que políticas, e em que companhia, pretende dar corpo ao primeiro ponto da sua agenda.


 


 


 Expresso, 7 de Junho de 2014, 1º caderno, página 27



 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 3 de junho de 2014

a educação num próximo governo

 


 


 


 


 


Quem disser que um próximo Governo não incluirá o PSD nem o CDS terá fortes possibilidades de acertar. Também especulará com fundamentos quem antecipar o calendário das legislativas e a mudança de chefia, que não é sinónimo de liderança, no PS.


 


A revista P2 do Público de domingo visitou os últimos 30 anos de António Costa e António Seguro. Percebeu-se que o primeiro está mais à esquerda e o segundo mais próximo do centro, embora tenha ouvido há pouco na TSF um militante de nome Beleza, e ao que perece muito próximo de Seguro, a enunciar o contrário.


 


António Costa apresentará um programa na sexta-feira que deverá incluir as políticas para o sistema escolar.


 


Sou franco: sinto alguma apreensão com as escolhas de António Costa na Educação. As pessoas (a malta do ISCTE e das políticas sociais, digamos assim) que no Governo de Sócrates, ou até no PS em geral, apoiaram, algumas com fervor, as políticas de Lurdes Rodrigues estão com António Costa e convencidas que estavam a governar bem à esquerda (uma espécie de Chavistas) e que foram incompreendidas por uns instalados professores. Espera-se que António Costa tenha aprendido uma qualquer lição, porque uma segunda edição do ciclone de incompetências Lurditas D´Oiro seria uma devastação (estou a pesar as palavras) para a depauperada escola pública.


 


 


 


 

domingo, 1 de junho de 2014

da crise do ps

 


 


 


 


 


 


Qualquer visão com uma dose realista de cinismo sobre a história da política nos dirá que uma ideologia é, acima de tudo, um conjunto de interesses inconfessáveis que se acentua nos partidos políticos com poderes ou benesses por atribuir. É também evidente que o tempo de construção dessas organizações enraíza os tais interesses inconfessáveis; tornam-se mais sofisticados e dissimulados. É isso que se verifica, naturalmente, no arco da governação que "capturou" a democracia.


 


Os observadores olham para a movimentação dos militantes e percebem uma lógica que parece inalienável: o apoio, e mais ainda o voto, é calculado em função do benefício pessoal que se sobreporá ao interesse do partido e mais ainda a essa coisa longínqua que se denomina interesse colectivo ou país. É isso que se joga no PS. Veremos como acaba a contenda numa fase em que o país desespera por uma alternativa de poder. É mais um teste exigente à depauperada democracia.


 


 


 


 


 

de um país sem governo e sem oposição que "possa" governar

 


 


 



 


 


 


 


 


 

sábado, 31 de maio de 2014

o beijo da morte?

 


 


 


 


 


 


 


 



 


 


Não sei se é o beijo da morte, mas não me parece que o apoio de Sócrates ajude quem quer que seja; pelo contrário.


 


Fazendo um raciocínio indutivo a partir das políticas da Educação, a "tralha socratista" devia abster-se durante uma década. Foi o próprio António Costa quem disse, aqui há um ano, que era cedo para o reaparecimento de Sócrates.


 


 


 


 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

da importância de um governo

 


 


 


 


Olhando a partir do sistema escolar e desenvolvendo um raciocínio indutivo, comprova-se que um Governo em Portugal ainda tem alguma margem para tomar decisões não condicionadas pelo euro e por tudo o que o envolve.


 


Mesmo durante os três anos de protectorado, existiram decisões fundamentadas no radicalismo ideológico a que não foi indiferente a composição do Governo. Basta lermos o guião da reforma do Estado para percebermos que o CDS deu corpo ao pior do ensino dito privado. Ou seja, o partido que elegeu um deputado europeu, e que valerá menos de 4% dos votos, é quem "pensa" a Educação e isso só é possível porque existiu a demissão escolar do PSD e o trágico legado do PS Lurditas D´Oiro.


 


E é também isso que se jogará no futuro do PS. Quem vencer esta contenda, que se espera rápida e civilizada, terá de ter uma qualquer inspiração à "Renzi Italiano" ("uma esquerda que reaprendeu a vencer") e demarcar-se de vez do legado "educativo" dos Governos de Sócrates que consistiu na destruição da profissionalidade dos grupos mais numerosos através da retórica do accountability (para os outros) que dilacerou as atmosferas relacionais no eixo central do sucesso de quaisquer políticas: a dignidade das pessoas.


 



 


 


 


 


 

terça-feira, 27 de maio de 2014

crise sobre crise - repete-se a história recente do ps

 


 


 


Estamos institucionalmente em crise. A coligação que governa é minoritária e a maioritária oposição parece que não consegue forjar uma alternativa sólida de Governo. Se deixarmos de lado a análise da abstenção e dos votos brancos e nulos, as eleições europeias retrataram o referido.


 


É exactamente por isso que já se iniciaram movimentos de disputa de liderança no PS. Quem deseja, acima de tudo, uma mudança de Governo impacientou-se e repete-se a história recente do PS. Veremos como termina.


 


 



 


 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

das eleições europeias (2) - assis & rangel

 


 


 


 


 



 


 


 


A imagem que colei no post foi a primeira que me apareceu na mente quando o PS anunciou Assis como cabeça de lista num post que intitulei de "Assis & Rangel". 


 


Estou mais atento às questões da Educação. Assis, para além de um "Lurditas D´Oiro", passou três anos quase a subscrever o para além da troika. Vinte e quatro horas depois de ser anunciado candidato, o seu discurso inclinou cento e oitenta graus. 


 


E se formos analisando os componentes da lista do PS, não diferem muito de Assis. Maria João Rodrigues, a número dois, ainda recentemente afirmou que "o principal problema português é a ausência de modelos de avaliação, com uma alusão às políticas do seu partido, que, disse, encontraram resistências em interesses instalados. Como professor, senti logo um arrepio".


 


Enfim. O legado dos últimos governos do PS ainda estão bem presentes e há demasiada gente a viver na estratosfera.