quinta-feira, 5 de junho de 2014

"Abusa-se da ciência para criar stresse nos pais"

 


 


 



 


 


 


Encontrei o título nesta notícia do Expresso onde o filósofo John T. Bruer critica a parafernália de modas educativas que nada têm de ciência e que são apresentadas como tal. Da música à matemática e passando por uma segunda língua, as sociedades actuais estão inundadas de modismo destinados às crianças que têm um resultado seguro: mais stresse para todos os actores.


 


Continua a ser importante a prevalência de uma sociedade presente e com tempo para os petizes, uma educação equilbrada e a eliminação do modelo criança-agenda.


 



 


 


 


 


 

3 comentários:

  1. Há duas coisas, Paulo, que me parecem importantes - por um lado, que a criança e o jovem sejam encarados como seres orgânicos, o que confere à educação determinado rumo; por outro lado, que o seu crescimento sadio, que contempla a formação integral, seja respeitado.

    Ouve-se muitas vezes falar das artes, e da Música em particular, como desenvolvendo a inteligência e, de forma específica a Matemática - de facto, parece haver relação entre o desenvolvimento da Música e o da Matemática mas também a facilidade para a aprendizagem das línguas, contudo, a Música é uma arte e tem a sua "função" específica por si só, justifica-se a ela mesma enquanto arte e não enquanto subsidiária de outras, uma vez que tem um papel determinante (como as outras artes) em termos do desenvolvimento afetivo.

    A própria Música também é uma cognição mas deve ser entendida com a sua especificidade. Isto tudo para dizer que andamos muitas vezes preocupados em formar meninos "inteligentes" e nos esquecemos da pessoa que são quando, afinal, quem construiu a bomba atómica também era inteligente... Nada contra a inteligência, naturalmente e como deves ter percebido, mas é preciso ir mais longe...

    Aquele abraço!

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  2. Subscrevo. Há muita gente que não tem tempo para os filhos e têm que os encher de tarefas mas também há os que têm tempo e não querem cuidar dos filhos e os que vivem ansiosos em falhar na educação. São estes últimos que não perdem uma novidade. É muito bem visto e seu comentário.

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  3. Também subscrevo.

    Gostava de salientar alguns pedaços "(...)a Música é uma arte e tem a sua "função" específica por si só, justifica-se a ela mesma enquanto arte e não enquanto subsidiária de outras(...)" e "(...)quem construiu a bomba atómica também era inteligente... Nada contra a inteligência, naturalmente e como deves ter percebido, mas é preciso ir mais longe...(...)"

    Obrigado às duas e aquele abraço.

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