terça-feira, 24 de junho de 2014

gostei de ouvir antónio costa

 


 


 


O principal erro do PS foi a injusta "guerra aos professores". Foi exactamente assim que António Costa começou por assumir a herança do PS numa entrevista que terminou há pouco na SICN. Nunca tinha ouvido coisa semelhante a um membro do PS: nem aos anti-socráticos. 


 


Se é evidente que houve uma guerra, é bom que António Costa a caracterize e que depois diga o que é que vai corrigir. É importante que se sublinhe que muitas vítimas da guerra já não podem ser ressarcidas (e estou a pesar bem a escrita).


 


 


 


 

2 comentários:

  1. Paulo,

    A propósito das ideias de António Costa, aproveito para partilhar uma troca de e-mails surgida depois de um convite que me foi endereçado por uma deputada socialista, aquando da apresentação da candidatura do autarca lisboeta, em Leiria:

    1. "Exma. Senhora deputada (...),

    Agradeço a gentileza do seu convite, mas não poderei marcar presença na apresentação da candidatura do doutor António Costa (...)

    Aproveito esta oportunidade para, em nome de alguns milhares de professores do Ensino Público, a questionar sobre a posição do doutor António Costa relativamente a alguns assuntos relacionados com a Defesa da Escola Pública:

    1. Qual é a sua posição face aos mega-agrupamentos de escolas e ao elevado número de alunos por turma?

    2. O que pretende fazer quanto à autonomia das escolas e à desburocratização do trabalho dos professores?

    3. Qual a sua linha de pensamento em relação aos contratos de associação, em zonas onde a oferta pública é mais do que suficiente, sobretudo depois dos escândalos sucessivos e das investigações da Polícia Judiciária ao mais importante grupo privado a operar em Portugal - o grupo GPS?

    Continuará a apostar neste tipo de contratos, em regime de PPP, com as consequências que se conhecem (desperdício de dinheiro dos contribuintes, escolas públicas a ficarem vazias, professores do ensino público, muitos com largos anos de serviço, sem componente lectiva e empurrados para a mobilidade especial) ou tomará uma posição na linha da que foi decidida no governo de José Sócrates, nomeadamente quando a doutora Isabel Alçada foi ministra da Educação, ou seja, redução do financiamento ao ensino privado, quer pelo montante pago por cada turma quer na redução substancial do número de turmas financiadas?

    4. O que pretende fazer quanto ao "congelamento" das carreiras dos professores?

    5. Quais serão as suas decisões quanto à Prova de Ingresso na Carreira Docente e quanto ao elevado número de professores contratados?

    6. Quais são as suas ideias quanto às rescisões amigáveis, sabendo que muitos e excelentes docentes aderiram a este processo por força do seu enorme desgaste físico e psicológico, devido à sobrecarga de trabalho e de responsabilidades dos últimos anos?

    Sabendo que muitos docentes gostariam de obter respostas a estas importantes questões, aguardamos a sua resposta.

    Atenciosamente,

    João Daniel Pereira"


    2. "Boa noite,

    as minhas desculpas pelo atraso na resposta.
    Em Leiria, um dos participantes colocou questões sobre educação.
    António Costa, na intervenção inicial defendeu o investimento em educação, aliás este é um dos pilares das linhas estratégicas que definiu. Defendeu o investimento na escola pública, que não pode ser afetado pela crise e o combate sem tréguas ao abandono e insucesso escolar e o aumento das qualificações dos portugueses.
    A simplificação de procedimentos, a desburocratização e o prestigio das instituições e dos serviços públicos foram também referidas como prioridades.
    As posições assumidas pelo PS, durante esta legislatura, fazem parte do seu património e não serão agora contrariadas.

    Um abraço amigo,
    (...)"

    Agora, é bom que cada professor do ensino público, bem como todos os cidadãos em geral, faça uma reflexão sobre esta resposta, pois todos temos boa memória.

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  2. Boa João.

    Obrigado pela informação.

    É exactamente isso que refiro no post: "Se é evidente que houve uma guerra, é bom que António Costa a caracterize e que depois diga o que é que vai corrigir. É importante que se sublinhe que muitas vítimas da guerra já não podem ser ressarcidas (e estou a pesar bem a escrita)."

    Já reflectiste sobre a resposta? Há uma evidência: não existe uma única resposta às tuas pertinentes interrogações.

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