sexta-feira, 11 de julho de 2014

suponhamos

 


 


 


 


 



"(...)Suponhamos agora que começo a pensar eticamente, a ponto de reconhecer que os meus interesses, pelo simples facto de serem os meus, já não podem contar mais que os interesses alheios. Em lugar dos meus interesses, tenho agora de tomar em consideração os interesses de todas as pessoas que serão afectadas pela minha decisão. Isso exige que eu pondere todos esses interesses e adopte a acção que tenha maior probabilidade de maximizar os interesses dos afectados (...)."


 


 


 


 


 


Peter Singer (2000:02); Ética Prática; Gradiva;


Tradução de Álvaro Augusto Fernandes.


 


6 comentários:

  1. Suponhamos, então, que todos começamos a pensar, ou melhor, a agir eticamente como sugere Peter Singer.

    Nem quero pensar! Acho que iríamos todos acabar num inconseguimento...

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  2. Excelente! Era um começo para o início de uma nova ERA, de uma transformação gradual profunda da sociedade portuguesa onde a corrupção e desonestidade moral imperam, onde a vítima é culpabilizada e o criminoso sai em liberdade, onde quem comanda não tem competência e não dá o exemplo a seguir, daí muito o desrespeito dos nossos jovens pela "autoridade" e não só...Para isso são precisas medidas sérias e é na Educação que é preciso intervir como 1º prioridade, ou seja implementar uma disciplina curricular de Ética desde do 2º ciclo dada por docentes íntegros com provas dadas e a curto-médio prazo, possivelmente a própria indisciplina irá diminuir nas Escolas despertando melhor qualidade de ensino e sucesso escolar..." The wind of change"

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  3. Talvez Carlos :)

    Não sei cara Pensadora. As sociedades onde parece haver menos corrupção são as que têm classes médias numerosas (onde está a maioria da população) e que se renovam ao longo de muitas gerações.

    Ou seja: a escola pode ajudar, e ajuda, mas a sociedade desempenha uma papel fundamental. A escola isolada pouco fará. Aliás, a indisciplina começa sempre com grupos minoritários e é até intolerável que uma minoria impeça a uma maioria de aprender sem que a sociedade encare esse problema de frente.

    Usamos, como sociedade, demasiadas "atenuantes" para lidar com a indisciplina.

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  4. Caro Carlos, antes demais agradeço sua opinião mas é preciso saber fazer a distinção entre Ética e a Moral religiosa, a Ética é outra "coisa" que nada tem haver com moralismos hipócritas..., mas só implementar uma disciplina curricular Ética e suas vertentes no Ensino por si só não é o suficiente mas é um princípio. A Escola é o reflexo da sociedade e também é um agente transformador da mesma, logo é pela a Educação que se poderá tomar medidas para procurar incutir nos nossos jovens respeito, princípios e valores através do estudo da Ética porque muitos deambulam sem o suporte familiar que deveriam ter e muitos pais também desconhecem ou também os excessos de protecção acabam por "mutilar" a capacidade de "pensar" por eles próprios. Estes jovens por sua vez também irão influenciar o seu meio familiar e acaba gradualmente mudar hábitos perniciosos na sociedade, isto será como uma bola de neve onde todos beneficiarão. Não estou afirmar nem pretensão de tal que com isto a indisciplina, corrupção.., vai acabar definitivamente mas é uma possibilidade credível de atenuar estes comportamentos...Não serve de nada criticar para depois não apresentar soluções, estas medidas bem pensadas e implementadas correctamente podem ser um princípio.
    Saudações cordiais

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  5. Cara Pensadora, não foi o Carlos que lhe respondeu :)

    Peço desculpa pela gralha no comentário anterior "a indisciplina começa sempre com grupos minoritários e é até intolerável que uma minoria impeça uma maioria de aprender sem que a sociedade encare esse problema de frente".

    Não discordo com o que a Pensadora escreveu. Uma disciplina de ética, formação cívica e por aí fora poderá ajudar; claro que pode. As disciplinas transversais, digamos assim, podem ajudar, embora sejam de eficácia duvidosa.

    O que quero dizer é que esta questão é mais vasta e que o caderno de encargos da escolas já é demasiado pesado. Sempre que há um problema na sociedade temos a tentação de pedir à escola que resolva fazendo com que a sociedade se demita; neste caso na Educação das crianças e jovens. Era isso que queria dizer e este blog está longe de ser apenas crítico sem propostas :)

    Cordiais saudações também.

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  6. Nada a desculpar. O que importa é o debate. Sim, o essencial ficou esclarecido. Obrigado pelo vídeo.

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