Ainda há dias escrevi assim: "(...)À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes:"a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.(...)".
É evidente que a graduação profissional implica a classificação profissional (académica mais estágio, digamos assim), que há muito requer uma verdadeira regulação do MEC com as instituições do ensino superior, associada ao tempo serviço em funções lectivas ou nos órgãos das escolas.
Devem existir excepções de contratação sem ser pela lista graduada? Claro que sim. Para novas disciplinas ou cursos, para projectos bem fundamentados, para a recondução num apoio muito bem sucedido a um aluno com necessidades educativas especiais e por aí fora.
Dois dos responsáveis pelo estado a que isto chegou, os sociólogos David Justino e Maria de Lurdes Rodrigues, aparecem hoje com argumentação tão contraditória que apenas podemos lamentar que o sistema escolar tenha estado à mercê de tanta "obra feita". A ex-ministra parece mesmo num pico qualquer.
Pois é: a culpa é dos professores, concluem os ex-ministros. Aliás, a relação entre formação e concursos é até risível. A selecção pela lista única é desactualizada, afirmam em coro.
A TSF é mais detalhada. Apresenta também as soluções. Se não fosse trágico, até era cómico e, no fundo, até terraplenaram a epifania em vigor do MEC e acabaram a defender o que inicialmente arrasaram (sim, arrasaram: "total absurdo" "grau zero da inteligência").
Nada de novo, portanto. É o tal corporativismo ministerial que nos desgraçou. E se é criticável a "eternização" dos sindicalistas, também seria bom percebermos a experiência lectiva, ou efectivamente equiparada, no ensino não superior de quem exerceu, ou exerce, funções de ministro. Ou isso não é importante?
Muito bom.
ResponderEliminarCom todo o respeito, esta Senhora vai agora começar uma luta contra todos os que não lhe dizem "amen amen...". Estas notícias têm sabor de vingança e querer unicamente destabilizar. Isto não são atitutes de uma pessoa que queira bem a Portugal e à grande maioria dos portugueses. É utilizar o mediatismo que tem da pior maneira, não pensando nas famílias. Como pai fico revoltado pois na escola pública que o meu filho frequente tudo corre na perfeição. Haverá casos em que podem existir problemas, mas como adultos responsáveis que somos devemos ter atitudes positivas e de ajudar a resolver os problemas, em vez semear o caos e a destruição. Estamos fartos de políticos de "terra quimada" e mal formados. Força Portugal positivo que não volta para
ResponderEliminarNão está presa?
ResponderEliminarO pior é quando na 1ª colocação de contratados, a nível nacional (nem sei como se chama essa bolsa) foram colocados na 1ª semana de Setembro professores em horários inexistentes. Na minha escola (escola pequena) foram colocados QUATRO docentes a Educação Tecnológica e não há nem uma hora para lhes ser atribuída. As horas nem chegam para os efectivos da escola. E isto aconteceu por todo o país, ou seja colegas que se não fosse este engano estariam agora no desemprego e nem esperavam ser colocados.
ResponderEliminarPor que razão não vejo nos blogues ninguém falar destas situações???Apenas falam dos que não ficaram colocados. E dos que não ficaram e deveriam ficar. E os que ficaram devido a erro e não estão a fazer nada? A culpa não é dos colegas, é evidente, mas o Director não sabe que trabalho lhes há-de dar. E são logo QUATRO num grupo com falta de horas.
Obrigado Vanda.
ResponderEliminarEnfim.