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domingo, 17 de março de 2019

Progressões Por Sorteio

 


 


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A carreira dos professores bateu no fundo. Pior só na plenitude da selva. A simulação de mitigação, sem selfies e com muitíssima imaginação, é mais um episódio surreal com a recuperação do tempo de serviço. Os dois anos e tal não são contabilizados a todos os professores a partir da mesma data, como seria civilizado. A contagem só se verificará quando o professor mudar de escalão a partir de 1 de Janeiro de 2019. Um professor que mudou para o escalão x em Janeiro de 2018, transitará para o seguinte em 2022 (se for de 4 anos, claro) onde somará os 2 anos e tal. Outro professor menos posicionado no mesmo escalão e que mude, por exemplo, em Abril de 2019, avança de imediato 2 anos e tal e ultrapassa o colega melhor posicionado garantido um acréscimo relativo no estatuto remuneratório. E ficávamos o dia todo a multiplicar exemplos. E ainda há, com outro diploma sobre progressões, mais ultrapassagens de arrepiar. Resta uma interrogação: como é que é possível tanto desprezo pela profissionalidade dos professores?


Dizem-me que a ideia é dividir os professores. Custa-me acreditar nesse maquiavelismo, mas é estranho que PR, Governo e Parlamento conjuguem tanta impreparação. É evidente que os portugueses já estranham os protestos dos professores. Os professores parecem os eternos insatisfeitos. Mas desde 2003 que é isto ciclicamente e 16 anos é um tempo apreciável. Casos como o relatado são constantes nos concursos e na carreira. A carreira já é a que tem mais travões e menos aceleradores na generalidade da administração pública e duvido que exista alguém que domine a sua totalidade sem problemas de "sintaxe" ou semântica. Estamos perante um processo que se explica com a parábola do "quarto chinês" (texto de John Searle que se encontra no livro "Mente, Cérebro e Ciência"). A irritação dos professores aumenta em proporcionalidade directa com a institucionalização da lógica de sorteio da Santa Casa da Misericórdia que preside à profissionalidade. Não nos admiremos, portanto, que o sentimento de "fuga" se generalize em paralelo com o desaparecimento de candidatos.


Imagem: cartoon de Luís Afonso. Adaptei o texto.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Afinal os professores tinham, no mínimo, alguma razão

 


 


 


São tais as evidências, que a interrogação que ouvi faz sentido: é mais polvo ou mais pântano? Coabitam os dois fenómenos. Notam-se os tentáculos de um polvo, mas a existência de um pântano de dimensões apreciáveis é inquestionável. Digamos que são polvos (e polvitos) que se alimentam silenciosamente em pântanos aparelhados.


 


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domingo, 10 de dezembro de 2017

a "escola" do Paradise Papers

 


 


 


Os Paradise Papers são mais um marco da decadência vigente. Tem "sido assim": por cada corte num salário ou pensão, uma quantia equivalente caminhou para um offshore e para uma fuga aos impostos; ponto final. É um desequilíbrio insustentável que obedeceu, e obedece, a um poder ubíquo muito difícil de vencer ou sequer atenuar; veja-se os processos de reestruturação das dívidas soberanas.



"Ilha de Man, um “paraíso fiscal” com quatro mil milhões de euros de residentes em Portugal"


 


Nota: É toda uma "escola" que choca, realmente. Ainda ontem, e num nível local mas elucidativo, a jornalista Ana Leal reportou o caso ""Raríssimas", uma instituição de solidariedade social que vive de subsídios do Estado, e de donativos, destinados a apoiarem crianças com doenças raras", que parece usar as verbas da instituição para despesas sumptuosas. 


 


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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

do futebol total

 


 


 


 


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E o fenómeno tornou-se mesmo tão grotesco, que os canais por cabo das televisões generalistas não escapam a esse nivelamento competindo com os canais desportivos. Já nem se trata dos dias dos grandes jogos. É uma febre diária que transforma um jogo de treino num acontecimento do outro mundo. A RTP2 tem sobrevivido, apesar das tentativas do poder político mais neoliberal, e está com uma programação interessante.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Chamem a polícia!

 


 


 


"Polícia chamada a intervir por problemas com matrículas em Lisboa" é a principal notícia do Público online. Este problema tem causas, por muito que custe à voracidade mediática. A rede escolar tinha densidade, apesar da péssima organização do território, até à chegada dos barrosistas que "reformaram" a eito e implodiram (com erros graves na escolha dos alvos) a lei orgânica do ministério: acabaram com 23 estruturas (centros de área educativa) que tinham massa crítica na organização da rede e os anos que se seguiram foram tragicómicos. Houve episódios hilariantes de boys-PSD-CDS a orientarem reuniões de rede com números que triplicavam os estudantes existentes em alguns concelhos. Segui-se o socratismo-boys-PS que exponenciou o mercado, e o negócio, de "privados" a quem o curto santanismo escancarou as portas. O Passismo-Portismo-boys-pàf acrescentou a epifania da liberdade de escolha, e da legítima segregação, que só se regula de um modo: chamem a polícia (mas não se esqueçam que as crianças assistem).

quarta-feira, 14 de junho de 2017

da dignidade e do politicamente incorrecto

 


 


 (Parece que esta notícia ainda não se confirmou)


 


Os novos campeões da "NBA quebraram a tradição": disseram um "não", por unanimidade, a Trump. Não existirá a habitual recepção do Presidente aos vencedores. É uma decisão interessante num mundo ocidental a transbordar de hipocrisia. Como estaria a democracia se cada cidadão tivesse a mesma dignidade?


 


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sábado, 3 de junho de 2017

arguidos, 13 anos depois

 


 


 


Segundo os OCS, a rede - e que rede; e que rendas -  EDP/REN começou no Governo de Barroso (2004), passou pelo de Santana e cimentou-se no de Sócrates. A rede pode acabar mal 13 anos depois. Pelos vistos, a rede tem ligações ao BES e desagua na lugar habitual: a rotunda do Marquês. Mexia, um dos quatro arguidos conhecidos ontem e que é referido como membro activo da rede, passou por governos e era um dos liberais do Compromisso Portugal. Em 2010, recomendou aos portugueses que aguentassem. Basta googlar um bocadito e encontramos:


 



"António Mexia diz que fez por merecer os 3,1 milhões.


 


António Mexia afirma que o valor recebido em 2009 em prémios é justificado porque "o que está em causa é que ultrapassámos os objectivos definidos em 2006, 2007 e 2008. Foram definidos objectivos ambiciosos e difíceis de atingir para a maioria das pessoas e que foram ultrapassados".(...) As declarações de Mexia surgem na sequência do escândalo causado pela sua remuneração à frente duma empresa onde o Estado é o principal accionista, numa altura em que o governo propõe medidas de austeridade para os mais pobres.(...)


Tirando a passagem pelo GES, António Mexia fez toda a sua carreira nos negócios em empresas com participação estatal, muitas vezes por nomeação política, para além de ter participado nos governos de Cavaco Silva e Santana Lopes. No entanto, Mexia assume-se como um liberal e foi um dos promotores da iniciativa "Compromisso Portugal", que defendia justamente a saída do Estado do capital das empresas onde ainda se mantém. Na sua mensagem aos membros do Compromisso Portugal, Mexia defendeu que a "ambição que é hoje obrigatória para Portugal" exige "sacrifícios no curto prazo por forma a obter vantagens no médio prazo, devendo esta geração evitar carregar inutilmente as próximas".


"Temos que aprender a dar mais e a pedir menos", aconselhava o então presidente da Comissão Executiva da GALP Energia, ainda antes de aceitar o convite de Santana Lopes para entrar no governo. Quando o governo caiu, foi a vez de Mexia convidar Santana para o cargo de assessor jurídico na EDP."



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quarta-feira, 26 de abril de 2017

isto mais parece um frenocómio

 


 


 


E o leitor interrogará: Frenocómio? Já lá vou, não desista. Primeiro, convém esclarecer: há mais de uma década que vou somando episódios para esta conclusão. Mas depois de ler umas coisas sobre o estado geral das escolas, sobre as provas de aferição para os petizes, sobre a hiperburocracia e sobre o estado da gestão das escolas, não me permitia outro entendimento. E qual é então o significado de manicómio? É fenocómio, hospital para internamento de doentes mentais ou hospital psiquiátrico, com todo o respeito por estes lugares.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

da municipalização escolar

 


 


 


É possível perspectivar o que será a municipalização de todo o ensino não superior num país "capturado" pela partidocracia e com caciquismo quase generalizado. Se se confirmar a descentralização de competências, é imperativo (ainda mais obrigatório, para ontem, urgente) mudar o modelo de gestão das escolas.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

mais duas baixas por habilitações falsas

 


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É, objectivamente, uma descida na confiança nas instituições, e na democracia, a sucessão de habilitações falsas. Depois dos últimos casos, o Expresso "apurou que o Governo" procurou mais irregularidades. Houve duas pessoas que pediram exoneração sem entrega da documentação. Percebeu-se que o fizeram por terem declarado habilitações falsas. É, e sei lá que se diga mais no meio deste pântano, uma atenuante. O Público revela uma prática muito negativa para o crédito das nomeações em concursos públicos: "no momento da nomeação, foi-lhe pedido que apresentasse o currículo para que fosse colocado no despacho e “acreditou-se que as informações eram as correctas”.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

assim vai o mundo

 


 


 


São tais as evidências, que a interrogação que ouvi faz sentido: é mais polvo ou mais pântano? Coabitam os dois fenómenos. Aliás, o segundo foi até denunciado por Guterres. No caso Vistos Gold, por exemplo, notam-se os tentáculos de um polvo, mas a existência de um pântano de dimensões apreciáveis é inquestionável. Digamos que são polvos (e polvitos) que se alimentam silenciosamente em pântanos aparelhados.


 


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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

À volta do populismo

 


 


 


O sistema acordou com o pesadelo dos EUA. A suprema ironia elegeu, bem lá no alto, um produto do sistema que fez campanha como indignadoA erosão do centro político nas democracias ocidentais é um problema grave que se pode tornar trágico. Há toda uma ganância criada pelo sistema que é cada vez mais difícil de combater. Ontem, no Expresso, Joseph Stiglitz disse que "populismo" mistura coisas muitos diferentes. Podemos chamar de populista um candidato que diz preocupar-se com os 90% de pessoas que um dado governo deixou para trás? Isso não é merecedor de crítica. O populismo até pode ser um remédio contra o elitismo." Hoje, Ana Sá Lopes, no I, diz que os "trumpistas estão no meio de nós (olhe para o lado)", Jorge Sampaio, no Público, "alerta para a tendência global dos movimentos populistas", António Lima, no Sol, diz que "os democratas procuram líder no meio dos escombros", Ricardo Paes Mamede, no I, diz que "há uma grande dificuldade em fazer face aos populismos de direita" e Helena Tecedeiro, no DN, fala-nos de Steve Bannon, o tipo que dirigiu a campanha de Trump e que "é acusado de antissemitismo e de ser próximo dos supremacistas brancos. Foi funcionário do Goldman Sachs, acusou Obama de importar muçulmanos cheios de ódio, comparou o programa de planeamento familiar americano ao holocausto e aconselhou as mulheres vítimas de assédio online a se desligarem e pararem de tramar os homens na internet."


 


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sábado, 12 de novembro de 2016

Da essência da coisa e da Trump Tower

 


 


 


E é isto: "(...)No jantar de caridade de Al Smith, com a hierarquia católica de Nova Iorque e o poder político, financeiro e mediático ao lado dos dois candidatos, Trump chamou corrupta a Hillary e disse várias piadas ofensivas. A resposta dela foi uma gargalhada falsa, uma máscara afivelada para consumo externo. Quem visse aquilo nas várias plataformas, da televisão à rede, veria um grupo poderoso e privilegiado de amigos, mulheres com jóias e homens emproados, onde ela parecia a rainha e Trump o primo da província. Teria sido útil, por uma vez, observar uma reação emocional.(...)" escreveu Clara Ferreira Alves (CFA) na revista do Expresso (03:12/11/2016). No primeiro caderno, CFA diz que "Trump é um fascista, não em sentido clássico, rodeado de criminosos de colarinho branco." Até arrepia. Espero que não se confirmem os piores cenários. É evidente que Trump é um oportunista que se gaba de fugir a impostos, e de não sei quantas trafulhices, e de não respeitar os direitos mais elementares das pessoas envolvidas nas suas actividades. Mesmo assim, coabitou anos a fio com o arco governativo. A imagem é elucidativa e encontramos inúmeras da mesma família nas democracias ocidentais. No mundo real registamos a oportunista hipocrisia em nome institucional ou o modo oligárquico de apropriação do bem comum. E ficava aqui a tarde toda a detalhar um pântano que nunca dá bons resultados.


 



Adenda: Na mesma revista (p:42), Joseph Stiglitz diz, antes da vitória de Trump e pensando nos dois lados do Atlântico, que não gosta do termo "populismo", embora esteja preocupado com a erosão do centro político. "O "populismo" mistura coisas muitos diferentes. Podemos chamar de populista um candidato que diz preocupar-se com os 90% de pessoas que um dado governo deixou para trás? Isso não é merecedor de crítica. O populismo até pode ser um remédio contra o elitismo." O Nobel da economia (2001) prefere o termo demagogia. Dá um exemplo: "Números "surgidos" do nada como o limite de 3% do défice. Aplaude o Governo português que devia ser premiado e não o contrário." Fala, por exemplo, da batota em relação à França, do falhanço rotundo da troika e da moda recente dos governantes não eleitos made in Goldman Sachs. Uma entrevista a não perder, até para não dizermos que é incompreensível a ascensão eleitoral da Trump Tower.



 


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terça-feira, 2 de agosto de 2016

mais polvo ou mais pântano?

 


 


 


É tal a sucessão de casos e evidências, que a interrogação que ouvi faz sentido: é mais polvo ou mais pântano? Coabitam os dois fenómenos. Aliás, o segundo foi até denunciado por Guterres no acto de demissão como primeiro-ministro. É evidente que é mais seguro se olharmos o que nos rodeia antes de uma qualquer resposta. E aí, e no ambiente escolar, notam-se os tentáculos de um polvo (ou polvito). Mas a existência de um pântano de dimensões apreciáveis é inquestionável. E se no escolar é assim, há fortes probabilidades de se equiparar nas restantes áreas. Digamos que são polvos (ou polvitos) que se alimentam nos pântanos.


 


 


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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Que vergonha!

 


 


 


"O senhor Barroso fez a cama dos antieuropeus. Apelo, pois, solenemente, a que abandone esse cargo", apela o secretário dos Assuntos Europeus francês Harlem Désir. Barroso tem um grande descaramento e continua, como político, a enriquecer longe dos eleitores. A sério e repito: vale a pena ler o romance "Pai Nosso" de Clara Ferreira Alves; a personagem é bem desmontada.


 


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domingo, 19 de junho de 2016

da imagem da CGD

 


 


 


"Não concordo com uma comissão parlamentar de inquérito à CGD", disse Daniel Oliveira no Eixo do Mal de ontem. Para este comentador, que foi do BE, é do Livre e apoia o Governo, está em causa a imagem da instituição que sofrerá estragos com o inquérito porque se tornarão públicas uma série de irreguralidadades que os mentores (arco governativo) até já conhecem. E é isto. "Escondem-se" irregularidades em nome de uma suposta imagem e de um tortuoso interesse público. Imagine-se o que diria o comentador se a PàF usasse o mesmo argumentário nos casos da banca privada (e qualquer que seja o momento jurídico e público de uma instituição): o mainstream sabe o que se passou e chega: ponto final. Há que perservar a imagem; em caso contrário, sai mais caro aos contribuintes.


 


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terça-feira, 12 de abril de 2016

não será melhor uma operação stop como no desenho?

 


 


 


Já não são só os tradicionais. Agora tropeçamos em procuradores, juízes a designaram-se como a "classe menos confiável", funcionários das finanças, directores e chefes de repartições públicas, directores-gerais de diversos ministérios, concursos públicos pejados de irregularidades e por aí fora. Ainda ontem ouvi um jornalistas dizer que o tal gestor de fortunas ligado ao Panamá Leaks trabalhou para ex-ministros portugueses e para um presidente da República (quem será?). Para já o gestor não diz nomes. É tudo muito mau mesmo.


 


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