Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) disse, ontem à noite num canal de cabo, que vai educar a justiça para que os portugueses possam, finalmente, confiar num dos pilares da democracia. Disse ainda que vai trabalhar muito para desconstruir a acusação de que foi alvo.
É espantoso, realmente. Uma pessoa é acusada por um acto enquanto ministra da Educação e no mesmo dia vai a um canal de televisão e coloca-se acima da justiça.
A justiça tem que funcionar, embora se tenha a sensação que há alguma impunidade com a corrupção ligada aos aparelhos partidários ou, pelo menos, falta de meios.
Não gosto de juízos de carácter. Enquanto ministra, MLR revelou uma gritante impreparação associada a doses elevadas de autoritarismo, arrogância e cinismo. Também me parecia crente na manipulação mediática e na tese de que o sistema escolar era um grande primeiro ciclo. Essa mistura explosiva, e trágica, deu no que se sabe e ficou bem patente na soberba com que ontem se dispôs a, finalmente repito, educar a justiça.
Maria de Lurdes Rodrigues é um nome que até custa a escrever. Detentora do mais ordinário mandato da obstinação e loucura de ignorar sucessivas manifestações com o pleno dos professores nas ruas e prosseguir abrindo o caminho que Crato passeia na senda da destruição do ensino público inclusivo, de qualidade, democrático e para todos. A imagem desta senhora faz arrepios a todos quantos conscientemente têm ligação à educação. Tem de ser condenada pelos seus atos políticos, mas politicamente é nas urnas da democracia. Se essa mulher voltar a candidatar-se onde quer que seja, ao que quer que seja temos o dever, a obrigação de não votar! Apesar de tudo isto, no que concerne à acusação de favorecimento por contratação direta, tem de perguntar-se: Quem atira a primeira pedra?
ResponderEliminarDe facto não custa nada dar euromilhões diretamente aos amigalhaços com o dinheiro dos contribuintes...é uma prática tipicamente republicana e socialista... o Tribunal é que não foi pelos ajustes...é pena para esta coitadinha que de forma conveniente ignorava a lei da obrigatoriedade dos concursos públicos. E a Parque Escolar que foi por adjudicação direta para contornar a burocracia, dizia ela?
ResponderEliminarUma política que criou a justiça à sua maneira passando por cima de quem quer que fosse a dizer que a justiça não funciona. Até parece um conto de fadas.
ResponderEliminarVergonha!!!
ResponderEliminarNão admira porque gente do partido - e não apenas deste - está imunizada com uma vacina à prova de bala!
ResponderEliminarPena suspensa? Mas que diabo de justiça é esta que as penas são todas suspensas!
Essa pena dá-me pena! E então as multas nem se fala!
E com esta pena a menina é condenada a passar uns anitos na penitenciária que dá pela sigla "FLAD"!
Que bom! Isto é só para gente fina como esta que levou o país à falência!
"Nenhuma classe profissional foi tão maltratada como a dos professores. Nos últimos vinte anos, progressivamente, perderam direitos e autoridade. E, muito mais grave, perderam o reconhecimento do Estado e da comunidade. Encurralados numa sociedade que privilegia a volatilidade e vive para o dia seguinte; humilhados pelas circunstâncias; menosprezados por agendas mediáticas que transformam as notícias numa permanente novela; os professores estão desesperados. Legitimamente desesperados."
ResponderEliminarSerá que a justiça passou a condenar na classe politica? Ui, ui...
ResponderEliminarDesculpem mas não suporto a bruxa sinistra.
ResponderEliminarO blogue está em destaque na página do Sapo.
ResponderEliminarMelhores saudações.
É chocante como esta gente, depois de apregoar que se deve confiar na Justiça e deixá-la actuar de forma separada dos interesses político-partidários, aparece a atacar a mesma Justiça quando toma decisões que não vão de encontro às suas expectativas.
ResponderEliminarO que eu acho é que há penas suspensas a mais…
Concordo com a generalidade dos comentário.
ResponderEliminarObrigado ao Sapo.
Concordo Carlos: é chocante.
E hoje diz que o tribunal lhe destruiu a reputação. A reputação desta senhora era tão má, que nenhum tribunal a conseguirá destruir. Quem conseguiu pôr todos os professores do ensino não universitário na rua, numa ação de protesto sem procedentes, nunca conseguirá fazer passar a imagem que só ela e os seus pensam que tem.
ResponderEliminarEnfim.
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