Como vivemos fora do tempo conhecido - curto, médio e longo prazos (opinião pública, legislatura e constituição) -, a discussão à volta do orçamento de Estado tem o tempo da opinião pública. Basta olharmos para os últimos orçamentos e para os respectivos rectificativos, para concluirmos que o documento é mais um exercício retórico que governos e oposições usam com oportunidade mediática.
Até há, no tempo vigente em Portugal, uma sensação de conhecido. Parece um contraponto à prevalência avassaladora da opinião pública: a constituição vai sobrevivendo e os governos, mesmo os mais desastrados, aguentam legislaturas (nem que seja por uma espécie de castigo).
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