quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Não estavam lá

 


 


 


Já dei conta do meu fascínio pela obra de Amos Oz.


 


O genial escritor consegue lançar umas gotas de oxigénio no eterno e sangrento conflito entre israelitas e palestinianos. Nem sei se em vão, uma vez que o conflito não só persiste como tem momentos de alucinante descontrole.


 


Recebi por email uma história que terá sido escrita por Amos Oz. Não consegui confirmar.


 



"(...)Um exemplo engenhoso do discurso e da política ocorreu recentemente na Assembleia das Nações Unidas e fez a comunidade do mundo sorrir. Um representante de Palestina começou: "Antes de começar a minha intervenção, quero dizer-lhes algo sobre Moisés. Quando partiu a rocha e inundou tudo de água, pensou, "que oportunidade boa de tomar um banho!" Tirou a roupa, colocou-a ao lado sobre a rocha e entra na água. Quando saiu e quis vestir-se, a roupa tinha desaparecido. Um Israelita tinha-as roubado". O representante Israelita saltou furioso e disse, "que é que você está a dizer? Os Israelitas não estavam lá nessa altura." O representante Palestiniano sorriu e disse: "e agora que se tornou tudo claro, vou começar o meu discurso."(...)


 


 


 


4 comentários:

  1. Engenhoso - não fosse o "conveniente" esquecimento de que muitos dos habitantes da Palestina antes de 1947 (mesmo islâmicos) eram descendentes de israelitas que se furtaram à Diáspora ou a rasura da evidência histórica de que poucos estados se criaram no espaço territorial de onde os seus povos eram naturais (corra-se, então, com todos os anglo-saxões da América do Norte, com todos os brancos e negros do Brasil, com todos os eslavos da Sibéria e da Ásia Central, com os albaneses do Kosovo, com os Turcos da Trácia e da Anatólia, com os britânicos e demais germânicos da África do Sul, com... é melhor parar por aqui e desejável deixar tudo como está).

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  2. A ser verdade, Lúcio, concordo: engenhoso, com piada e um exercício retórico assinalável. Mesmo que não seja verdade, está com piada.

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  3. Sim, está. E só mesmo um judeu (ok, talvez também um irlandês ou um russo) seria capaz de contar em contexto internacional uma anedota que lhe é desfavorável - o que em nada o apequena (... consegue imaginar outro tanto do lado oposto sem que soem as trombetas do Apocalipse?)

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