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sábado, 8 de março de 2025

Gaza-Israel

Este post é de Novembro de 2019. Mas os post sobre esta tragédia parecem intemporais. Gaza-Israel e o cessar-fogo num desenho publicado no Courrier International. É um conflito eterno. Recordo-me sempre das palavras de Amos Oz"A essência do fanatismo reside no desejo de obrigar os outros a mudar... O fanático é uma das mais generosas criaturas. O fanático é um grande altruísta."


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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Uma atmosfera agressiva

 


 


 


Há uma agressividade estrutural que passa pela irritação dos sectores mais à direita com os indicadores económicos e financeiros apresentados por um Governo com este suporte parlamentar e há uma agressividade conjuntural decorrente das eleições autárquicas onde o PS sacrificou (Porto e Matosinhos são exemplos) os entendimentos locais para obter uma leitura nacional que legitimasse uma governação que não venceu as legislativas. É, portanto, uma oportunidade para todo o tipo de exageros quando há catástrofes, principalmente para os espíritos fanáticos e altruístas; que são transversais. A leitura de Amos Oz ajuda a perceber. Num dos seus livros, "contra o fanatismo", pode ler-se:




"A essência do fanatismo reside no desejo de obrigar os outros a mudar... O fanático é uma das mais generosas criaturas. O fanático é um grande altruísta"


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

da repetição: desta vez foi em Barcelona

 


 


 


 


As pessoas fizeram um semestre no "estado islâmico" e regressaram como quem esteve em "erasmus"?


Por outro lado, as redes sociais ampliam a "ágora" e os sinais de intolerância. Vê-se ódio ao que os outros pensam. É o sinal mais evidente. Daí a actos terroristas irá um qualquer passo dependente de circunstâncias, oportunidades e distúrbios diversos, como se percebe com a identidade dos fanáticos. Amos Oz é, mais uma vez, muito claro:



"A essência do fanatismo reside no desejo de obrigar os outros a mudar... O fanático é uma das mais generosas criaturas. O fanático é um grande altruísta."


 


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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

que impere alguma sensatez

 


 


 


 


A Europa vai-se crispando e espera-se sensatez em quem decide. No caso do PR português, que só tem duas opções, espera-se que tenha lido Amos Oz e perceba que o seu lado não deve continuar a dominar absolutamente.


 



"(...)O que precisamos é de chegar a um acordo, a um compromisso doloroso. E a expressão "chegar a um acordo, a um compromisso" tem uma reputação nefasta na sociedade europeia. Especialmente entre os jovens idealistas, que continuam a achar que chegar a um acordo é oportunismo, algo desonesto, algo astucioso e obscuro, um sinal de falta de integridade. Não no meu vocabulário. Para mim, a expressão "chegar a um acordo" significa vida. E o contrário de chegar a um acordo não é idealismo nem evolução; o contrário é fanatismo e morte. Precisamos de chegar a um acordo, a um compromisso, não de chegar à capitulação. O que significa que os Palestinianos jamais se deveriam ajoelhar. Nem tão pouco os judeus.(...)"



 



Amos Oz, "contra o fanatismo", 


página 41, edições ASA.


 


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

charlie hebdo e amos oz

 


 


 


 


Os casos como o do Charlie Hebdo, e os fanatismos que o envolvem, remetem-nos sempre para o conflito eterno: o de israel com a palestina. E quem melhor do que Amos Oz pode ajudar a compreender o fenómeno? Antes da sua sapiência, importa sublinhar que o caso Charlie Hebdo terá muito mais de crime do que de fanatismo religioso ou ideológico. Aliás, existe fanatismo a partir das religiões com livro e a associação com criminosos tem sido conhecida em todas elas.


 


Mas os ensinamentos de Amos Oz são sempre úteis.


 



"(...)O que precisamos é de chegar a um acordo, a um compromisso doloroso. E a expressão "chegar a um acordo, a um compromisso" tem uma reputação nefasta na sociedade europeia. Especialmente entre os jovens idealistas, que continuam a achar que chegar a um acordo é oportunismo, algo desonesto, algo astucioso e obscuro, um sinal de falta de integridade. Não no meu vocabulário. Para mim, a expressão "chegar a um acordo" significa vida. E o contrário de chegar a um acordo não é idealismo nem evolução; o contrário é fanatismo e morte. Precisamos de chegar a um acordo, a um compromisso, não de chegar à capitulação. O que significa que os Palestinianos jamais se deveriam ajoelhar. Nem tão pouco os judeus.(...)"



 



Amos Oz, "contra o fanatismo", 


página 41, edições ASA.



  


Já li várias vezes este pequeno livro de Amos Oz. Encontro sempre mais qualquer coisa nesta prosa tão lúcida, tão humana e tão corajosa. Há um aspecto que ressalta do conflito que preocupa Amos Oz: a guerra que ele tenta ajudar a terminar, eterniza-se.


 


E por que é que isso acontece? Desde logo, porque os mais fortes não querem perder as suas conquistas e porque os mais fracos vão acumulando tantas derrotas que depois só se satisfazem com a vitória definitiva e total; e quanto mais o tempo passa, mais esse sentimento se acentua; tanto nessa como noutras guerras.


 


 


 


 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Não estavam lá

 


 


 


Já dei conta do meu fascínio pela obra de Amos Oz.


 


O genial escritor consegue lançar umas gotas de oxigénio no eterno e sangrento conflito entre israelitas e palestinianos. Nem sei se em vão, uma vez que o conflito não só persiste como tem momentos de alucinante descontrole.


 


Recebi por email uma história que terá sido escrita por Amos Oz. Não consegui confirmar.


 



"(...)Um exemplo engenhoso do discurso e da política ocorreu recentemente na Assembleia das Nações Unidas e fez a comunidade do mundo sorrir. Um representante de Palestina começou: "Antes de começar a minha intervenção, quero dizer-lhes algo sobre Moisés. Quando partiu a rocha e inundou tudo de água, pensou, "que oportunidade boa de tomar um banho!" Tirou a roupa, colocou-a ao lado sobre a rocha e entra na água. Quando saiu e quis vestir-se, a roupa tinha desaparecido. Um Israelita tinha-as roubado". O representante Israelita saltou furioso e disse, "que é que você está a dizer? Os Israelitas não estavam lá nessa altura." O representante Palestiniano sorriu e disse: "e agora que se tornou tudo claro, vou começar o meu discurso."(...)


 


 


 


terça-feira, 29 de julho de 2014

desde então nada disso aconteceu

 


 


1ª edição em 29 de Agosto de  2013.


 


 


 


A frase em título é a que se segue ao parágrafo que escolhi para a imagem do post e foi obtida em Amos Oz (2013:202), "Cenas da vida de aldeia", D. Quixote, Lisboa.


 


A obra de Amos Oz tem um fascínio comovente. A literatura tem o condão inigualável de nos fazer viajar sem sair de casa, mas "As cenas da vida de aldeia" chegaram-me na ida e na volta de uma inesquecível viagem com um final em coincidência temporal com mais uma tragédia dos bombeiros portugueses comentada pelos que "sempre avisaram" para as pragas dos eucaliptos e das responsabilidades locais e que me recordam a única certeza existencial dos populistas na ajuda aos pobres: a publicitação do acto.


 


 


 






 

Desde então nada disso aconteceu (página 203). 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

gotas

 


 


Já dei conta da meu fascínio pela obra de Amos Oz. O genial escritor consegue lançar umas gotas de oxigénio no eterno e sangrento conflito entre israelitas e palestinianos. Nem sei se em vão, uma vez que o conflito não só persiste como tem momentos de alucinante descontrole.


 


Recebi por email uma história que terá sido escrita por Amos Oz. Não consegui confirmar.


 



"(...)Um exemplo engenhoso do discurso e da política ocorreu recentemente na Assembleia das Nações Unidas e fez a comunidade do mundo sorrir. Um representante de Palestina começou: "Antes de começar a minha intervenção, quero dizer-lhes algo sobre Moisés. Quando partiu a rocha e inundou tudo de água, pensou, "que oportunidade boa de tomar um banho!" Tirou a roupa, colocou-a ao lado sobre a rocha e entra na água. Quando saiu e quis vestir-se, a roupa tinha desaparecido. Um Israelita tinha-as roubado". O representante Israelita saltou furioso e disse, "que é que você está a dizer? Os Israelitas não estavam lá nessa altura." O representante Palestiniano sorriu e disse: "e agora que se tornou tudo claro, vou começar o meu discurso."(...)


domingo, 28 de agosto de 2011

da essência das coisas

 


 


"Contra o fanatismo" é belíssimo. Este pequeno livro de Amos Oz é arrebatador e prova que ainda existe sanidade mental no meio do grave conflito israelo-palestiniano. Este escritor é natural de Jerusalém e apresenta uma iniciação racional para ajudar a resolver o problema. É fascinante o modo como Amos Oz penetra nos alicerces das manifestações fanáticas e radicais. É uma leitura obrigatória. Tem um alcance e uma lição de vida que deve ser útil para cada um de nós.

"A essência do fanatismo reside no desejo de obrigar os outros a mudar... O fanático é uma das mais generosas criaturas. O fanático é um grande altruísta"

terça-feira, 26 de julho de 2011

da essência das coisas

 


(Já usei este texto noutro post)


 


 


"Contra o fanatismo" é belíssimo. Este pequeno livro de Amos Oz é arrebatador e prova que ainda existe sanidade mental no meio do grave conflito israelo-palestiniano. Este escritor é natural de Jerusalém e apresenta uma iniciação racional para ajudar a resolver o problema. É fascinante o modo como Amos Oz penetra nos alicerces das manifestações fanáticas e radicais. É uma leitura obrigatória. Tem um alcance e uma lição de vida que deve ser útil para cada um de nós.

"A essência do fanatismo reside no desejo de obrigar os outros a mudar... O fanático é uma das mais generosas criaturas. O fanático é um grande altruísta"

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

franjas

 


 


 


 


Nunca esqueço esta frase de Vergílio Ferreira, aqui,: (...) uma forma de o medíocre convencido imitar a grandeza é não dizer mal de ninguém (...). Os anos de vida ensinam-nos muito nestes aspectos. Mais ainda se habitarmos um mesmo espaço profissional anos a fio ou se convivermos com um grupo de pessoas em momentos contínuos e sobreaquecidos.


 


Há outra verdade que o tempo vai apurando e que as condições referidas ajudam a certificar. Nem sei quem é o autor. É uma ideia que devemos ter sempre presente.


 


Diz o queixoso: falas com aquele tipo? O fulano fez isto e aquilo e mais não sei o quê. Responde o receptor da queixa: em regra, falo com quem quer falar comigo. Falar nem sequer é uma consequência de um juízo de valor. É falar apenas. Insiste o queixoso: mas com aquele fulano que fez ainda mais isto e ainda aquilo? Termina o receptor da queixa: também estou a falar contigo.


 


Sei que nada disto é fácil e mesmo o grande Amos Oz defende que em determinados momentos se tem de separar águas e não perdoar às franjas o que é imperdoável; mais com actos do que com retórica.



domingo, 4 de julho de 2010

acordos I

 


 



 


(encontrei esta imagem aqui)


 


 




"(...)O que precisamos é de chegar a um acordo, a um compromisso doloroso. E a expressão "chegar a um acordo, a um compromisso" tem uma reputação nefasta na sociedade europeia. Especialmente entre os jovens idealistas, que continuam a achar que chegar a um acordo é oportunismo, algo desonesto, algo astucioso e obscuro, um sinal de falta de integridade. Não no meu vocabulário. Para mim, a expressão "chegar a um acordo" significa vida. E o contrário de chegar a um acordo não é idealismo nem evolução; o contrário é fanatismo e morte. Precisamos de chegar a um acordo, a um compromisso, não de chegar à capitulação. O que significa que os Palestinianos jamais se deveriam ajoelhar. Nem tão pouco os judeus.(...)"


 


 


Amos Oz, "contra o fanatismo",


página 41, edições ASA.


 


 


Já li várias vezes este pequeno livro de Amos Oz. Hoje fi-lo de novo. Tento sempre buscar mais qualquer coisa nesta prosa tão lúcida, tão humana e tão corajosa. Sei da dificuldade que existe em encontrar pontos de contacto com o adversário. Há um aspecto que ressalta do conflito que preocupa Amos Oz: a guerra que ele tenta ajudar a terminar, eterniza-se.


E por que é que isso acontece? Desde logo, porque os mais fortes não querem perder as suas conquistas e porque os mais fracos vão acumulando tantas derrotas que depois só se satisfazem com a vitória definitiva e total; e quanto mais o tempo passa, mais esse sentimento se acentua; tanto nessa como noutras guerras.


 


(1ª edição em 12 de Maio de 2009)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

pertenças

 



(encontrei esta imagem aqui)


 


 


 


"(...) Afinal, onde pertencemos exactamente? Talvez não pertençamos a lugar nenhum. Nem isto, nem qualquer outra coisa, tem uma resposta a preto e branco. Eu cresci num contexto de ambivalência, de ambiguidade, de emoções misturadas, de relações amor-ódio e de amor não correspondido. E o meu bairro estava cheio de "potenciais reformadores do mundo", idealistas e ideólogos. Todos com a sua fórmula pessoal de redenção instantânea. Todos grandes oradores, mas ninguém os escutava. O bairro estava cheio de tolstoianos - pessoas que acreditavam na ideologia de Tolstoi -, alguns até tinham o mesmo aspecto e vestiam-se como Tolstoi. Deixavam crescer a mesma barba branca e usavam uma espécie de toga russa cingida por uma corda. Pareciam mais tolstoianos que o próprio Tolstoi. Quando, pela primeira vez, vi uma fotografia de Tolstoi na contracapa de um dos seus romances, estava convencido de que era alguém do nosso bairro. Não o vira eu muitas vezes? E não apenas a ele, mas também à família, aos irmãos. Era um dos nossos. Deste modo, eram tolstoianos, mas muitos deles tinham saído directamente de uma romance de Dostoievski porque tinham uma mente e uma alma muito torturadas, cheias de contradições, de raiva e de conflito. Diria até mais: aqueles doistoievskianos tolstoianos pertenciam, na realidade, a uma história de Tcheckov. O espírito real do bairro não era nem Tolstoi nem Doistoievski: era Tchekov. A nostalgia dos lugares longínquos. Em algum lugar para lá do horizonte estava a amada cidade de Moscovo, Moscovo...


Mas essa Moscovo - que podia ser Berlim, Viena, Paris ou Vaarsóvia, ou qualquer outra -, essa "Moscovo para lá do horizonte", não amava aqueles judeus. Queria-os longe da vista, longe da mente, longe do mundo, em alguns casos. Eles nem sequer podiam confessar o seu amor pelas culturas que tinham deixado para trás.(...)".


 


Amos Oz,  "Contra o fanatismo",


edições ASA, páginas 72 e 73.