A porta fica aberta, qual caixa de Pandora, com os quinze professores na requalificação. Há um silêncio que tem tanto de ensurdecedor como de brutal e injusto. Bem sei que se fossem 1500 ou 15000 o protesto seria veemente.
Crato comprometeu-se com o zero na requalificação, mas a sua palavra nada vale. Para além disso, o seu Governo quis abrir uma qualquer porta num corredor que foi traçado, para não variar, pelo anterior. Pode ser que esta porta aberta volte a atormentar muita gente no futuro pós-eleitoral.
Topografia do terror. Berlim. Julho de 2014.
Execução de dívidas
ResponderEliminarCom o nosso voto ajudámos a criar Partidos, que se tornaram em máfias, que não pagam as dividas, que estão sempre, todos, de acordo para aumentarem as suas subvenções. Nas suas sessões, que deveriam ser de esclarecimento, transformadas em almoçaradas e jantaradas, onde as suas claques só nos autorizam bater palmas, nunca questionar ou discordar!
Nós é que somos os culpados, porque aceitamos participar nessas reuniões, nessas condições, a troco de um rebuçado, como se fossemos animais amestrados.
Os eleitos, por se julgarem acima dos comuns mortais, é que nos prometem o céu e o paraíso, mas mal lhes damos o poder, mudam completamente, com desculpas esfarrapadas dão uma volta de cento e oitenta graus e desatam a fazer tudo ao contrário: despedir, ajustar, cortar ordenados e pensões, em suma, matar empregos, espectativas, vidas.
Acusam-nos de vivermos acima das nossas possibilidades, e eles não?
Ainda bem que os gregos tiveram a coragem de votar, para ver se outros se erguem e deixam a posição de ajoelhados, cortando o ciclo vicioso, mostrando que há limites!
Quem se esqueceu da solidariedade , que responda. Do que é que vivem e como cumprem os seus compromissos, os que não têm qualquer meio de subsistência?
Muito pertinente o comentário,se me permite. Obrigado.
ResponderEliminarjá estava previsto 2015 como o ano da requalificação (despedimento) docente. Cada um olha para a posição de graduação e faz contas; enquanto estiver no topo e não se mudar o critério de seleção, a indiferença será o seu conforto.
ResponderEliminarCaro Paulo,
ResponderEliminarNão me parece que o problema esteja na criação do programa de requalificação/mobilidade. O problema está em criar os requalificados, no caso do ensino, numa medida economicista camuflada numa falsa reforma curricular. Há outras medidas que também reduziram o número de professores necessários ao sistema, mas neste particular da requalificação penso que o exercício de engenharia curricular foi determinante, tome-se como exemplo o grupo de recrutamento 240.
Um grande abraço.
É; tem sido sempre assim. O problema é que já só 1 por cento é que enriquece...
ResponderEliminarOh meu caro Nuno, sejas bem aparecido.
ResponderEliminarClaro: se não houvesse requalificacões não havia lei. Os professores estão desde sempre em mobilidade nacional ( e ilhas também ) e pagam pelo péssimo planeamento dos sucessivos governos. Esse grupo é um exemplo, claro.
Grande abraço também. Vê lá se voltas com o blogue.
Ainda bem Nuno. É bom saber isso. Mais logo passo por lá e faço um post com a notícia.
ResponderEliminarMudei de e-mail. Vê no topo do blogue.
Aquele abraço meu caro.
Caro Nuno. O teu blogue não permite comentários sem uma série de burocracia. Bom regresso e força aí.
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