"Assistimos a um repetido frentismo de direita que é "impossível" à esquerda. Os portugueses foram formatados por essa agenda de direita que tem raízes no período anterior ao 25 de Abril", disse o historiador na TSF. É uma agenda muito parecida com o "tudo estava mal na escola pública" que nasceu logo na década de noventa do século passado. Como na política os extremos tocam-se, as democracias procuram o centro político e daí as maiorias silenciosas e os arcos governativos. A democracia portuguesa não se liberta de algumas heranças, isso "apaga" as memórias e dai a "o fechar de olhos" para o frentismo de direita enquanto se diabolizam coligações à esquerda. Para a tese vigente, os esquerdistas são os únicos tresloucados promotores da bancarrota. Mesmo que os factos demonstrem o contrário, a agenda de direita renova-se com todo o desplante e uma qualquer aliança à esquerda é de imediato anulada pela própria esquerda que integra a maioria silenciosa. Até o fervor com que a direita apoiou o socratismo de 2005 a 2009 é agora obliterado enquanto se quer convencer as pessoas que o buraco BES de 2015 é défice "virtuoso" ao contrário, por exemplo, do BPN e BPP de 2011. Quatro anos de frentismo de direita tem o resultado conhecido: mais dívida, défice com truques contabilísticos e emigrações e quebras na natalidade com prejuízos ainda incalculáveis.
Subscrevo completamente.
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ResponderEliminarAs sondagens desfavoraveis são criadas para convencer a esquerda não democrática e os PS com preguiça, a irem votar útil ...
Um bocado tortuoso, mas enfim.
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