sábado, 23 de janeiro de 2016

da queda dos salários e do liberalismo

 


 


 


 


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Já Adam Smith via a queda dos salários como um decisão circunscrita às leis e à política. Os salários não caem  porque a sociedade empobreceu primeiro. Se analisasse o que se passa em Portugal, seria tão taxativo como Joseph Stiglitzhá uma transferência inédita de recursos financeiros das classes média e baixa para a banca desregulada e é esse radicalismo que provoca o empobrecimento.


 


Os adeptos das políticas do Estado mínimo, que invocam o liberalismo e Adam Smith para justificarem a queda dos salários como uma consequência do empobrecimento da sociedade, eram mais precisos se remetessem a tese para os "soldados" do Goldman Sachs. Como à frente se verá, a queda dos salários tem que ser acompanhada pela queda dos lucros e das rendas e, naturalmente, por uma perigosa deflação.


 


A queda dos salários está a provocar a subida dos lucros e a manutenção das rendas (estude-se a EDP ou as PPPs). Não será por acaso que os orientais adquirem rendas (no caso EDP os chineses traziam a lição bem estudada e conheciam o fundamental dos aparelhos partidários) e não se metem nos casinos das dívidas públicas como os investidores ocidentais.


 


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Adam Smith (2010:171) em Riqueza das nações, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.



 


 



3ª edição. Reescrito.



 


2 comentários:

  1. Eu infelizmente não percebo muito de economia, mas quer-me cá parecer que mais uma vez a queda dos salários é um meio de transferir dinheiro do trabalho para o capital; de resto foi a estagnação salarial a partir dos anos oitenta com as políticas neoliberais que levou ao credito fácil como único meio de manter o crescimento económico com as consequências que ocorreram, isto é, a crise que ainda se está a viver.
    Quanto a Adam Smith penso que foi um pensador bem intencionado mas ambíguo que viu as potencialidades de crescimento do capitalismo mas não percebeu que o sistema tende para a disfuncionalidade e para as guerras e crises como meios de a superar.

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