Mesmo com toda a prudência em relação às causas da referida falta de autonomia, os últimos anos acentuaram uma sociedade ausente que depositou na escola as tarefas educativas.
As crianças não têm tempo não supervisionado. A constatação começa cedo com a supressão da "brincadeira em espaço livre". Se olharmos para pequenos exemplos da organização escolar, percebemos fenómenos semelhantes com os jovens. Desde a eliminação do "furo" escolar até à redução dos intervalos: suprimidos dos horários ou como espaços vigiados. Não é de estranhar que, com base num grande estudo da OMSaúde, se conclua que a "falta de autonomia dos nossos adolescentes é assustadora". Não será também de desprezar o número "interminável" de horas com as novas tecnologias ou em TPC´s (trabalhos de casa); e demasiado cedo.
e também não contribuiu para essa falta de autonomia a 'superproteção' da escola, promovida pelas metas e estatística?
ResponderEliminarE a questão das aulas de substituição, em vez de deixar os alunos gozar o tal "furo"? Parece-me que continua com tendência a não desaparecerem não é?...
ResponderEliminarNão estou a perceber a interrogação?
ResponderEliminarNesta fase, parece-me que há de tudo um pouco.
ResponderEliminarafirme-se: também contribuiu para essa falta de autonomia a 'superproteção' da escola, promovida pelas metas e estatística do sucesso escolar.
ResponderEliminarComo se pode dar a volta a isto?
ResponderEliminarDespacho normativo n.º 4-A/2016; capítulo V, artº 13:
3 — O diretor, no âmbito das suas competências, assegura, ouvido
o conselho pedagógico, a organização de um conjunto de atividades
de natureza lúdica, desportiva, cultural ou científica, a desenvolver
nos tempos letivos desocupados dos alunos por ausência imprevista
de professores.
Metê-los numa sala a jogar qualquer coisa?! Não seria preferível apanharem ar e gozar um pouco essa 'liberdade'?
Há muitas escolas que deram a volta responsabilizando os alunos, começando, desde logo, pelos mais crescidos.
ResponderEliminarRespondo sim às interrogação. E o poder político, os representantes dos encarregados de educação e o CNE têm que se responsabilizar pelo "ar que os miúdos apanham". Se o fizerem, tudo se torna mais crescido. As escolas também devem olhar para o assunto com responsabilidade e sensatez; obviamente.