sábado, 1 de outubro de 2016

pandora

 


 



 


 


 


 


(Este post é de 21 de Junho de 2010, mas pareceu-me oportuno reeditar quando a ideia de mega-agrupar escolas regressa à agenda.)


 


A gestão escolar voltou naturalmente à superfície por causa dos mega-agrupamentos. Depois de mais um período sobreaquecido, as pedras e os telhados começaram a sentir o peso do tempo: a memória reaviva-se e os professores começam uma espécie de ajuste de contas silencioso. É natural. Tem sido uma luta desgastante que deixou marcas profundas.


 


Vou lendo aqui e ali algumas referências ao caso de Santo Onofre, o tal exemplo que num ápice passou de oásis a deserto. Não é justo. Como sempre acontece nos momentos emocionantes, as opiniões oscilam nos extremos; é preciso considerar que basta um pouco mais do que uma dezena de professores para viabilizar o novo modelo de gestão.


 


Muitos associam, e bem, o modelo de gestão inventado por este PS aos mega-agrupamentos. Por outro lado, são bem conhecidas as minhas posições em relação à rejeição dos dois problemas (é de todo impossível falar em soluções).


 


E clarifiquemos: Santo Onofre nasceu em 1993 e iniciou-se como um agrupamento vertical. Instalou-se uma escola com segundo e terceiro ciclos que integrou duas escolas de primeiro ciclo: uma existente que encerrou e uma outra que deveria ter nascido numa zona próxima e que se tornou numa universidade privada que hoje já não existe. Tudo no mesmo edifício.


 


Os fundamentos da lógica empresarial aplicados à escola-organização são desfavoráveis à ideia de agrupamentos dispersos no espaço geográfico; seja em qualquer das mais diversas imagens que uma escola pode assumir: empresa, burocracia, democracia, arena política, anarquia ou cultura. Até a tão propalada cultura empresarial de escola não se afirma sem ser na relação de proximidade estabelecida no mesmo espaço físico. Foi também isso que fez da Escola Básica Integrada de Santo Onofre um caso singular e de referência.


 


Há outras formas de reduzir despesa como se defende aqui sem recorrer aos problemas em curso. A ideia que se persegue nesta fase descaracteriza o projecto de qualquer escola. Mais ainda numa época de quase mercado. Pior ainda se assente num modelo de gestão que retira a democracia da escola.


 


São estes os fundamentos. Aceita-se a discussão. Tenho denunciado o oportunismo de quem só agora vem clamar por justiça. Foram avisados há uns dois anos que estavam a abrir uma caixa de pandora. Todavia, nada disso implica que não nos devamos concentrar no essencial, na defesa daquilo que é mais justo para o poder democrático da escola, para a ideia de modernidade e para a defesa da eficácia na despesa.

31 comentários:


  1. Não posso estar mais de acordo.

    "A tão propalada cultura empresarial de escola não se afirma sem ser na relação de proximidade estabelecida no mesmo espaço físico. Foi também isso que fez da Escola Integrada de Santo Onofre um caso singular e de excelência."- Isto diz tudo. Ou quase tudo.
    " ...Pior ainda se assente num modelo de gestão que retira a democracia da escola." - Já há provas que a perda da Gestão Democrática.......
    Não me apetece falar mais. Até porque hoje, dia de jogo da selecção, com vitória esmagadora, a que assisti na sala de professores, nem consegui festejar a dita. Não é que um grupinho de alunos foi impedido de assistir à vitória da selecção, na única televisão programada (que por acaso está na sala de professores). Eram os únicos na escola, os alunos de CEF, que diariamente entram na sala e aos professores dão a provar as suas iguarias. Não havia aulas. Havia sim, um clima de convívio, tão salutar entre alunos e professores, mas que foi interrompido abruptamente quando telefonicamente foi dada a ordem: os alunos não podem estar na sala de professores. Concordo que durante o período lectivo isso seja regra. Mas hoje? Dia de jogo da Selecção? Qual era o mal? Ou será que alguma doutora se sentiu mal com a presença dos alunos, aqueles que lhe servem tartes de maçã à hora do lanche, provavelmente, não sei, seus alunos também. Os miúdos foram educadíssimos e estavam a portar-se lindamente. Comportamento que não vi em alguns alunos, CEF também, quando assistiram à demonstração do Conservatório de Óbidos, no hall da escola e acompanhados por uma professora que impávida e serena, nunca os repreendeu. Isso sim, incomodou-me e muito.

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  2. E viva a selecção
    natural das coisas...

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  3. As coisas pelos nomes e sensatez.

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  4. Dizem-me que o director de Santo Onofre meteu férias? É verdade? Com uns meses de mandato e no meio da bagunça? Era bom que confirmassem. Obrigado.

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  5. Viva Isabel.

    Que coisa mais desagradável que nos contas. Que raio de tempos. Nem parece a mesma escola.

    Nem sei que diga mais


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  6. Viva João.

    Isso não sei. Mas não deve ser verdade. Nesta altura do ano?


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  7. Os colegas das secundárias acordaram!!! Nem imaginam em que se vão meter.

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  8. Paulo, peguemos na gota de resistência que ainda temos e façamos um rio.

    O que podemos fazer contra mais este ataque?

    Conta comigo.

    Um abraço,
    reb

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  9. Fausto Viegas (Norte)21 de junho de 2010 às 22:01

    Apoiado, carago. Não é só agrupar. É preciso também raciocinar um bocado. Estas gajos não dão conta deste recado.

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  10. Santo Onofre
    Estamos à deriva, o temporal está instalado e provavelmente não sairemos dele nos próximos anos.. Escolhemos este caminho ,o mais difícil, não estamos arrependidos ,estamos sim, unidos.

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  11. Como diz o poeta cantor, «Vamos fazer aquilo que ainda não foi feito», já, antes que seja tarde!

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  12. Lindo! Lindo! Lindo! :cry: Choro de emoção!

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  13. Os de Santo Onofre foram e são grandes. Não vos esquecemos.



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  14. Finalmente que alguém explica as coisas. É bom que leiam.

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  15. Alguns, outros nem por isso!

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  16. Parabéns. Continua. Nunca pares.

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  17. Lúcido e em boa forma.

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  18. 回應是最大的支持^^y~~~甘吧嗲.

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  19. Viva.

    Não sei quem foi mas fez-me rir.

    Depois de umas peripécias divertidas nos últimos dias só me faltava esta: em princípio pensei: queres ver um coreano do norte com ameaças



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  20. Suzete Abreu. Colega de Liceu em Moçambique. Descobri-te no Facebook e escrevi no teu mural. Adorei o Correntes e vou visitá-lo sempre que possa.

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  21. 조선민주주의인민공화국23 de junho de 2010 às 00:52

    North Korean leader Kim Jong-il gives regular tactical advice during matches using mobile phones that are not visible to the naked eye ,” the team’s manager Kim Jong-hun told ESPN Thursday . The coach dutifully told the sports channel that Kim Jong-il developed the James-Bond technology himself.
    朝鮮民主主義人民共和國

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  22. 조선민주주의인민공화국23 de junho de 2010 às 01:32

    A República Democrática Popular da Coreia, um país em vias de estinção!

    Curiosidades da Coreia do Norte:

    O país possui um regime muito fechado, seus habitantes não podem usar telefone celular e os turistas não podem tirar fotos de monumentos, por exemplo...

    Saudações revolucionárias,
    até daqui a 44 anos na COPA DO MUNDO DE FUTEBOL de 2054.

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  23. 조선민주주의인민공화국23 de junho de 2010 às 01:34

    A República Democrática Popular da Coreia, um país em vias de extinção!

    Curiosidades da Coreia do Norte:

    O país possui um regime muito fechado, seus habitantes não podem usar telefone celular e os turistas não podem tirar fotos de monumentos, por exemplo...

    Saudações revolucionárias,
    até daqui a 44 anos na COPA DO MUNDO DE FUTEBOL de 2054.

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  24. se não fôr daqui a 44 que seja daqui a 48

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  25. Vais ter de voltar a publicar?

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