segunda-feira, 28 de novembro de 2016

do brexit, dos EUA e quiçá da França e da Itália







 




"Que o caos está presente em tudo é uma descoberta grega que se torna arrepiante quando se descobre que, em vez de estar no início, está dentro de todas as coisas, mesmo aquelas que fazemos para nossa segurança."

 


José B. de Miranda,
Queda sem fim.

17 comentários:

  1. Sentir, de repente, que tudo aquilo q achavamos certo não o é e muito menos nosso... Um terramoto nas nossas vidas.
    Mas é do caos que nascem as coisas belas e não das coisas já feitas, acabadas...

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  2. Claro, claro. Mas a minha ideia ao publicar este post era mais simples: remeto-me apenas para a frase em si e não extrapolo. Primeiro, é preciso ter em conta a leitura da obra e depois, bem depois, e numa ideia mais radical, ficariamos pela aceitação do fim.
    Abraço e obrigado.

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  3. Concordo. Nada de extrapolações e o fim é o que é. O inevitável. Ponto final.
    E radical não será o que procura ir além do fim?... Desculpe mas eu gosto de extrapolações!eh eh. E depois há sempre aquela liberdade de interpretação...

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  4. Claro, claro. Utilizei a expressão radical no sentido que o brilhante Amos Oz lhe dá em contraposição à tolerância. Sejamos tolerantes na aceitação daquela ideia de caos em tudo e em todo lado mas com a creteza de que há um fim... Mas é bom poder sonhar para além dele, do fim, claro, e mais ainda, como bem diz, ser livre de interpretar com a radicalidade da tolerância que nos sobra. Obrigado, muito obrigado. Abraço.

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  5. Pois! A ordem inclui o caos, sobretudo quando pretendemos aprofundá-la, quando a questionamos "porquê esta e não outra". Mercado e sociedade democrática são feitos do caos das escolhas individuais. O resultado, em certa medida previsível, resulta das leis que governam os grandes números.
    Quando alguém se arroga o poder de controlar as tendências pela força, temos a revolução fascista ou comunista, afirmações estúpidas e cegas da vontade e do desejo de ordem. O caos que daí resulta é sempre mais difícil de tolerar.

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  6. Sempre uma possibilidade de interpretação.
    E sempre a tolerância. O que é afinal a tolerância?
    Uma ex-professora de faculdade dizia não gostar da palavra tolerância pois esta pressupunha uma certa atitude de autoridade por parte dos detentores de tal atitude. É como quem diz: coitadinhos, vamos lá deixá-los pensar/agir assim, pois nós até somos tolerantes do cimo da nossa sabedoria!
    Simples aceitação e puro respeito, talvez seja a diferença. Mas o caos sempre há-de existir...

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  7. Não me parece. Falei em tolerãncia na ideia pensada por Amos Oz. Só isso. Abraço.

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  8. Ufa, onde já vais. Bem, parece-me que as tuas preocupações no presente situam-se no domínio da importante discussão sobre as idelogias políticas. O meu registo era outro: "mas tudo está ligado a tuda e nada está solto de nada" - não me lembro onde li isto - . Abraço

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  9. Comecei com uma leitura à letra do Miranda: sempre que a ciência aprofunda um facto encontra a desordem. A terra anda à volta do sol e disso se faz a nossa ordem, a imutável sequência dos nossos anos. Mas, quando tentamos localizar uma partícula dentro do núcleo de um átomo, temos leitura contraditórias que nos parecem querer dizer que ela se encontra em vários locais ao mesmo tempo.
    Vejamos a forma dum país que é uma coisa estável e clara. Nalguns sítios é claramente curva, noutros recta. Ampliemos um sector e onde havia curvas, aparecem rectas ou o inverso, em todo o caso, linhas quebradas! Se formos a medir a costa em mapas de várias escalas encontraremos valores que aumentam sempre que diminuímos a escala. Contudo, esse aumento infinito, ocorre sempre dentro de um certo intervalo, como numa árvore em que cada nova geração de ramos tem metade do comprimento da anterior. Se o primeiro ramo tiver 1 metro, e prolongarmos indefinidamente a copa, sabemos que ela nunca terá mais de 2 metros, mesmo no infinito! Lição de Mandelbrot, teórico do Caos.
    Portanto, coisas limitadas que nunca acabam e que contudo têm formas e extensões definidas para nós.
    O mesmo acontece em termos sociais e políticos, o medo, o sentimento de insegurança podem-nos fazer abraçar soluções de ordem, de justiça que querem tudo controlar e tudo medir.

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  10. Por aqui já fazemos TCHIM TCHIM TCHIM.


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  11. Oportuno, bastante oportuno e os portugueses que se cuidem...

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  12. O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) interpôs uma acção administrativa colectiva em tribunal contra todas as universidades por estarem a cobrar propinas aos docentes que, por lei, são obrigados a obter pós-graduações. "Nós percebemos que as universidades tenham de receber pela formação, mas algumas universidades entendem que, como os politécnicos não pagam, devem ser os docentes", afirmou ao PÚBLICO o presidente do SNESup, António Vicente, garantindo que em causa estão mais de 500 docentes, a quase totalidade a leccionar nos institutos politécnicos.

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  13. Clássico! Intemporal!

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