sábado, 17 de dezembro de 2016

Há alguns dados novos nos rankings

 


 


 


Em Setembro de 2016, Joaquim Azevedo, ex-SE da Educação, disse que "as escolas públicas rejeitam alunos". Soube-se, com o PISA, que Portugal continua na cauda do insucesso escolar, mas melhorou o desempenho dos alunos "que não querem aprender". São variáveis importantes. É interessante saber a correlação e conhecer as escolas que se "sacrificam" pelos desfavorecidos (um exemplo: "são públicas, inseridas em meios pobres, mas no topo do "ranking do sucesso"). Já os alunos que aprendem em qualquer sistema têm historicamente bons resultados e aumentaram em quantidade (parece que a sociedade - 60% do sucesso escolar - melhorou). Os rankings com classificações de alunos confirmam-no.


 


Auto-exclusão, rejeição de alunos "problemáticos" e, recentemente, rankings de resultados de estudantes são as causas principais da antiga selecção de alunos. É conhecido. Joaquim Azevedo disse-o (sabe-se lá porquê). Há quem sublinhe o efeito negativo destes rankings como a variável que mais rejeita. Haverá menos públicas a rejeitar alunos do que privadas (os rankings continuam a omitir o índice socio-económico destas famílias)? Claro que sim. Desde logo pelas propinas. Mas o desnorte dos últimos anos permitiu que públicos e "privados" financiados pelos estado excluíssem alunos de quem não se esperava bons resultados ou da educação especial. Foi uma lamentável apropriação do bem comum.


 


Temos os rankings dos exames de 2016 com a habitual publicidade a colégios privados. São instrumentos de estudo. Têm novidades como a que sublinhei acima para o "topo do sucesso". São válidos, mas, como sempre, dependem da cabeça que os utiliza. Deixo ligações para alguns OCS.


 


Renascença


JN


Público


Expresso


DN


 


ranking


 

2 comentários:

  1. €600 por mês para frequentar o colégio com melhor média nos exames (SÓ se mediu a média...). As imagens televisivas mostram uma sala de aula com 14 alunos, com o seu uniforme e do ensino secundário; todos atentos e intervenientes. Quem tem experiência do ensino público, a diferença seria vinte e tal alunos, com vários em conversa uns com os outros, algum ruído de fundo, o professor a solicitar atenção e silêncio para participarem na aula. E no ensino básico seria bem pior, com muitas interrupções para advertir sobre a indisciplina que impede a lecionação...
    Porque é diferente? A resposta é dada com outra pergunta: quais serão os pais que pagam €600/mês para que o seu filho não se empenhe a sério nos estudos? Se o filho for indisciplinado, não colaborar no processo de ensino-aprendizagem, é mantido no colégio? E o colégio aceitaria um aluno destes na sala de aula?
    No ensino público a escola não tem direito de opção...

    ResponderEliminar