terça-feira, 25 de julho de 2017

Chamem a polícia!

 


 


 


"Polícia chamada a intervir por problemas com matrículas em Lisboa" é a principal notícia do Público online. Este problema tem causas, por muito que custe à voracidade mediática. A rede escolar tinha densidade, apesar da péssima organização do território, até à chegada dos barrosistas que "reformaram" a eito e implodiram (com erros graves na escolha dos alvos) a lei orgânica do ministério: acabaram com 23 estruturas (centros de área educativa) que tinham massa crítica na organização da rede e os anos que se seguiram foram tragicómicos. Houve episódios hilariantes de boys-PSD-CDS a orientarem reuniões de rede com números que triplicavam os estudantes existentes em alguns concelhos. Segui-se o socratismo-boys-PS que exponenciou o mercado, e o negócio, de "privados" a quem o curto santanismo escancarou as portas. O Passismo-Portismo-boys-pàf acrescentou a epifania da liberdade de escolha, e da legítima segregação, que só se regula de um modo: chamem a polícia (mas não se esqueçam que as crianças assistem).

2 comentários:

  1. paradoxos educativos: umas escolas dão-se ao luxo de rejeitar alunos porque estão atestadas e outras mendigam alunos...uma evidência da assimetria regional, pois a fartura está situada no litoral (entre Lisboa e Viana do castelo) e a carência pulula no interior...
    Numa estimativa grosseira, constatei que por todo o país aumentou o nº de turmas com mais de 28 alunos porque a DGE não autoriza criar mais turmas com menos alunos; isto implica menos turmas e logo menos horários para os profs e pior qualidade pedagógica para os alunos. Portanto, as reversões mais impactantes vão ficar por fazer, como por exemplo, a redução do nº de alunos por turma (e além desta, as outras como a redução da componente letiva nos moldes anteriores ou maior nº de horas de crédito horário para apoios educativos).
    Então qual a diferença entre estes e os que lá estavam antes?

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  2. Boa interrogação. Não se reverteu e o tempo passa.

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