
"As reações ao furto nos paióis em Tancos. Entre o grotesco e o tétrico.
(...)As manchetes dos jornais insistem no roubo de armamento, quando parece não terem ainda percebido que não foram furtadas armas, mas sim munições, explosivos e outros artefactos militares; um conhecido canal de televisão explicou-nos que uma granada defensiva funcionava por vácuo; o diretor de um reputado jornal, tão conhecedor do pensamento de Sun Tzu, passada uma semana não sabia ainda que o CEME tinha comunicado a exoneração aos visados antes de a anunciar publicamente; um proeminente economista da nossa praça, reciclado em especialista de defesa, em prime time televisivo, não perdeu oportunidade de alardear a sua ignorância questionando a necessidade da existência de tantos paióis, esclarecendo as hostes que “deveria haver uma concentração do armazenamento”. Terá de explicar essa teoria aos iletrados da NATO, e já agora arranjar uma avença para explicar essas ideias geniais nas escolas militares. O seu colega de debate chamava “carregamento” a “carregadores”. Outros eruditos atribuíam um papel decisivo ao atraso na disponibilização de verbas para arranjar a rede do paiol, quando esse assunto é absolutamente irrelevante para explicar o sucedido. Ficamos por aqui em matéria de comunicação social.(...)"
Com conhecimento de causa, em tancos é um paiol de armazenamento dos 3 ramos militares. Para um iniciado na estratégia militar, pode legitamente questionar a irracionalidade dessa opção; mas como são armazenadas essencialmente as munições usadas pelos 3 ramos, e não as munições especificas (por exemplo, os obuses dos canhões das fragatas ou os misseis dos aviões), torna-se uma racionalidade de gestão.
ResponderEliminarQuanto ao resto, é o habitual dos mass media: dominio de uns comentadores generalistas, pagos para debitar soundbytes que atraiam a populaça, que fica com assunto para debater na rede social ou quando vão tomar café...
"On bullshit" e ponto final.
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