Os mais variados investigadores repetem que não é rigoroso comparar países e muito menos estabelecer rankings. Mas a mediatização passa por cima do mais elementar na busca de audiências. Por outro lado, o fenómeno agrava-se se os políticos e comentadores fazem comparações entre países quando lhes interessa e desvalorizam em caso contrário.
Os meus textos e os meus vídeos
sexta-feira, 19 de junho de 2020
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Ouve-se Cada Uma
Os canais televisivos mais tradicionais, RTP, SIC e TVI, têm aqueles programas de debate com um moderador e três ou quatro convidados. Num deles, dei com a seguinte acusação: há alunos ainda sem aulas (do 1º ao 10º anos) porque os professores não querem regressar à escola; mas mais: os professores são comandados por sindicatos (neste caso, por um) que por sua vez controla o Governo. Nem sei se fiquei perplexo ou indignado.
domingo, 5 de maio de 2019
Das Coligações Negativas
Acompanho mais a agenda mediática quando os professores estão no lugar cimeiro. Como isso acontece muitas vezes e há muito tempo, conheço bem as diversas posições. Mas continuo a impressionar-me com a coligação negativa entre políticos do antigo arco governativo, comentadores, analistas e "jornalistas" que apresentam programas televisivos. Há comentadores, nomeadamente na SIC (hoje vi Gomes Ferreira, Marques Mendes e Costa - irmão do primeiro-ministro -, e ainda Paulo Portas na TVI), que mentem sobre os números financeiros ou a propósito da contagem do tempo de serviço da generalidade da administração pública. Mas mentem conscientemente. Não pode ser por desconhecimento dos factos em confronto. Impressiona, realmente, o grau de bullshit que capturou os canais televisivos e sem qualquer preocupação com o contraditório.
sábado, 6 de outubro de 2018
professores descrentes, agastados ou radicalizados
A generalidade dos professores está descrente, agastada ou radicalizada. Como alguém disse, "só os alunos dão ânimo aos professores". Há mais de uma década que é assim. A mediatização abre com greves, manifestações, vigílias ou protestos pontuais e é intervalada por analistas, jornalistas, comentadores, tudólogos e dirigentes políticos que se entretêm no "arremesso ao professor". Quando se prova que mentiram, nada é reposto. É uma devassa inigualável.
Até quem não é professor conhece o consenso sobre a recuperação do tempo de serviço (justa mas "impossível") e reconhece os factos: em Outubro de 2017 uma greve terminou com um acordo parlamentar que incluiria no OE 2018 a recuperação faseada de todo o tempo de serviço. Como os professores são muitos ("a recuperação total impediria o tacitamente acordado com os restantes, e menos numerosos, corpos especiais", declarou um político distraído) os 9 anos e tal passaram a 2 e qualquer coisa. As longas greves às avaliações de Julho de 2018 foram suspensas por uma comissão técnica paritária que apuraria o financiamento exacto. O zero de apuramento passou à estória, mas decretou-se uma semana de greves para Outubro de 2018 com uma manifestação no final (quilómetros a fio para quem devia descansar) para nada acontecer. Isto já é o mainstream a gozar e, às tantas, haverá quem se sinta traído com o "apagão" acordado nas prolongadas, e "invisíveis", negociações noutros patamares. Por isso, é óbvia a descrença, o agastamento e a radicalização. Sublinhe-se que o tempo de serviço é a face mais visível das componentes críticas (algumas nem sequer são financeiras) mais profundas silenciadas pelo Governo e pela maioria parlamentar.
Nota: cansa a obscuridade na composição da plataforma sindical. Se o tal arremesso é também contra os do costume, estranha-se a ausência de escrutínio aos pequenos sindicatos com "mais dirigentes do que sócios". Em regra, esses dirigentes não põem, há décadas, os pés numa sala de aula, poucas pessoas nas escolas os conhecem e "concertam" as negociações. É uma venialidade premiada. São factos conhecidos por todos os intervenientes e com "desconhecimento" mediático.

Faces, Picasso
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
da saga "vencê-los pelo cansaço"
Dá ideia que a negociação do orçamento passa por um aumento simbólico dos funcionários públicos. Será assim porque é ano eleitoral. O orçamento tem que ser aprovado e os cálculos eleitorais estão ao rubro. A oportunista oposição está à espreita. É demasiado mais do mesmo. Os funcionários públicos não mereciam mais este ónus junto do bullshit mediático. Entretanto, "Greve de professores. 75% de adesão e muitos alunos sem aulas em Lisboa, Setúbal e Santarém.".
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
não há pachorra
Não há pachorra para a mediatização da justiça. Os órgãos de comunicação social são fundamentais nas democracias, mas o "bullshit" enjoa: "Rápido, exigente e cético. Quem é Ivo Rosa, o juiz da instrução a Sócrates. É o magistrado madeirense quem irá decidir se há indícios suficientes para levar José Sócrates a julgamento. Com Rosa, as provas têm de ser inabaláveis."
quinta-feira, 14 de junho de 2018
os professores e o mais do mesmo

Nos momentos sobreaquecidos, há sempre órgãos de comunicação social (mesmo os tais de referência) que cedem aos títulos com oportunidade; digamos assim, claro. A notícia em imagem pode ser lida aqui, embora o título e o subtítulo expliquem a tal oportunidade.
Resumamos em números redondos: aos 97.000 professores do quadro acrescentaram-se 7.000 professores das vinculações extraordinárias e 15.000 professores contratados. Como há entre 12.000 a 14.000 professores com baixa médica que requer substituição, os números totais devem ser desagregados para serem bem explicados. Para além disso, há professores com mais do que um contrato porque são colocados em horários incompletos e, em muitos casos, leccionam no número necessário até completarem o horário (e ensandecerem pelo caminho). E chega que o mais do mesmo cansa.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Não foram os professores
O Estado, e muito bem, considerou alguns grupos profissionais como corpos especiais da função pública. Professores, Magistrados, Militares e Polícias têm carreiras com regimes próprios, mas que respeitam a lei geral da administração central. Se olharmos para os grupos escolhidos, percebemos as especificidades e o desgaste a que estão sujeitos. Até pelo exposto, políticos e comentadores associados deveriam informar-se antes de opinarem sobre os conteúdos das carreiras.
quarta-feira, 16 de maio de 2018
da confirmação de fenómenos
Harry Frankfurt publicou "On bullshit" em 2005. Apesar do crescimento do fenómeno, não existiam, disse o filósofo americano, estudos profundos sobre o tema. Não havia sequer uma teoria geral, o que era paradoxal considerando a sua ubiquidade. O fenómeno era, para Harry Frankfurt, uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, já que não tinha que se preocupar com o rigor. Mas mais: o bullshit era objecto de uma estranha tolerância, enquanto que a mentira era vista sem benevolência. A principal razão para o seu aumento era a exigência da sociedade para que se opine sobre tudo; mesmo sobre o que se desconhece. O mundo da comunicação social, e das redes sociais, constituía um abundante caldo de cultura bullshit. Treze anos depois, dá ideia que o bullshit se impôs de vez.
Nota: Na tradução portuguesa ficou "a conversa da treta".
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Do mundo mediático e dos professores
Os professores são muitos (57% da administração central), ficam mais à mão em termos financeiros e ponto final; o resto é ruído. O Governo excluiu os professores e estes reagiram. Um Governo democrático negoceia, corrige e procura uma solução digna enquadrada na política financeira e orçamental. Os professores (99 mil do quadro contra 145 mil em 2006) estão no lugar cimeiro dos cortes na administração pública. Não reivindicam 9 mil milhões de retroactivos, quantia equivalente à autorização do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira para os pagamentos antecipados ao FMI - 9.400 milhões, 60% do empréstimo - ou a quase metade da ajuda à banca. Mas isso, os mediáticos irritados silenciam. Nem sequer estudam o resultado salarial dos descongelamentos ou comparam os detalhes das carreiras. Aliás, um dos mais benevolentes insinuou, no decadente eixo-do-mal, que os professores deviam ter rejeitado, veja-se bem, os cortes a eito e apagou o momento mais difícil que ocorreu em Junho de 2013.
Quando se percebeu a exclusão dos professores, surgiram novos geringonceiros dos sítios mais improváveis. Regressaram à base com o andar da carruagem. O livro "On bullshit" ("Conversa da treta", na tradução), do filósofo americano Harry Frankfurt, explica o fenómeno irritadiço. O bullshit é mais ameaçador para a verdade do que a mentira e é objecto de uma estranha tolerância. Aumentou muito porque se exige opinião sobre tudo, mesmo sobre o que não se sabe. O mundo dos media constitui um inigualável caldo de cultura bullshit. A coisa está tão no fundo, que num debate na televisão pública - com o nome sintomático, "O último apaga a luz" - um interruptor (googlei a ficha técnica e tem Deus como último nome) foi taxativo: "os professores são miseráveis".
Imagem encontrada na internet
sem referência ao autor
domingo, 22 de outubro de 2017
terça-feira, 11 de julho de 2017
Tancos em registo tragicómico

"As reações ao furto nos paióis em Tancos. Entre o grotesco e o tétrico.
(...)As manchetes dos jornais insistem no roubo de armamento, quando parece não terem ainda percebido que não foram furtadas armas, mas sim munições, explosivos e outros artefactos militares; um conhecido canal de televisão explicou-nos que uma granada defensiva funcionava por vácuo; o diretor de um reputado jornal, tão conhecedor do pensamento de Sun Tzu, passada uma semana não sabia ainda que o CEME tinha comunicado a exoneração aos visados antes de a anunciar publicamente; um proeminente economista da nossa praça, reciclado em especialista de defesa, em prime time televisivo, não perdeu oportunidade de alardear a sua ignorância questionando a necessidade da existência de tantos paióis, esclarecendo as hostes que “deveria haver uma concentração do armazenamento”. Terá de explicar essa teoria aos iletrados da NATO, e já agora arranjar uma avença para explicar essas ideias geniais nas escolas militares. O seu colega de debate chamava “carregamento” a “carregadores”. Outros eruditos atribuíam um papel decisivo ao atraso na disponibilização de verbas para arranjar a rede do paiol, quando esse assunto é absolutamente irrelevante para explicar o sucedido. Ficamos por aqui em matéria de comunicação social.(...)"
sexta-feira, 26 de maio de 2017
E é isto
Entrei na sala, para uma acção de formação sobre avaliação, e vi uma fotografia repetida em cima de cada mesa com a seguinte imagem: um rapaz a abraçar uma árvore. O formador solicitou a um porta-voz por grupo que enunciasse as conclusões após uns minutos de análise. Desde o amor pela natureza a uma genética abençoada, foi um rol de virtudes. O formador sentenciou: um rapaz a abraçar uma árvore e ponto final. Não voltei a encontrar um modo tão significativo de começar uma acção de avaliação. E o que é que me levou a este post trinta anos depois da referida acção? As fotografias com sorrisos, ou cara séria, que envolvem Obama, o Papa Francisco, o Trump e por aí fora, e com análises políticas que são de imediato contraditadas com mais imagens. E nem os OCS de referência escapam, como se comprova na imagem seguinte que acompanha um tratado sobre um aperto de mão entre Macron e Trump:
sábado, 23 de abril de 2016
"On bullshit"
"On bullshit" é o título do livro do filósofo americano Harry Frankfurt. Na tradução portuguesa ficou "a conversa da treta". Apesar da enorme quantidade do fenómeno, não há, diz o autor, estudos profundos sobre o tema.
Não existe uma teoria geral do bullshit, o que é paradoxal considerando a sua ubiquidade. Reconhece-se que é uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, uma vez que não tem qualquer preocupação com o rigor. O bullshit é objecto de uma estranha tolerância, enquanto que a mentira é vista sem benevolência. A principal razão para o seu aumento é o facto da sociedade exigir que todos tenham opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecem. É evidente que o mundo da comunicação social, e das redes sociais, constitui um abundante caldo de cultura bullshit .
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Sampaio da Nóvoa deu uma lição a Marcelo em plena televisão
Não sei se Sampaio da Nóvoa tornará "possível o impossível", mas aconteça o que acontecer e à medida que nos aproximamos da campanha eleitoral, reconheço-lhe o que há muito percebi: será um muito bom Presidente de todos os portugueses. Sinto-me representado num candidato que tem na genuinidade, na serenidade, na elevação e na coerência os atributos que nos levam a confiar num Presidente.
O debate de ontem, que vi e revi, pode ter sido um momento de viragem eleitoral que exija uma segunda volta. Não sei quantos eleitores de Marcelo mudaram de voto, mas tenho a certeza que poucos duvidam que Sampaio da Nóvoa é já a alternativa. Assim o centro e a esquerda ganhem "juízo" estratégico (alguém que avise Louçã).
A partir de agora, Marcelo Rebelo de Sousa está na posição que nunca imaginou. Para além do conhecido cata-vento sublinhado, desde logo, até por Passos Coelho, o ex-comentador "aprisionou-se" no clube fechado dos políticos que nos empurraram para onde estamos, que passam a vida a apelar à participação cívica, mas que se desorientam quando os cidadãos dizem presente. E mais: desprezou de forma inaceitável o percurso notável de profissionalismo e de acção cívica e política de Sampaio da Nóvoa que Marcelo não desdenharia para si no estado vigente da nossa democracia. Ou seja: o espaço natural, o tal caldo de cultura bullshit, do ex-comentador terá sido o seu "canto do cisne" (uma espécie de despedida)?
sexta-feira, 21 de março de 2014
os grandes temas da filosofia, uma vez por dia
Como pode ler, Guilherme Valente, o editor da Gradiva, tem fortes responsabilidades na divulgação em Portugal de muito boa banda desenhada. Ora aí está um bom exemplo de que as pessoas devem falar do que sabem. O referido editor costuma usar a comunicação social para dissertar sobre o eduquês e zurzir nos professores de forma desconhecedora e injusta. É um exemplo de bullshit por parte de quem tem obra feita em matéria tão interessante.
"Uma relação desenhada para os jornais só podia dar nisto. Durante quase duas décadas, o PÚBLICO e Calvin & Hobbes foram inseparáveis. Desde que Guilherme Valente, editor da Gradiva, sugeriu a tira ao designer do jornal, Henrique Cayatte, e ao então subdirector, José Manuel Fernandes — então à procura de uma tira de BD para o diário de referência que estava a nascer —, a história da criação de Bill Watterson em Portugal está indissociavelmente ligada a este jornal. Cayatte diz mesmo: “Calvin e Hobbes deveriam ser considerados também fundadores do PÚBLICO.”(...)"
terça-feira, 2 de julho de 2013
é bom que se sublinhe
O coro anti-Vitor-Gaspar inclui a quase totalidade da nação, mas é fundamental sublinhar algumas diferenças a pensar no presente e no futuro. O coro não se cansa de sublinhar a decisiva importância dos professores. Agradecemos e registamos. Reconhecemos a simbologia e o exemplo das nossas acções apesar de representarem uma migalha no orçamento de Estado e a centésima milionésima parte do desvario da corrupção. É que, e como ontem escrevi, o "mau perder e as obsessões" não largam os professores.
Ao ler o cronista Daniel Oliveira do Expresso (um dos menos lurditas d´oiro, reconheça-se, mas mesmo assim um ligeiro lurditas d´oiro mais até pelo natural desconhecimento das questões da Educação e pela necessidade de alimentar o bullshit) e repete-se a sensação de outros tempos.
Esta sua crónica, com a data de ontem, começa assim: "(...)Faz todo o sentido que Vítor Gaspar se tenha demitido por causa das cedências de Nuno Crato aos professores. Elas não foram apenas uma monumental desautorização das suas imposições a todos os ministérios. Tiveram efeitos orçamentais significativos, deixaram a troika de cabelos em pé e foram um prenúncio do que espera Passos Coelho na sua tão desejada "reforma do Estado".(...)". Se o cronista Daniel Oliveira acha que os professores impediram que dezenas de milhares de funcionários público sejam despedidos já em Setembro, é uma leitura aceitável e deve explicitá-la. Não pode é deixar implícito que tiveram efeitos orçamentais significativos, deixando no ar a candidatura a um completo lurditas d´oiro.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
dos privados e dos rankings
Vi a abordagem de Marcelo Rebelo de Sousa à reportagem da TVI, "dinheiros públicos, vícios privados". O comentador foi curto e conciso e ficou chocado. Responsabilizou pessoas dos partidos que têm governado e disse uma coisa acertada e outra nem tanto: as cooperativas não são todas iguais e os rankings demonstram que algumas são óptimas.
É evidente que um qualquer Colégio de Nossa Senhora da Boavista (espero que não exista e escolhi uma zona favorecida da cidade do Porto) que limite vagas (nem pode ser doutra forma e é por isso que os suecos concluem da segregação social provocada pela escolha da escola) e receba alunos de famílias com posses financeiras e ambição escolar, ocupará os primeiros lugares de qualquer ranking feito com base nos resultados dos alunos. A tradição, a sociedade fraca que somos e o tempo farão com que o estatuto se perpetue.
Por mais que se diga que estes rankings colocam uma tripla responsabilidade nos alunos (pela sua avaliação até às décimas, pela do seu professor e pela da sua escola) e que deixam de fora as variáveis organizacionais da instituição (os programas que avaliam tudo isso são caros, exigentes e não convêm aos descomplexados competitivos), o bullshit usa-os e ponto final. Mais parece uma discussão futeboleira e que deveria ser imprópria entre professores. Este ano lá se integrou o nível socioeconómico como factor de ligeira ponderação, mas outras variáveis independentes fundamentais ficaram por incluir. Gostava de ver o pessoal dos "Colégios" pegarem numa escola TEIP, de um bairro mesmo difícil, e erguerem-na.
Desde cedo que se percebeu o projecto global da privatização-tout-court-do-sistema-escolar: edificar, também inconstitucionalmente, junto às escolas do Estado, atrair alunos que têm famílias que ajudam aos melhores resultados escolares, contratar professores em regime de amiguismo e com regras que favoreçam a precariedade, construir rankings com base nos resultados dos alunos, ter peões nas decisões da rede escolar e aumentar paulatinamente a fatia recebida do orçamento do Estado.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
rigor?!!!
O ex-ministro da saúde Correia de Campos é classificado como um tecnopolítico sabedor e rigoroso. Na sua crónica no Público de hoje elogia o aumento da qualidade no sistema escolar com as políticas dos últimos governos do PS.
É caso para nos questionarmos com o modo como este gestor afere a qualidade dos sistemas. Sobre o sistema escolar foi taxativo em 2010: quando o questionaram sobre os motivos que originaram a melhoria dos resultados PISA realizados em Abril de 2009, o tecnopolítico argumentou com o novo modelo de gestão escolar (só entrou em funcionamento em Maio do mesmo ano).
domingo, 11 de março de 2012
marcelo rebelo de sousa e o bullshit que arrepia
Quando me solicitaram que divulgasse as perguntas da semana a Marcelo Rebelo de Sousa fui taxativo: faço-o, mas tenho ideia que o analista é tão bullshit e cata-vento que ainda vira o assunto do avesso.
Estive com atenção e confirmei as minhas reservas. Quando abordou o assunto dos concursos de professores, Marcelo Rebelo de Sousa até me arrepiou com a injustiça que usou como argumento: os professores das escolas do Estado até ficam beneficiados em relação aos das escolas com contrato de associação porque têm a bonificação da avaliação, coisa que não ocorreu com crédito nas escolas "privadas"(aqui deu-me vontade de rir, salvo seja, ao lembrar-me da prosápia com a avaliação dos privados). Este bullshit que arrepia teve, é bom que se diga, a assinatura de todos os sindicatos e a veneração de milhares de professores.
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