terça-feira, 1 de agosto de 2017

o que mais me impressiona no "Amor em Berlim"?

 


 


 


 


O que mais me impressiona no "Amor em Berlim"? Impressiona-me que pessoas que combateram o nazismo tenham construído outra ditadura na RDA. Tomar um qualquer poder e não ceder a novas clientelas, nem que, como foi o caso, se queiram legitimar em nome de uma qualquer ideologia "superior e incontestável", é um exercício difícil que só se consegue em democracias em que a classe média é maioritária e em que a limitação de mandatos se aplica aos diversos cargos numa mesma instituição.

6 comentários:

  1. Sem defender o indefensável, gostaria que a contextualização histórica tivesse algo a dizer- fim 2ª GM e Guerra fria.

    Talvez, um dia, sem tabus, conheçamos mais do que a história dos vencedores nos deixou, como sempre aconteceu.

    Nada mais do que isto. Sem posicionamentos.

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  2. Ah, sim. A História é o que é: sem isenções, como a generalidade das actividades humanas.

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  3. a única coisa abominável é considerar que só é grotesca a tirania comunista e não a tirania capitalista...

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  4. Não vou perder. Obrigado. Essa mais básica condição humana é muito bem descrita num livro de Rilke (o poeta em prosa nas cartas a um jovem escritor): estamos irremediavelmente sós, mesmo que muito bem acompanhados.

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  5. Não é a única, mas é sempre bom sublinhar algumas evidências. A democracia tem imperfeições, mas, e como alguém disse, ainda não se inventou melhor.

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  6. curvo-me perante uma citação tão sapiente...

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