Mostrar mensagens com a etiqueta ditaduras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ditaduras. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

O dever de indignação

Captura de ecrã 2025-10-27, às 20.44.02.png


Os portugueses adultos são, em regra, filhos, netos ou bisnetos de pessoas analfabetas. No mínimo, e em memória dos seus antepassados, deviam ser veementes na indignação contra quem se refugia na ditadura salazarista. Sabemos que os políticos da escola tutti-frutti refugiam-se nas ditaduras para ocuparem a agenda mediática e acicatarem o ódio, mas há o dever de indignação.

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Dos Regimes e Das Fronteiras


"O meu avô dizia que a sua instituição foi democrática durante a ditadura. Enunciava uma fronteira: a forma como a instituição lidava com personagens com espírito pidesco e persecutório. Se as anulava, como era o caso, emitia um sinal fundamental." Ouvi a ideia num debate radiofónico e concordei. Passa-se o mesmo nas democracias. Foi por aí que avançou a discussão. Percebemos que há instituições que rapidamente se acomodavam a uma ditadura, exactamente porque "estimulam" ou "toleram" esses espíritos. As redes sociais modernas alimentam-nos. Aliás, esta fronteira de tolerância e estímulo a esses espíritos é o limite mínimo para definir um regime.


 


barb


 


terça-feira, 1 de agosto de 2017

o que mais me impressiona no "Amor em Berlim"?

 


 


 


 


O que mais me impressiona no "Amor em Berlim"? Impressiona-me que pessoas que combateram o nazismo tenham construído outra ditadura na RDA. Tomar um qualquer poder e não ceder a novas clientelas, nem que, como foi o caso, se queiram legitimar em nome de uma qualquer ideologia "superior e incontestável", é um exercício difícil que só se consegue em democracias em que a classe média é maioritária e em que a limitação de mandatos se aplica aos diversos cargos numa mesma instituição.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

das fronteiras e dos regimes

 


 


 


"O meu avô dizia que a sua instituição foi democrática durante a ditadura. Enunciava uma fronteira: a forma como a instituição lidava com personagens com espírito pidesco e persecutório. Se as anulava, como era o caso, emitia um sinal fundamental." Ouvi a ideia num debate radiofónico e concordei. Passa-se o mesmo nas democracias. Foi por aí que avançou a discussão. Percebemos que há instituições que rapidamente se acomodavam a uma ditadura, exactamente porque "estimulam" ou "toleram" esses espíritos. As redes sociais modernas alimentam-nos. Aliás, esta fronteira de tolerância e estímulo a esses espíritos é o limite mínimo para definir um regime.


 


barb


 


 

terça-feira, 26 de junho de 2012

"o ovo da serpente"

 


 


 



 


 


 


"Um dos momentos mais tocantes da entrevista a Edward Witten (que formulou a chamada "M-teoria" das supercordas, até agora a mais perfeita conjectura matemática de uma "teoria do tudo" e é considerado pela generalidade dos seus pares o maior físico teórico vivo) na série "Da beleza e consolação" é quando o entrevistador lhe pergunta o que pensa ele da "Shoah" e dos campos de extermínio nazis onde perdeu grande parte da sua família.


Witten ficou de olhos baixos e em silêncio durante intermináveis segundos. No fim, só conseguiu dizer: "Não sou capaz de compreender".


Ocorreu-me este episódio ao conhecer notícias recentes sobre a amnésia generalizada em que se gera o regresso da irracionalidade racista. Na Hungria, ao mesmo tempo que escritores nazis são hoje de leitura obrigatória nos curricula escolares, erguem-se estátuas ao "herói nacional" Miklós Horthy, regente do país entre as duas guerras e autor das primeiras leis anti-semitas da Europa Ocidental, responsável pelo envio de 450 mil judeus para campos de extermínio. Mais chocante ainda é o que se passa por estes dias em ...Israel: imigrantes negros vítimas de ataques - casas queimadas, espancamentos e outras agressões - e classificados pelo próprio primeiro-ministro de "praga" e de "cancro". O governo de Direita israelita parece ter esquecido os insultos semelhantes dirigidos aos judeus que precederam o Holocausto."


 


Aqui

terça-feira, 17 de abril de 2012

dos perigos da manipulação à génese do totalitarismo

 


 


 


Estamos num período, como outros na História, em que a qualquer momento podem aparecer personagens "salvadoras" que nos arrastem para ditaduras. O escrutínio deve ser uma palavra de ordem.


 


Há dias publiquei este vídeo em que o médico Matthias Rath denuncia os perigos que alimentam o actual Governo alemão. No mesmo post, a comentadora Maria José Andrade deixou um link ("Queda do médico que afirmava que as suas vitaminas curariam a SIDA") que mostra um lado demasiado polémico e tenebroso do mesmo indivíduo.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

a herança

 


 



 


 


A herança é o título da crónica de ontem de Vasco Pulido Valente no Público. Conhece-se a sua posição ideológica, de direita e conservador, e o seu registo pessimista sobre o país. É insuspeito de escritos esquerdistas radicais ou optimistas em relação ao futuro.


 


Há tempos escrevi este post, União Nacional, que começou assim: "Peso bem o que escrevo e recebi alguns emails a propósito deste post onde escrevi que "(...)mesmo entre nós, e no caso do sistema escolar, o arco-governativo não descansou enquanto não eliminou o poder democrático das escolas substituindo-o por uma amálgama com o pior do PREC e da ditadura de Salazar.(...)". Dizem-me que posso estar a exagerar na preocupação com o regresso a um passado que parecia arredado da possibilidade histórica e do futuro.(...)"


 


Repare-se como termina Vasco Pulido Valente a referida crónica: "(...)Com alguns brevíssimos sobressaltos pelo meio, a herança que a ditadura legou foi uma herança de conformismo e obediência, que permanece viva, e frequentemente dominante, no Portugal de hoje, com a sua complacência e a sua democracia. Verdade que o PREC não se recomenda. Mas não durou muito e a velha ordem depressa voltou com a sua dignidade postiça e as mediocridades do costume. A troika escusa de se preocupar. Cá na terra nós fazemos sempre, ou quase sempre, o que nos mandam. E não gostamos nada de aventuras."

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

modelos e pessoas

 


 


Há asserções que se tornam clássicas e sou partidário de duas delas: "há pessoas que lideram em qualquer modelo" (e o contrário também é verdadeiro) e ”a democracia é o pior sistema de governo existente, excluídos todos os demais” (frase de Winston Churchill).


 


Nos últimos dias a agenda mediática da Educação voltou a pegar no modelo de gestão escolar por causa da avaliação dos directores e a fragilidade da democracia evidenciou-se na abertura à ditadura na Hungria.


 


A relação dos factos é óbvia e deve pôr muita gente a pensar nas duas asserções referidas. Um sistema ou país não se pode sujeitar ao fenómeno da "geração espontânea" no que se refere à escolha das lideranças. Os modelos têm de prevenir as autocracias e os absolutismos tão ao jeito das incompetências e dos oportunismos. Por isso é que o primeiro passo da afirmação das democracias é o sufrágio directo e universal aplicado a todas circunstâncias possíveis e com cadernos eleitorais com o máximo de espectro. Eliminar o voto e substituí-lo por nomeações ou votos restritos são tiques que abrem portas a totalitarismos.


 


Nos modelos de gestão escolar, esses tiques evidenciam-se também nos que defendem o exercício por nomeação dos cargos intermédios (da sua confiança) do que a eleição pelos pares. O medo do confronto, da democracia, portanto, é o ideário. São todos estes tiques somados que levam à naturalidade com que os conservadores húngaros, e quiçá, um dia, os seus congéneres lusitanos, propõem passos ditatoriais com a contemplação de uma maioria silenciosa que só se apercebe do mal em vigor quando o sente na pele.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

prevenindo o futuro

 


 


Diz-se que a melhor forma de prevenir o futuro é conhecer bem a história. Nesse sentido, não vou perder esta noite a auto-biografia de Nicolae Ceuasescu. O filme é realizado por Andrei Ujica e vai estar em exibição no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.