domingo, 15 de outubro de 2017

dos números e do OE2018

 


 


 


A lei para professores igualará o sector privado e a administração pública em Portugal e na Europa: "entrar no quadro ao fim de três anos de contrato". A vergonha tinha duas décadas. O OE2018 inscreve a justiça, mas acentua injustiças. 


É bom que todos os deputados, e os comentadores e analistas associados, se contenham. A vinculação de 7.500 professores em dois anos representa quase zero euros no orçamento. Leu bem: quase zero (0) euros. Um professor contratado recebe, em regra, pelo índice 167, entra no quadro no mesmo patamar e vê eliminado o tempo que prestou até aí. Já se percebeu que o OE2018 sacrifica os do costume, os professores, por serem muitos e ponto final. Repitamos então o que dissemos da cerimónia de reabertura oficial da época de "arremesso à escola pública e aos seus profissionais":



""Desapareceram" 42 mil professores (30%) de 2004 a 2015. Em 2006 foram alvo de uma guerra - palavras do actual PM - decretada em conselho de ministros, a presença da troika, e da ideologia PàF, acentuou a queda e em 2017 as notícias acrescentam desconsiderações associadas às intocáveis, e incontáveis, malfeitorias anteriores - as financeiras e as outras -".




Nota:

 



Parece que o congeladorOE2018 eliminará também quase uma dezena de anos de serviço nas progressões dos professores do quadro. Veremos se também aqui se certificará os professores como excepção.


 


Captura de Tela 2017-10-15 às 15.03.59


 


 

7 comentários:

  1. Caro Paulo,

    A afirmação: "A vinculação de 7.500 professores em dois anos representa zero euros no orçamento", não me parece correcta. Seria verdade se aos recentes professores do quadro só fossem atribuídos horários completos. São vários os docentes que efectivaram este ano, que o ano passado tinham horário incompleto, este ano continuam a não ter inicialmente horário completo mas, como sabes, recebem pelo horário completo.
    Relativamente ao limite de 3 anos de contrato, enquanto medida por si só considero correcta, mas, no actual contexto, em que no último concurso de vinculação extraordinário metade dos candidatos com mais de 12 anos de serviço ficaram de fora, as 3500 vagas a abrir deveriam "fechar" a aplicação do critério dos 12 anos (certo ou errado foi o usado na vinculação da outra metade dos candidatos).
    Um grande abraço.

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  2. Olá Nuno.

    Parti do princípio que os 7500 contratados que conseguem a vinculação conseguiriam colocação em horário completo. Os que não o conseguiram num ou noutro ano (em mais de 10) representam uma quantia muito residual. Digamos que é um zero em tom de retórica, tal a gota num universo de tantos milhões.

    E concordo com a questão dos 12 anos que levantas. Esperemos que a lei se cumpra na letra e no espírito.

    Um grande abraço também.

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  3. Mas já corrigi para quase zero :) Aquele abraço Nuno.

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  4. A sensatez a que nos habituas-te e que credibiliza a argumentação de uma escrita limpa.
    Grande abraço.

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  5. Obrigado. É sempre difícil escrever sobres estas coisas sem alongar muito os posts e depois dá nisto.

    Grande abraço também.

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  6. Obrigado. Muitos e bons anos de vida. E que haja um ir A Marte e voltar.

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