O cronista é conhecido pela oportunidade de "pogrom". Fá-lo com fúria especial se pressentir o vocábulo professor. Não lhe interessa o estudo comparado ou o conhecimento dos detalhes; nesta fase, nem sequer se os professores eram os excluídos da viagem no tempo dos descongelamentos (como se previu na reabertura, logo em Setembro, da época oficial da caça ao professor). Nada. Criou de imediato a alternativa sem o ónus da prova. Certa vez (2011), o "pogrom-professor" incluiu a verdade alternativa do pagamento de 25 euros por prova na correcção de exames (pagamento eliminado; foi de 5 euros até 2009). Foi depromovido? Não. Continuou alternativo. Ontem, a primeira página do Expresso incluía a cassete dos comunistas-e-sindicatos.
Nota: Maria e José iniciaram o "pogrom-professor". Um Prior do Crato, de cabeça para baixo, prosseguiu-o. Um homem Cristo e um Deus ultraliberal (tem, também para não variar, muitos contratos com o nosso Estado e, quiçá, com estados mais musculados) aquecem o espaço, com o segundo a castigar os "miseráveis professores". O cardápio fanático tem mais figuras (inúmeras, porque uma turba requer quantidade), desde um Júdice com "os professores, essa raça diferente do resto da humanidade", passando pelo "cancro da democracia" de um Beato das Neves, até este "pogromista-militante". Dá ideia que estudaram pela cartilha comunicacional: "lança a polémica em modo verdade alternativa, que isso te dará audiência meu filho"; ou então, sabe-se lá, estão conectados.
Continuem a comprar o Expresso e os livros destes senhores...
ResponderEliminaros livros, coitados, não têm culpa...
ResponderEliminar“Aquele que ensina uma arte, uma actividade, uma ciência, uma língua” é um “professor”. Pode ser bom ou mau, ensinar há muitos anos ou nem por isso. Pode trabalhar perto de casa ou a quilómetros de distância, ter ou não ter horário completo. Dar uma disciplina ou várias. O dicionário não entra nestes detalhes. Também não diz que é alguém importante nas nossas vidas, que avalia, mas não gosta de ser avaliado.
ResponderEliminar(...) Numa semana em que os professores fizeram greve e em que os governantes não souberam o que fazer, os “peritos” (sentido figurado para “professores” e, talvez, para “sindicalistas”) ganharam.
(...) Forças policiais, magistrados e militares são os fregueses que se seguem. Má sorte para quem não é funcionário público e continua no “congelador”. Rita Pimenta (Público)
O professor, perito em avaliação, é como o padre perito no Pai Nosso; e como diz o provérbio, muitas vezes estão a tentar ensinar o Pai Nosso ao padre no que respeita a avaliação...!
É que o professor APENAS não gosta de ser avaliado por critérios totalmente subjetivos, que não avaliam a pericia técnico-pedagógica mas aspetos pessoais da personalidade, permitindo uma total arbitriedade e discricionariedade do(a) avaliador(a), cuja legitimidade técnica avaliativa nunca foi reconhecida, e abrindo portas a abusos de poder, retaliações, vinganças e assédio moral, relativamente a situações de relacionamento interpessoal ou de cidadania (posições politicas, religiosas, orientação sexual, etc.) e não a situações de produtividade laboral. Algo que os jornalistas como trabalhadores de certeza também desgostam...
Tanta berraria e afinal ganharam ‘uma mão cheia de nada’ devidamente presenteada pela convicção do PM de que a história não recua e a confirmação afetuosa presidencial de que nunca pode ser igual ao que era antes...!
E é seguramente muito estranho quando se vilipendia explicitamente ou subrepticiamente alguém que é importante nas nossas vidas, demonstrando uma certa esquizofrenia emocional ou uma ambivalência passiva-agressiva.
Quem não é trabalhador público e continua no ‘congelador’, talvez devesse possuir motivação para apoiar moralmente o trabalhador público que luta laboralmente para exigir os direitos básicos, já que o que ocorre na administração pública é referência para o que pode ocorrer no setor privado. É que se o trabalhador público se resigna à má sorte, a potencial degradação dos serviços é iminente e perigosa para todos, bem como não existirá nenhuma representatividade reivindicativa numa sociedade com desigual distribuição de riqueza, algo tranquilizador para quem se refastela com as manigâncias fiscais que o põe a salvo das respetivas contribuições e com os donativos orçamentais sob a forma de créditos fiscais, contratos públicos, avenças, resoluções, etc.
“Aquele que ensina uma arte, uma atividade, uma ciência, uma língua” em vários momentos da vida profissional lida com jovens sem referencial em casa, com todos os ingredientes para adotar comportamentos que darão trabalho aos fregueses das forças policiais e magistratura, e muitas vezes esse trabalho é evitado pela ação do docente, poupando alguns milhões anuais ao Estado, que poderiam ser usados na reposição salarial legitima e estimuladora de uma maior motivação profissional. E assim criava-se um ciclo virtuoso com neutralidade orçamental...
O vil metal é o que mais "toca" no íntimo desta gente.
ResponderEliminarSó percebem esse tipo de linguagem.
Se não lhe comprares o jornal ou o livro...
Nem mais. Há toda uma turba no mesmo registo e muito interessada no fim de qualquer ideia de geringonça.
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