Desde 2006 que os cortes a eito nos professores são um oxigénio orçamental. Aliás, o corte de mais 30% dos professores do quadro é elucidativo. Como os professores são muitos, os cortes na sua massa salarial bruta ajuda muito o orçamento. O ministro Centeno confessou, há dias no parlamento, que as suas contas não incluem a receita para o OE, em IRS e excedentes da ADSE, incluída na massa salarial dos professores; é mais de 30% do total ilíquido. E depois temos as contas da CGA em que os professores voltam a ser muitos. Era preferível dizer que tudo se fará para que os professores se reformem antes de chegarem ao topo da sua carreira (é o 57º nos 115 índices remuneratórios na administração pública; o topo é superior em 120% ao dos professores e, para além disso, era bom consultar os valores nominais de todas as pensões pagas em Portugal). Num assunto que já tem inúmeros episódios, o parlamento aprovou, com o voto contra do PS e numa versão já vista noutras alturas semelhantes, a "recuperação integral do tempo de serviço dos professores" sem calendário.
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