sexta-feira, 10 de maio de 2019

"Vencer é ser Vencido"

 


 


Do facebook de José Maltez:


 



"Vencer é ser vencido. Os professores, na guerra da perceção, podem ter perdido nas sondagens, mas ganharam por dentro. O país perdeu, porque a educação levou mais uma machadada, por causa de uma campanha eleitoral, onde a demagogia de mobilização da classe média se volta sempre contra as profissões especializadas da função pública. O PS ganhou novos aliados nos opinadores, reforçado com os antigos apoiantes austeritários de Passos e Gaspar. A palavra dada entre os políticos não existe, flutua ao sabor do maquiavélico dos votos. Os capitaleiros venceram a província e continuam como grandes educadores do proletariado."


8 comentários:

  1. 10/05/2019: a data que ficará na história assinalando a morte da profissão docente.
    A profissão estava em estado comatoso há vários anos, mas não resistiu ao último ataque. Rest in peace...
    Com a desmoralização e desprezo evidenciados contra a profissão, veremos, a médio prazo, se as consequências funestas só afetarão os professores…

    ResponderEliminar
  2. Já passámos por situações semelhantes na última década e meia.

    ResponderEliminar
  3. mas essa sucessão de situações levaram à morte social da profissão: a sociedade tem má opinião sobre os professores, denigre a sua reputação profissional, mas tolera-os a custo porque ainda não tem outra alternativa onde deixar os jovens quando os adultos estão a trabalhar...
    mas essa tolerância é oferecida com um preço caro: proletarização da classe, desvalorização salarial e submissão aos ditames governamentais e parentais.

    ResponderEliminar
  4. É um ângulo de análise com que concordo. Mas há um dado importante no que se refere à imagem social. Ocupa o lugar cimeiro, a par dos bombeiros, nos mais variados estudos. Mas sim: a escola pública está em queda e a proletarização é um facto. Contudo, a luta é antiga e longa e tem tido vitórias e derrotas (mais derrotas, concordarei com quem o afirmar).

    ResponderEliminar
  5. 10/05/2019: a data que ficará na história assinalando a morte da profissão docente. Há quem considere esta afirmação um fatalismo, um derrotismo, um exagero. Mas se fizer uma resenha histórica, fica contextualizada a afirmação porque a profissão ficou em estado comatoso com prognóstico reservado no período 2005-2008, quando o governo do PS desmantelou o ECD com sucesso, apesar da elevada conflitualidade laboral que existiu. Também nessa época, o governo não caiu e nem a sociedade civil pressionou politicamente por causa dos professores.
    Atualmente, existem dezenas de milhares de professores que trabalharam sob vários ECD, e portanto, têm uma perspetiva do que foi perdido e piorado. Compare-se o ECD antes de 2005 com o atual e verifica-se facilmente que não existiram reversões. Faça-se um exercicio mental mnemónico sobre as condições estatutárias antes de 2005 (aconselho que não revelem publicamente para o morto não ser esquartejado...) e conclui-se que não houve nenhuma reversão para a reposição dessas condições excetuando a manutenção da redução letiva para o exercicio do cargo de DT e da suspensão da mobilidade especial, embora tenha ocorrido a tentativa de eliminar a redução para DT no governo PSD/CDS, único momento em que uma luta laboral teve sucesso.
    Ainda não foi compreendido que a jogada politica do PM António Costa (mais uma vez um governo socialista...), foi a estocada final no corpo moribundo da classe docente porque foi transmitida a mensagem de que os partidos consideram dispensável o valor eleitoral desta classe, pelo que perde-se uma força de pressão importante na reivindicação de direitos. A partir de agora qualquer governo tem a força politica para intervir como entender na gestão da classe profissional porque não terá prejuizo eleitoral significativo; tem a porta aberta para ‘esfrangalhar’ o ECD sabendo que a sociedade se mantém indiferente. Esse cliché de ‘lutar até ao fim’ é para ser levado à letra: existe um fim em que a luta termina.
    Portanto, com o ECD atual, as condições de trabalho que vigoram e as condições materiais do exercicio da profissão, e comparando com as condições estatutárias que vigoraram até 2005, lamentavelmente conclui-se que foi declarado o óbito da classe docente porque não se vislumbra no futuro qualquer hipótese de repôr as condições estatutárias antes de 2005.

    ResponderEliminar
  6. Espero que não nos leiam. Dar ideias também tem desvantagens. Mas, sim; uma forma de contornar a falta de professores que se agudizará, é, desde logo, meter mais turmas por professor e acabar com as reduções por idade. É evidente que com travões a eito na carreira (não podem ser todos generais) a rubrica no OE desce para metade e a escola pública afunda-se.

    ResponderEliminar
  7. ora bolas!...
    lá se deu 2 ideias ao inimigo...;-)

    ResponderEliminar
  8. É. Estive indeciso. Mas como já íamos por esse caminho -:)

    ResponderEliminar