Seria precipitado "optar apenas por manuais digitais", como parece sugerir António Costa. Já há muita literatura a aconselhar o contrário e não apenas por causa da qualidade do acesso à internet.
Seria precipitado "optar apenas por manuais digitais", como parece sugerir António Costa. Já há muita literatura a aconselhar o contrário e não apenas por causa da qualidade do acesso à internet.
Esta é outra discussão, como dizias mais abaixo.
ResponderEliminarA opção por manuais digitais, em minha opinião, deve ser muito bem pensada, discutida e ponderada.
Entre outras razões, porque o país é muito heterogéneo no que diz respeito à facilidade com que existe acessibilidade às tic. Por outro lado, porque esta moda de que o que é (excessivamente) digital, é bom, tem se revelado inúmeras vezes perigoso.
No caso específico dos manuais, tenho dificuldade em imaginar a ausência do papel. E a escrita, como fica nisto tudo?
E já há muita literatura credível a desaconselhar o uso do digital (leitura também) em crianças e jovens. Um dia destes faço um post com as fontes. A leitura beneficia quando é directa do texto em papel sem o digital como intermediário. Nós não somos exemplo, porque crescemos sem o digital. Mas também tentei optar pelos livros digitais (o armazenamento era uma tentação), mas voltei atrás (ou à frente :) ). E depois há a desconcentração provocada pelo ambiente ligado à internet que permite outras navegações. Há, desde logo, uma quase certeza: a prazo, mais ou menos longo, teríamos um completo desconhecimento dos clássicos da literatura e da história da humanidade.
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