sábado, 27 de junho de 2020

Não Tarda

A pandemia é uma tragédia. Compreende-se o desespero com a economia e com os flagelos associados. Mas se a retórica política não mantém a difícil serenidade, ainda se aproxima dos demagogos que põem os interesses eleitorais acima de qualquer imperativo sanitário.

6 comentários:

  1. Neste momento, pelo menos para mim, a imagem que transparece dos principais actores que exercem o poder, é a de que precisam, a todo os custo, de salvar a pele.
    Costa, por exemplo, está cansado e, pior do que isso ou consequência disso, começou a dar sinais fortes de alguma falta de controlo emocional que o faz perder algum senso.
    É o tal desespero a que te referes.

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  2. Cansa-me o discurso da preocupação beata com a economia. A economia que tanto precisa do consumo privado, que não aguenta dois ou três meses com fábricas e lojas fechadas sem bater à porta do Estado ou despedir pessoas não é a Economia, é a economia capitalista. O que estamos a viver, como bem refere, por exemplo, Richard Wolff, é (mais) uma crise do capitalismo. O vírus foi apenas um factor precipitante de uma crise no seio de uma sociedade que não quer saber das pessoas senão como consumidores ou trabalhadores, que não quer saber dos animais e da natureza senão como recursos a explorar.

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  3. Concordo, Rui: esse discurso no modo mais beato é mesmo cansativo.

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