terça-feira, 20 de setembro de 2022

Será como nos anos 1930?

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"“Se nos mantivermos juntos, afundar-nos-emos juntos”: é assim que Tuomas Malinen, economista de uma consultora de macroeconomia com sede em Helsínquia, antevê uma União Europeia em rutura, sobretudo catapultada pela guerra. O professor, analista e economista nórdico garante que os próximos três ou quatro anos serão duros para os Estados europeus, que devem procurar individualmente as medidas que mais os protegem. Com a inflação galopante e a subida das taxas de juro devem seguir-se as falências em massa e só com força interna os Estados poderão amortecer os abalos, explica nesta entrevista ao Expresso.



2 comentários:

  1. O problema que ele refere é o mesmo que o Poligrafo, anda a MENTIR, sobre o Cavaco Silva "ter enfrentado 8 anos de taxas de inflação acima de 10% e chegando aos 15%". Naquela altura, Portugal chegava a receber 41000 milhões de euros (em contos) anualmente dos fundos de coesão. Foram 9 anos a receber 15% a 20% do PIB nacional, vindo dos fundos europeus. E como é que Portugal compensava isso? Câmbio. Em 1993 1 ECU dava para 124 escudos. A 1 de Julho de 1998, 1 ECU valia 200 escudos. A 1 de Janeiro de 1999, o EURO ficou fixo em 200,482 escudos.
    Com a moeda comum, não há esse mecanismo (que os EUA e Inglaterra tem usado), o que obriga a pensar no bolo completo e muito diferente. Só que, se cada país começa a puxar para o seu lado, vai acabar com a política monetária europeia. Já aconteceu no Parlamento Europeu, quando os deputados do PPE e da extrema direita, colocaram a energia nuclear no mesmo ramo das renováveis. França e Alemanha vão investir 99,4% dos valores, previstos para renováveis, em modernizar centrais nucleares, o que dá que o investimento nas "outras renováveis", vai despenhar-se. Países sem centrais nucleares vão ter de compensar isso... em troca de terem energia mais cara. É aqui que ele tem razão. Quando se olha para países com 67 reactores nucleares que produzem o mesmo que 3000000000000000000000 hectares de painéis solares e turbinas eólicas, poderem acabar com o investimento na renováveis e investirem no nuclear, vão ter lucros gigantes a médio prazo... o que pune quem não tem centrais nucleares.

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