quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

15 anos perdidos na Educação

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A História não se repete exactamente, mas o que estamos a viver na Educação parece plasmado de 2008. É evidente que agora confirma-se o que os professores disseram nessa altura: as políticas na carreira e avaliação dos professores, e na gestão das escolas, são desastrosas. Se em 2008 os professores resistiram, em 2022 a onda de contestação parece ainda mais forte.

4 comentários:

  1. A legislação da ADD estabelece 2 principios básicos: relatório de autoavaliação como o documento que serve para a classificação do trabalho do docente e 4 parâmetros de avaliação. Mas as escolas criaram indicadores, rubricas, em cada parâmetro, elaborando grelhas complexas onde se regista uma classificação na escala de 1 a 10. Também criaram documentos de registo de evidências para facilitar(?...) o trabalho hediondo do avaliador e a avaliação do avaliado. O objetivo é a necessidade de distinguir por causa das quotas e assim justificar porque uns têm classificação de mérito e outros não. Teoricamente, 10 docentes podem ter a mesma classificação porque cumpriram o seu dever diligentemente, mas as quotas obrigam a que só 4 tenham a acesso a avaliação de mérito. Por isso, a secção de avaliação tem de recorrer a ‘picuices’ para justificar porque 2 docentes com a mesma classificaçao não têm a mesma avaliação, podendo um ter mérito e outro não ter porque se esgotou a quota. E são essas grelhas, rubricas, indicadores, que contribuem para a ‘picuice’. O ME criou-as? Não, mas com as quotas implicitamente obrigou as escolas a criá-las. E assim se vê o maquiavelismo que caracteriza a governação: o ME invoca que não obrigou e que foram as escolas a criar uma avaliação mais burocrática. Como dizia o outro, “e o burro sou eu”...

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  2. Em 2008 ainda lecionava e vivi todo aquele ruído ensurdecedor que nos arrasou a alma e a carreira. Fui às manifestações que consegui. Recordo hoje o ambiente amargo e sofrido que se foi vivendo na Escola e, a humilhação permanente por parte da tutela de má memória. A determinação e a razão dos professores espelhadas na manifestação de ontem tem que dar frutos.
    Maria

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  3. Concordo. Tem que dar frutos. Aquele abraço.

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