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Cerca de 100 mil professores desceram pacificamente a Avenida da Liberdade em defesa da escola pública e das justíssimas causas associadas. Foi uma prova inequívoca de que não são instrumentalizáveis nem manipulados por notícias falsas que circulam no WhatsApp. Os professores estão informados e, como muitas vezes escrevi, saturaram-se dos jogos tradicionais entre os partidos e os sindicatos. Estão há quase 20 anos a desconstruir o radicalismo das políticas na carreira, na avaliação e na gestão das escolas.
Nota: o mesmo experiente polícia que me disse que seriam cerca de 100 mil manifestantes, mostrava a sua indignação com os autocarros de professores que foram parados e fiscalizados a caminho de Lisboa (as mochilas dos professores foram revistas). Este último facto foi a única nota negativa numa manifestação que recordou 2008, mas que deu mais sinais de um mundo em mudança.
Boa tarde
ResponderEliminarMensagem de um professor que fez todas as lutas de professores, (ainda não havia STOP) - greves, manifestações, vigílias, abaixo-assinados - contra os professores de primeira e de segunda
(podendo ser observador-avaliador se o quisesse), contra a fragmentação dos horários da monodocência (era professor do 1º ciclo), contra a usurpação do tempo aos professores (embora estivesse no último escalão). Entretanto, muitos dos que hoje saem à rua ficavam na escola porque - um dia de salário faz muita falta, - os sindicatos querem é viver à nossa custa, - o governo até fica contente, é dinheiro que poupa.
"Interrogai-vos.
De onde,
Do pé para a mão,
Surge o STOP
Que do nada veio
Encoberto no nevoeiro,
Qual D. Sebastião
Para vos salvar?
Que provas deram
Para o olhardes como o Messias?
Onde andaram?
Em que gaveta perdida do passado,
De má memória,
Andaram escondidos,
Durante todos os anos
Em que lutas houve,
Que outros por vós as fizeram?
Que provas deram de vos apoiarem?
Até quando acreditareis
Em vendedores de banha da cobra?
Não achais que chega o CHEGA?"
Zé Onofre
Se é em relação à manifestação de hoje, e sendo factual que foi convocada pelo pequeno STOP, o que registei foi o que escrevi neste post; muito para além de qualquer sindicato ou partido político. Os professores não são instrumentalizáveis.
ResponderEliminarOlá, outra vez
ResponderEliminar" Os professores não são instrumentalizáveis."
Os professores são cidadãos como outros quaisquer.
Se partidos como o CHEGA, em Portugal, o partido de Le Pen, em França, o Vox, em Espanha, o Republicano-Trump, nos EUA, o Bolsonaro no Brasil são capazes de instrumentalizar os sentimentos mais baixos dos cidadãos por qual razão os professores portugueses estarão imunes à manipulação de um sindicato Populista que usa os mesmos truques do André Ventura. 1º -apresentar-se como professor e não sindicalista (André Ventura apresenta-se com cidadão revoltado contra os políticos e respetivos partidos, ele que foi militante do PSD, por acaso foi deste). 2º - Como não sindicalista faz uma campanha contra os sindicatos que, embora cometendo muitos erros, sempre estiveram do lado dos professores, descredibilizando-os e que ele é o verdadeiro defensor dos professores. (Assim André Ventura descredibiliza os partidos, que cometeram o erro fatal de defenderem o mesmo programa, para se apresentar como o único sem responsabilidades, apesar da sua militância política anterior.
Pessoas desesperadas, desgastadas, enxovalhadas, por governos sucessivos que fizeram dos professores gato-e-sapato, e aos sindicatos, sem a força necessária dos professores por de trás da sua luta, faziam de conta que dialogavam.
Pensa que neste caldo de cultura "" Os professores não são instrumentalizáveis"?
Zé Onofre
Viva.
ResponderEliminarFrancamente: percebo essa argumentação e tenho escrito muito nesse sentido. Mas estive na manifestação e conheço os organizadores formais e os informais e inorgânicos. Não sei quem se infiltra, obviamente, mas sei que aquela manifestação tem as causas que não me canso de escrever. Haverá professores instrumentalizáveis? Claro que sim. Os partidos e os sindicatos que existem estão cheios disso e foi por isso que chegámos aqui.
O que interessa, se me permite, é discutir os quase 20 anos das políticas radicais na carreira, na avaliação e na gestão das escolas. Os partidos que refere é que preferem que se fale deles e não das políticas porque, no fundo, concordam com elas.
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