"25 de Novembro e rigor histórico"
"Comemorar o 25 de Novembro? Porque não, desde que o que se comemore seja o que aconteceu e não a interpretação da direita radical do que aconteceu.
Primeira coisa: o 25 de Novembro não tem qualquer comparação com o 25 de Abril, misturá-los diminui o significado do primeiro. O 25 de Abril foi uma data fundadora que acabou com 48 anos de ditadura, e com três guerras coloniais, em Angola, Moçambique e Guiné. Foi um acontecimento de dimensão mundial. O 25 de Novembro foi uma data correctora, comparável à derrota do golpe de 11 de Março, que teve o mesmo papel. Ambas se fizeram num clima de excesso e esse excesso era perigoso para a democracia e atrasaram a consolidação de uma democracia parlamentar, mas o que é que se podia esperar de uma viragem histórica tão radical como foi a derrota da ditadura? Que seria calma e pacífica?(...)"
Portugal foi mais um tabuleiro da guerra por procuração entre EUA-URSS. De um regime totalitário fascista caminhou-se para um regime totalitário comunista. Um regimento de Comandos sob a égide de oficiais de têmpera e apoio partidário do bloco PS/PSD/CDS, desviou o caminho para um destino menos ostensivamente totalitário. Com o apoio intelectual de Melo Antunes e a sageza de Álvaro Cunhal, mantiveram-se os atores partidários no regime parlamentar. Mas o totalitarismo continuou de forma insidiosa, através de um sistema eleitoral enviesado por um método de cálculo proporcional dos mandatos...
ResponderEliminarÉ mais um ponto e vista histórico.
ResponderEliminar