Estive, por dever cívico e num honroso convite de uns elevadíssimos peticionários, umas horas a assistir a um plenário da Assembleia da República nesta legislatura. Impressionei-me com a deseducação de vários deputados da bancada do partido do homem das bagagens. À barulheira infernal que impedia a audição, associavam-se impropérios. Dei comigo a pensar o que agora se reforça: sabemos de todas as circunstâncias históricas das democracias ocidentais e do estado do mundo, mas o poder mainstream tem que ter cometido muitos erros para que sejam eleitos deputados deste calibre.
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Diria que não educamos convenientemente a população. Temos os políticos que merecemos porque houve laxismo. Muita telenovela e futebol dá nisto.
ResponderEliminarEu também gosto de muito chocolate. Mas lá por isso não vou basear a minha dieta exclusivamente nele.
A Democracia só sobrevive com um mínimo de Educação. Sem isso está condenada a desaparecer...
Sem dúvida. E acrescentaria: há milhões de pessoas ressentidas, está mais facilitada a desinformação e os partidos que têm governado têm cometido demasiados erros nas políticas e nas escolhas dos políticos.
ResponderEliminarOs jornalistas foram formados na escola. O eixo do mal da herança obscurantista da ditadura, que condenou os portugueses pelo analfabetismo ao desprezo pelo conhecimento e à falta de elites, o facilitismo e laxismo pós-25 de abril da escola e as auto-intituladas ciências da educação com os seus experimentalismos e delírios, conduziram a este desastre, podem ser a causa do fim do estado de direito e da democracia.
ResponderEliminarPercebo. Mas tudo isso têm o outro lado da moeda muito positivo e até notável nos avanços da escolarização. Mas havia que parar para pensar. E está tudo tão veloz, que se nem se "pensa" quanto mais parar parar o fazer.
ResponderEliminaresses partidos que se intitulam moderados adotam politicas extremistas ("não há alternativa", ataque ao trabalho,...), justificando sem fundamento a manutenção de um modelo económico que promove extremismo social (oligarquias multimilionárias), levando a esse ressentimento. Paradoxalmente, quem promoveu o extremismo foi a (pseudo)moderação...
ResponderEliminarObviamente.
ResponderEliminarOs avanços da escolarização podem ter como reverso da moeda a falta de respeito e consideração pela escola, professor que se oponha às passagens administrativas é vítima de bullying, existem sempre os conselhos de turma para passar classificações de 7 para 10 a 4 disciplinas em nome do sucesso educativo. É um país em dissonância cognitiva, entretanto, a CNN noticia que numa universidade de direito pública de Lisboa os assistentes receberam instruções por Email do titular da cadeira para só aprovar 75% dos alunos, a mesma notícia dava conta de que o mesmo se passava em outras cadeiras com outros professores, pasme-se, isto não causou comoção social e nenhum estremecimento no ministério, não houve nenhum trabalho jornalístico dedicado ao assunto. Os pais andaram a gastar dinheiro, e não é pouco, para meter os filhos na faculdade, alguns continuam a gastar pois estão deslocados, para que os alunos não saibam por que razão reprovaram à cadeira. O ministério abre vagas para a entrada nas universidades e eles estrangulam as saídas. Que critérios usam para escolher os alunos a reprovar? De certeza que não reprovam aqueles que têm as "costas quentes". Portanto o alargamento coexiste com o estreitamento, as oligarquias decidem e o povo ignaro obedece. Ainda tem dúvidas de que o Estado de Direito está em risco?
ResponderEliminarLerei a notícia. Obrigado.
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