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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Dos eleitos, dos aeroportos e das bagagens

Estive, por dever cívico e num honroso convite de uns elevadíssimos peticionários, umas horas a assistir a um plenário da Assembleia da República nesta legislatura. Impressionei-me com a deseducação de vários deputados da bancada do partido do homem das bagagens. À barulheira infernal que impedia a audição, associavam-se impropérios. Dei comigo a pensar o que agora se reforça: sabemos de todas as circunstâncias históricas das democracias ocidentais e do estado do mundo, mas o poder mainstream tem que ter cometido muitos erros para que sejam eleitos deputados deste calibre.

domingo, 23 de março de 2014

a democracia a colapsar?

 


 


 


 


São variados e recorrentes os sinais que indicam que a democracia está a colapsar e talvez o desemprego nos jovens adultos seja o mais evidente. Mas o mais chocante é a prescrição dos crimes da malta do "alto colarinho branco". O Público de hoje tem uma ampla reportagem sobre a matéria; este link inclui uma das peças.


 


Sabendo-se dos interesses da maioria dos deputados, é, no mínimo, de bradar aos céus a seguinte admissão:


 


 



 


 


 


Oliveira e Costa, João Rendeiro, Jardim Gonçalves e por aí fora são aqueles casos impensáveis. Já Isaltino de Morais tem outros contornos. Não foi abandonado publicamente. Tem ex-ministros e até um ex-bastonário dos advogados, em campanha eleitoral, é certo, a "advogarem" a sua "injusta" detenção (estes casos recordam-me sempre aquele especialista que comparou Cavaco Silva a Putin; o tempo lá se encarregará, ou não, de confirmar; se é que já não o fez).


 



 


 


 


Jardim Gonçalves tem direito à personagem de ficção de Rui Osório Martins.


 



 


 


E o mesmo banqueiro tem uma foto elucidativa a acompanhar o gráfico da coisa.


 


 



 


 


 


Para terminar o post, escolhi um parágrafo do texto (não está online) do jornalista Manuel Carvalho que não pode ser considerado um esquerdista perigoso e que só para os mais distraídos é que não tem a ver com tudo isto e com o título:


 


 



 


 


 


 


 

terça-feira, 23 de julho de 2013

97064

 


 


 


 


O MEC indica que ficaram sem colocação 97064 professores profissionalizados. Sabemos que é válido o argumento de que o MEC não tem que empregar todos os professores que concorrem, mas o que é espantoso é que se tenha formado professores em massa para um destino que era há muito conhecido.


 


No actual concurso foram vinculados 3 professores e cerca de 1147 do quadro mudaram de escola ou agrupamento. É também sei lá o quê num concurso que se realiza de 4 em 4 anos. Também se deve sublinhar que, nos últimos 4 anos, por cada 23 professores que se aposentaram só um foi substituído com um total desrespeito pele regra máxima da administração pública que indica a substituição de 1 em cada 3 ou 5 pessoas que se aposentam. Não consigo perceber como é que os arautos das ditas "reformas" na Educação, nos professores, portanto, ainda se alimentam dos cortes a eito. 


 


A acrescentar a este estado de sítio temos a completa confusão que se estabeleceu por causa do que foi aprovado na mesa negocial. Os sindicatos divulgaram conclusões que o despacho do MEC não contempla ficando o sistema escolar mergulhado no salve-se quem puder. O ano lectivo não podia terminar pior, realmente.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

foram avisados, mas a soberba eliminou a audição

 


 


 


 


Quem acompanha a vida das escolas sabia que o clima relacional estava sobreaquecido, que os professores davam os mesmos sinais de saturação que a generalidade da sociedade e que os cortes a eito perpetrados no verão passado tinham deixado marcas profundas e explosivas (os implodidos explodiram, quem diria). São anos a fio neste registo e Nuno Crato, a exemplo de Lurdes Rodrigues, passeava a aura de "estrela financeira" com mais cortes nas pessoas da administração pública com os professores no lugar cimeiro e bem destacado.


 


O ano lectivo decorreu com o ministro nas nuvens, como se comprovou nas recentes declarações sobre os alunos por turma e na entrevista à revista brasileira Veja. Os seus apoios são reduzidos, mas fervorosos. São do género que pode inebriar. Ainda por cima espezinharam (estou a pesar muito bem) a dignidade dos professores portugueses e as inalienáveis conquistas da escola pública. Nesta altura, andam com o argumentário aos papéis. Foi uma barbárie inaudita, realmente. Só que a irresponsabilidade atingiu a vida, e a profissionalidade, de milhares de professores e das suas famílias (sim, onde se incluem milhares de alunos com exames).


 


Apesar das naturais e saudáveis diferenças, os professores têm denominadores comuns, estão unidos e são muitos os que assumiram a ideia de que já não existe mais nada a perder.


 


A mesa negocial nunca deve ser abandonada e espera-se que uma réstia de sensatez ilumine o Governo e o MEC. Como prova disso, a Fenprof solicita negociações suplementares para sexta-feira e a FNE é mais radical e espera que todos os professores faltem à convocatória de dia 17 e ainda não se pronunciou sobre mais qualquer ronda negocial. E, entretanto, a Pró-ordem aderiu à greve do dia 17.


 


 


 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

signicativo

 


 


Os poderes formais sabem que é também assim que diminui a pressão numa nação de zombies em estado de revolta contida mas iminente.


 


 


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

impressionou-me e imaginei o boomerang

 


 


O Governo, e particularmente o primeiro-ministro, não podem sair à rua (Portas prepara-se para as feiras e Relvas para sei-lá-o-quê).


 


Um amigo que esteve presente na conferência, julgo que a propósito de Adriano Moreira, em que Passos Coelho (apareceu sem qualquer anúncio público) recorreu aos Lusíadas, relatou-me o arrepio que sentiu com o comportamento dos seguranças e mais umas coisas sobre o chefe do Governo que me abstenho de escrever por não serem novidade.


 


Há aspectos do mandato de Passos Coelho que me impressionaram e que fui registando. Já nem vou recordar as inverdades imperdoáveis do período eleitoral. O mais dilacerante foi a espécie de superioridade moral que o levou a proclamar que "merecemos" esta austeridade.


 


 




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

10 milhões de euros

 


 


 



Foi daqui


 


É inacreditável mas tudo indica que é verdade. Os dois administradores da Portugal Telecom nomeados pelos governo têm direito a uma indemnização de 5 milhões de euros cada um se forem demitidos.


 


São várias as questões que se têm de colocar, mas a que vem logo em primeiro lugar é muito simples: como é que foi possível chegar-se a este estado de despudor financeiro? O mundo ocidental está recheado de contratos com cláusulas destas e não há, naturalmente, quem consiga pôr cobro a isto. É uma vergonha, mais ainda por tratar-se de uma golden share do estado e por se saber que estes lugares (lugares mesmo) foram atribuídos por prémio partidário e não por outro critério qualquer.


 


Administradores da PT receberão cinco milhões se forem despedidos


 


"A dois anos do final de mandato, Soares Carneiro e Rui Pedro Soares poderiam custar mais de cinco milhões de euros à PT, caso fossem afastados sem prova de justa causa.(...)"

lama no ventilador

 


 



Foi daqui 


 


 


 


É um post  do Paulo Guinote que acerta na mouche de uma série de coisas; aqui.