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As sociedades polarizaram-se e as redes sociais ampliaram os fanatismos e os excessos de pertença: somos os melhores, somos os primeiros, os nossos primeiro e por aí fora. Classifica-se pessoas que nem se conhece e o que é preciso é ter trincheira. Desconvocou-se o mais elementar respeito pelo outro e pela sua liberdade. O ódio é o ruído de fundo crescente, tão ubíquo como outrora o silêncio. É um vórtice diário e barulhento. Transformou o espaço público num ringue à espera da burqa ou de outra coisa do género, que chegará no dia ou hora seguinte.
Repita-se o Bábrio:
"Uma lâmpada cheia de azeite vangloriava-se,
uma noite, perante os que passavam ao pé de si,
que era superior à estrela da manhã,
pois projectava uma luz mais forte que todas.
De repente, sacudida por um sopro de vento
que se levantou, apagou-se. Alguém, que a reacendeu,
disse-lhe: "Brilha, mas deixa-te estar calada, ó lâmpada;
a luz dos astros, essa, não morre".
Bábrio
Antologia da Poesia Grega Clássica (2009:465).
Tradução e notas de Albano Martins.
Lisboa, Portugália Editora.
Comentei em outro espaço estas sábias palavras tão reais e reveladoras de tanta crueldade.
ResponderEliminarParece que a União Europeia quer proibir redes sociais até aos 16 anos. Será verdade? Resolve alguma coisa? Será melhor que nada?
Ok. Ver se vejo. Quer? Será melhor que nada, sem dúvida.
ResponderEliminarMas já vai tarde. Muito tarde. Veremos a posição da extreme-direita.
ResponderEliminarComentei no face.
ResponderEliminarOk. Já lá vou. Obrigado.
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