segunda-feira, 27 de outubro de 2025

O dever de indignação

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Os portugueses adultos são, em regra, filhos, netos ou bisnetos de pessoas analfabetas. No mínimo, e em memória dos seus antepassados, deviam ser veementes na indignação contra quem se refugia na ditadura salazarista. Sabemos que os políticos da escola tutti-frutti refugiam-se nas ditaduras para ocuparem a agenda mediática e acicatarem o ódio, mas há o dever de indignação.

5 comentários:

  1. A Democracia falhou no ensino da História. Deveria ter aproveitado para divulgar o que acontecia na ditadura: não havia ensino público, em todo o país, terminava aos 12, tivessem a primeira classe ou a quarta classe. O meu pai, o único da minha família, que sabia ler, teve de pagar a uma Mestra, anos antes de ir para a tropa. Eu tive a sorte de, em 1952, ter começado a funcionar um Posto Escolar, numa casa privada, sem qualquer material escolar, apenas duas mesas e algumas cadeiras, da dona da casa. Das 4 professoras regentes, a quem o lugar foi oferecido, só a última aceitou criar a Escola. Perto da Vila de Almodôvar há o Monte das Mestras.

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  2. Rui Manuel Fernandes Ferreira27 de outubro de 2025 às 22:06

    São precisos 3 Salazares!
    Multiplicar por 3 a fome e a miséria?

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  3. Percebo. Mas remeter soluções para o salazarismo é um insulto.

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  4. Um miséria e uma tristeza. Um tutti-frutti. O pior que tem o sistema.

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  5. Exatamente por serem bisnetos, netos e filhos de pessoas analfabetas não se indignam, as ditaduras têm consequências gravissimas, uma delas é a desvalorização social do conhecimento e dos seus veículos, a escola e os professores, não compreendem muito bem a sua vital importância, só se preocupam com os certificados, por isso não colaboram com a escola, são muitas vezes um empecilho. Como a escola é a roda que faz andar tudo, não saímos do sítio, ou alguém dá um murro na mesa.

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