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Saíram as projecções sobre quem passaria à segunda volta. A primeira reacção do candidato que veio a ficar em segundo lugar foi à saída da missa. Pelo que percebi, ao Domingo há várias missas. Mas o candidato escolheu a daquela hora e os jornalistas tinham conhecimento da decisão. Num país democrático, a confissão religiosa é, naturalmente e justamente, livre e pode ser estimulada publicamente. Mas imagine-se que, e como previam algumas sondagens, o candidato era o vencedor. Seria um momento de êxtase para os 1 milhão, 326 mil e 644 cidadãos que votaram no candidato: o vencedor a sair da missa. Assim, projectando-se um segundo lugar, o candidato desconhecia os números e só mais tarde reagiria. E assim foi: apareceu com a retórica inflamada do costume: vencedor numa eleição que voltou a perder e discursando num registo de ódio, divisão, racismo e xenofobia. Decerto que não terão sido esses os conselhos que ouviu na missa.
No tempo do Salazar as pessoas muito importantes iam à missa e tinham um confessor en exclusivo, um padre confessor privado. No tempo da monarquia acho que também era assim.
ResponderEliminarQuem será o confessor deste senhor? Não faço ideia, mas deve ser alguém muito "grande" para conseguir perdoar tantos pecados.
No tempo da inquisição também se perdoavam pecados antecipadamente. Parece que tinham era tambem de pagar antecipadamente e todos os pecados tinham um catálogo com os preços. Quanto é que custaria agora o perdão do pecado para matar um cigano? Ou um imigrante?
Enfim.
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