Mostrar mensagens com a etiqueta saudade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saudade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

dos regressos

 


 


 


Regressei à cidade onde nasci poucos anos depois da partida "definitiva" e senti uma descida emocional que se esbateu três dias depois. A permanência por trinta dias provocou uma "dor de saudade", por se tornar aguda a consciência da perda, ainda mais intensa do que no primeiro abandono.


 


Ao ler "O essencial sobre Marcel Proust", de Mega Ferreira (obra apenas digital), percebe-se, escrito como ninguém e com uma inigualável sensibilidade como era o caso de Marcel Proust, que isso não só acontece nos regressos como se repete nas deambulações pelos espaços há muito imaginados.


 


 


 


 



 


 

 2ª edição do post. Reescrito.

 

sábado, 12 de maio de 2012

labirinto da auto-estima

 


 


 



 


 


Casos, opiniões, natura e uso


Fazem que nos pareça esta vida


Que não há nela mais que o que parece.


 


Camões (Citado por Eduardo Lourenço em


"O labirinto da saudade", 1972, p.17)


 


 


 


A saudade é uma inscrição portuguesa e tem todas as condições para se intrometer na actualidade. Os portugueses já não conseguem ver em frente sem a nostalgia a empurrar-lhes o olhar para o passado. É interessante nomear que, dois anos depois do célebre país da tanga, em 2004, a convocação mediática da auto-estima era moda e terapia obrigatória. Seria ainda mais interessante, ouvir o que têm a dizer agora os assinantes dos receituários.


 


O país está deprimido. Vive-se a delapidação a cada passo. Não há nação que se levante sem um sistema escolar vivo de esperança. Se a depressão é um fenómeno geral, as escolas reflectem um sentimento duplicado: à pré-bancarrota acrescentam a devastação dos últimos anos.


 


Se os efeitos educativos são quase sempre a longo prazo, intuo que os resultados da desgastante luta de muitos professores portugueses também o serão. Talvez só no final desta década se sentirão os efeitos. Contudo, importa fazer um esforço de memória e pensar como seria o momento se os professores titulares ainda existissem, se o monstro burocrático da avaliação ainda nutrisse tanta simpatia desconhecedora, se o modelo de gestão escolar não estivesse descredibilizado e se o estatuto do aluno não tivesse os alicerces em desconstrução acelerada para benefício da condição dos discentes.


 


 


(Já usei parte deste texto noutro post.)