quinta-feira, 5 de junho de 2008

nava





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Luís Miguel Nava viveu de 1957 a 1995 e escreveu poesia de eleição.



Um poema do seu livro "Vulcão".





Fome





Aqui, onde a mão não

alcança o interruptor da vida, aqui

só brilha a solidão.

Desfazem-se as lembranças contra os vidros.



Aqui, onde a brancura

dum lenço é a brancura do infortúnio.



aqui a solidão

não brilha, apenas

se estorce.

A fome fala através das feridas.







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