
(encontrei esta imagem aqui)
Recebi por email um texto que se refere às próximas eleições para o parlamento europeu. O cabeça de lista do partido político que apoia o actual governo é Vital Moreira. Sobre algumas das intervenções políticas deste conhecido professor já uma vez publiquei um texto, de Vasco Tomás, que pode ler aqui. Claro que, e a exemplo da proposta inerente ao texto que vai ler, também não votarei no partido socialista.
Ora leia o texto de Constantino Piçarra e tire as suas conclusões.
QUEM ODEIA OS PROFESSORES NÃO PODE TER O SEU VOTO
Vital Moreira, reputado professor de Direito da Universidade de Coimbra, foi, este fim-de-semana, no Congresso do Partido Socialista, dado a conhecer como cabeça de lista deste partido nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.
Vital Moreira é uma personalidade com um passado e um presente político conhecido de boa parte dos portugueses.
O que, talvez, nem todos saibam é que este mestre de Direito nutre um profundo desprezo pela classe docente, só comparável ao da actual Ministra da Educação.
De facto, em 18 de Novembro de 2008, no jornal "Público", Vital Moreira faz um dos ataques mais rasteiros e mais odiosos que me foi dado ler em todo este processo de luta dos professores contra o actual sistema de avaliação.
Que diz aí Vital Moreira? Basicamente quatro coisas, a saber:
a) Que não existe qualquer razão para que os professores não sejam avaliados para efeitos de progressão na carreira;
b) Que os professores não gozam de direito de veto em relação às leis do país, nem podem auto-isentarem-se do seu cumprimento, pelo que não é aceitável qualquer posição que implique resistência à aplicação do actual modelo de avaliação;
c) Que o governo não pode ceder às exigências dos professores, devendo antes abrir processos disciplinares a todos aqueles que ponham em causa a concretização da avaliação dos docentes tal como foi congeminada pelo Ministério da Educação;
d) Que o governo, na batalha contra os professores, deve esforçar-se por chamar a si a opinião pública, isolando, desta forma, a classe docente.
Este é o pensamento de Vital Moreira, onde a sua veia caceteira surge bem expressa.
Mas, mais do que isso, este texto, publicado no "Público", revela-nos um verdadeiro guia político da acção do Ministério da Educação contra os professores.
Que cada colega não perca a memória e dê a devida resposta a este senhor nas eleições para o Parlamente Europeu, é o mínimo que está ao nosso alcance.
Constantino Piçarra
ResponderEliminarLembro-me bem do que ele escreveu no Público.
Embora esteja um pouco esquecida, no que se refere à nossa já longa luta e aos ataques que nos desferem, aí a minha memória nunca falha.
Agradeço a tua lembrança, mas já não fazia conta de votar neste palerma. Sim, hoje como é dia da Mulher, tenho de ser simpática e portanto ficamos pelo palerma. É até ternurento: Vital palerma!
Bjo
Paulo,
ResponderEliminarainda não escreveste sobre os erros ortográficos, gramaticais e de sintaxe do Magalhães!
Bjo
Vêm aí três eleições. Saibamos bem do que falamos. Uma coisa é indisputável: existirá vida além do PS? As últimas sondas espaciais não dão sinais de vida. Alguma água antiga aqui e ali. Sulcos e vestígios de água. Mas mais nada. O que me faz parecer é que existe vida para além do PS de hoje. Importa é reanimar. A malta.
ResponderEliminarou
ResponderEliminarora lê o rss de educação (1)
ResponderEliminarFizeste-me rir. Sim claro. O meu ideário, digamos assim, navega no universo de ideias onde se incluía o partido socialista. Mas não voto no partido socialista de hoje. O resto
ResponderEliminarOk! Já tinha lido. Mas bateste muito pouco e a coisa é grave.
ResponderEliminarDiz-se que já foram ordens para as escolas, no sentido dos professores desinstalarem os ditos jogos.
Vou ter de pedir horas para isso!
Já me estou a ver:
"Meninos, amanhã tragam os Magalhães para eu tirar os joguinhos!"
"Não, Isabel, tira tudo menos os jogos".
Claro Isabel.
ResponderEliminarFalei, salvo erro, em quem controla a retirada estratégica e em desrespeito e campanha despudorada.
Mas devo dizer-te que no dia em que escrevi isso estava desesperado pelos motivos que conheces. Não tinha cabeça para mais nada: escrevi aquilo para desanuviar um pouco e às tantas da manhã.
Nem sei se voltarei ao assunto. Não é que não mereça; já está muito discutido. Todavia, o papel inacreditável de agentes comerciais que estão a pedir aos professores nesse processo mais o que se adivinha em relação ao software, vai merecer uma entrada logo que a minha vida acalme um pouco.
Tens razão "Mas bateste muito pouco e a coisa é grave".