"Sondagem: Empate técnico, mas com AD à frente do PS por um ponto."
Os meus textos e os meus vídeos
quarta-feira, 22 de maio de 2024
domingo, 2 de junho de 2019
Tensão Democrática

Uma epifania invadiu as mentes mediáticas após as eleições europeias. Mesmo sem qualquer estudo, a geração Erasmus foi de imediato acusada de ingratidão: não votaram; abstiveram-se. E de quem é a culpa? Obviamente que é da escola e dos professores. Com segurança, só podemos afirmar que a abstenção é um produto de uma sociedade que exacerbou o individualismo; também de quem governa. E interroguemos: que escola (a tal que adoece alunos, professores e outros profissionais) é que existiu na última década e meia? Também se educa pelo exemplo e todos os estudos indicam inequivocamente que a democracia foi eliminada das escolas em 2009 (porque inscrevia muito trabalho e exigia muita negociação). Nesse sentido, como é que se educa para a democracia numa instituição que não a vive? E, já agora, como é que a sociedade educa os jovens? Segundo a OCDE e a Universidade do Minho, os nossos adolescentes revelam uma "falta de autonomia assustadora e são os mais ansiosos da OCDE".
Para poupar acusações de parcialidade, sublinhe-se que, ainda recentemente, os conselheiros do CNE denunciaram que "as sucessivas reformas foram regulamentadas por questões financeiras e de caráter ideológico".
"É preciso agir urgentemente junto dos jovens para combater a abstenção", disse o ministro da Educação na Conferência "Educação, Cidadania, Mundo. Que escola para que sociedade?" E acrescentou: "a escola tem um papel fundamental no processo de criar sociedades livres, democráticas e sustentáveis e é preciso uma prática diária para que a cidadania se cumpra". O facto, é que passou uma legislatura e o Governo não mexeu uma vírgula para o regresso da democracia às escolas. Nesta matéria, o Governo não se pode queixar de Bruxelas ou do Parlamento Nacional (basta ler os programas eleitorais) e nem sequer do FMI, do BCE, do BdP, dos sindicatos ou dos mercados. Fundamentalmente, olhará para dentro e questionará o conformismo perante as políticas neoliberais puras e duras aplicadas à escola que provocaram a ineludível tensão democrática.
Nota: o monstro da avaliação dos professores está em fase de dilacerar a atmosfera com injustiças e o spin neoliberal de dividir, pela inveja social, para reinar: "nota máxima para mais de metade dos professores do ensino superior"; "um juiz estagiário ganha mais do que um professor do não superior no topo" (há 115 índices remuneratórios no Estado; o máximo dos professores é o 57º); em "95% das empresas não existe avaliação do desempenho e nas restantes é uma farsa quase generalizada". Ou seja: como os professores são muitos, levam com a nação em cima. É evidente que o post tem toda a relação com a nota.
terça-feira, 28 de maio de 2019
Da Culpa da Geração Erasmus
A tal geração Erasmus votou em números muito reduzidos (é o que se diz por aí) para espanto de alguns que se apressaram a culpar a escola. Acusam os jovens adultos de ingratidão (como se empregos com um mínimo de qualidade estivessem ao virar da esquina). Não me parece uma conclusão rigorosa. O que podemos afirmar com segurança, é que os números da abstenção nas eleições europeias terão uma qualquer relação com uma sociedade que exacerbou o individualismo. Nesse sentido, é importante interrogar: que escola é que existiu na última década e meia? (a tal que adoece os jovens?) Se se educa pelo exemplo, qual é o ambiente democrático das nossas escolas há cerca de uma década?
Também seria interessante encontrar respostas para o seguinte: como é que a sociedade educa os jovens? (segundo a OCDE e a Universidade do Minho, os nossos adolescentes revelam uma "falta de autonomia assustadora", com tendência a aumentar, e são os mais ansiosos da OCDE)
segunda-feira, 27 de maio de 2019
A Culpa Foi dos Professores
A culpa foi dos professores: a abstenção foi a mais alta da história porque os professores não foram votar; a direita sofreu uma derrota histórica porque se associou à luta dos professores; o BE subiu porque captou o voto dos professores (afinal, os professores votaram ou não?); o PCP baixou porque os trabalhadores ficaram com ciúmes da insistência dos sindicatos de professores; o PS subiu dois pontos em relação a 2014 porque não cedeu aos professores. Enfim. Ficava mais uma hora em conclusões destas que se ouvem por aí. Dá ideia que o mainstream não quer ler de outro modo a abstenção (os abstencionistas não serão todos desinformados e desinteressados pela política) e os votos nulos e brancos. Por outro lado, esta votação nas legislativas resultava numa configuração parlamentar diferente da actual: vários partidos com um eleito; a direita tradicional sem qualquer deputado em vários distritos; o PAN com eleitos em vários distritos; a possibilidade de outra configuração para uma geringonça 2.
terça-feira, 27 de maio de 2014
crise sobre crise - repete-se a história recente do ps
Estamos institucionalmente em crise. A coligação que governa é minoritária e a maioritária oposição parece que não consegue forjar uma alternativa sólida de Governo. Se deixarmos de lado a análise da abstenção e dos votos brancos e nulos, as eleições europeias retrataram o referido.
É exactamente por isso que já se iniciaram movimentos de disputa de liderança no PS. Quem deseja, acima de tudo, uma mudança de Governo impacientou-se e repete-se a história recente do PS. Veremos como termina.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
das eleições europeias (2) - assis & rangel
A imagem que colei no post foi a primeira que me apareceu na mente quando o PS anunciou Assis como cabeça de lista num post que intitulei de "Assis & Rangel".
Estou mais atento às questões da Educação. Assis, para além de um "Lurditas D´Oiro", passou três anos quase a subscrever o para além da troika. Vinte e quatro horas depois de ser anunciado candidato, o seu discurso inclinou cento e oitenta graus.
E se formos analisando os componentes da lista do PS, não diferem muito de Assis. Maria João Rodrigues, a número dois, ainda recentemente afirmou que "o principal problema português é a ausência de modelos de avaliação, com uma alusão às políticas do seu partido, que, disse, encontraram resistências em interesses instalados. Como professor, senti logo um arrepio".
Enfim. O legado dos últimos governos do PS ainda estão bem presentes e há demasiada gente a viver na estratosfera.
das eleições europeias (1) - a revisão constitucional e o futuro
A percentagem de votos no arco da governação, e a manter-se nas próximas legislativas, já não lhes permite mudar a constituição. Estão cada vez mais longe dos 66,6%. É evidente que a soma do PS com o PSD nem aos 60% chega e o CDS já deve ir no meio-táxi, qualquer coisa entre o BE e o Livre.
A ideia de um bloco central, que acordaria uma revisão constitucional para ainda mais austeridade, pode ser desastrosa e abrir caminho a uma ditadura.
É exactamente este cenário que quem quiser ganhar eleições para governar com estabilidade tem que contrariar. Para isso, necessita de uma liderança com provas dadas e que não assuste os eleitores ao negociar com as forças que estão fora do arco governativo.
domingo, 25 de maio de 2014
da queda histórica da direita
As sondagens são o que são, mas é possível tirar algumas conclusões. A abstenção aumenta e reflecte a falta de entusiasmo com o estado da democracia.
A direita para além da troika tem uma inapelável derrota nestas eleições. O CDS, que desde o início da governação pôs a campanha eleitoral acima dos interesses do país, tentará culpar o PSD num gesto típico da sua irrevogável condição, mas a derrota é de ambos e justifica que acreditem num antecipado regresso à bancada da oposição.
O PS vence, mas com um sinal evidente do eleitorado: a democracia portuguesa cansou-se da política de aparelho e do denominado arco da governação que capturou a democracia. Os eleitores reflectiram e querem soluções governativas que ultrapassem o conhecido.
A CDU beneficia do voto de protesto e obtém uma muito boa votação, o PT tem um crescimento que pode não ser sustentado e o BE quase que desaparece; naturalmente.
Este post será actualizado.
domingo, 22 de setembro de 2013
talvez custe ler
Na sua crónica intitulada "O que fará Merkel com a sua vitória?", Teresa de Sousa escreve assim:
"(...)O SPD ainda não conseguiu ultrapassar uma votação medíocre (26 por cento), que regista desde que Schroeder decidiu que a Alemanha tinha de fazer profundas reformas para se tornar competitiva, que colidiam com as regalias dos trabalhadores (a histórica base de apoio do SPD) e com a generosidade do Estado social. A sua “Agenda 2010”, que está na base da transformação da Alemanha de “homem doente da Europa” numa economia altamente competitiva, ainda não foi perdoada.(...)".
Repare-se no preciosismo da cronista, "(...)Alemanha de “homem doente da Europa” numa economia altamente competitiva(...)", que parece concluir: a devastação ultraliberal, que absorveu os sociais-democratas alemães, leva as sociedades de doentes a competitivas. Mesmo que as pessoas sofram, que o desemprego seja enorme, que proliferem os mini-jobs de 450 euros mês, o que interessa é o "competitivo" em favor de uma minoria que se dedica ao casino financeiro. De certa forma, os sociais-democratas, e perante a vitória eleitoral de Merkel, querem puxar para si o mérito da devastação europeia. A esquerda capitulou mesmo.
domingo, 8 de março de 2009
europa

(encontrei esta imagem aqui)
Recebi por email um texto que se refere às próximas eleições para o parlamento europeu. O cabeça de lista do partido político que apoia o actual governo é Vital Moreira. Sobre algumas das intervenções políticas deste conhecido professor já uma vez publiquei um texto, de Vasco Tomás, que pode ler aqui. Claro que, e a exemplo da proposta inerente ao texto que vai ler, também não votarei no partido socialista.
Ora leia o texto de Constantino Piçarra e tire as suas conclusões.
Constantino Piçarra
-
O discurso, em Davos, de Mark Carney, PM do Canadá, é corajoso. O texto - a prosa é mesmo sua e publico a tradução como recebi por email de...
-
O cartoon "One year of Trump" é de Gatis Sluka. Encontrei-o na internet sem restriçoes de publicação. Sabemos que o centro de gr...
-
O Correntes mudou de casa. A nova morada é em https://correntesprudencio.blogspot.com/ A mudança da SAPO para o Blogspot deve-se ao encerr...