Professores disseram em Lisboa um último "Adeus, Milu"
""Quer ouvir? Isto é fresquinho, fresquinho, da semana passada", convida Eva Gonçalves, professora de Português/Francês de uma escola "problemática" do Porto. Quer contar a última novidade sobre métodos para acabar, ao mesmo tempo, com o abandono e o absentismo escolares. O director da escola onde dá aulas decidiu que os professores passam a só poder marcar faltas no final da aula e, assim, mesmo os alunos que chegam cinco minutos antes do fim não levam falta. "Está resolvido o problema do abandono escolar", brinca a docente de 56 anos. "A nação pagará caro o sucesso estatístico encomendado", lê-se numa faixa negra pendurada perto de si.
A Assembleia da República, em Lisboa, foi ontem o ponto de confluência de centenas de professores - mil, segundo a polícia, e 1500 a dois mil, segundo a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino - que antes se tinham concentrado frente ao Ministério da Educação, contra a política educativa do Governo, e ao Palácio de Belém, "contra o silêncio do Presidente da República".(...)"
Um último adeus apesar do chefe do governo andar a meter os pés pelas mãos sobre o assunto da composição do próximo governo. É muito spin e muito público alvo para a cabeça de um humano.
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