Não vale a pena meter a cabeça na areia: o bullying existe e o seu combate exige que quem dirige as escolas e o ministério da Educação saiba de direito e não apenas de leis.
Há muito que se percebeu que este estatuto do aluno desautoriza os professores e que não trata a relação professor/aluno como uma ligação pedagógica entre um adulto e uma criança ou jovem, mas como uma situação judicial em que o professor é um juiz, o aluno um réu, a má burocracia o advogado de defesa e o encarregado de educação um estrangeiro em parte incerta.
O que se passa é grave e vai-se arrastando. Concordo com o que o Ramiro Marques escreve aqui e de onde retirei o parágrafo que colo de seguida:
"(...) No ano passado, houve mais de 6 mil ocorrências tipificadas como bullying. O bullying alastra no país. Os agressores ficam quase sempre impunes. As vítimas ou mudam de escola - quando os pais têm poder económico para isso - ou desistem de estudar. Os pais dos agressores colocam-se, regra geral, a favor dos filhos, desvalorizando as agressões e encobrindo os actos. Professores e directores têm uma enorme dificuldade em reunir provas. Ninguém quer dar a cara. E quando os professores conseguem reunir provas ficam paralisados devido a um Estatuto do Aluno que protege os agressores e impede que se faça justiça.(...)"
... ai existe, existe.
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