Professor suicidou-se por causa das ameaças dos alunos
"Na manhã de 9 de Fevereiro, L. V. C. parou o carro no tabuleiro da Ponte 25 de Abril, no sentido Lisboa-Almada. Saiu do Ford Fiesta e saltou para o rio. Há vários meses que o professor de música da Escola Básica 2+3 de Fitares (Sintra), planearia a sua morte. Em Novembro escreveu uma nota no computador de casa a justificar o motivo: "Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimentos, a única solução apaziguadora será o suicídio".
L. V. C., sociólogo de formação, tinha 51 anos, vivia com os pais em Oeiras, era professor de música contratado e foi colocado este ano lectivo na Escola Básica 2+3 de Fitares, em Sintra. Logo nos primeiros dias terão começado os problemas com um grupo de alunos do 9º ano. Aindisciplina na sala de aula foi crescendo todos os dias, chegando ao ponto de não conseguir ser ouvido. Dentro da sala, e ao longo de meses, os alunos chamaram-lhe careca, tiraram-lhe o comando da aparelhagem das mãos, subindo e descendo o volume de som, desligaram a ficha do retroprojector, viraram as imagens projectadas de cabeça para baixo.
Houve vezes em que L. V. C. expulsou os alunos da sala, vezes em que fez participações disciplinares. Foram pelo menos sete as queixas escritas que terá feito à direcção da escola, alertando para o comportamento de um aluno em particular. Colegas e familiares do professor de música asseguram que a direcção não instaurou nenhum processo disciplinar.(...)"
QUE HORROR!!!!
ResponderEliminarSEM MAIS PALAVRAS E PONTO FINAL.
ResponderEliminar
ResponderEliminarQue mais podemos dizer? Ninguém nos ouve!
José Luiz Sarmento Diz:( comentário roubado do blogue" A educação...")
ResponderEliminarMarço 12, 2010 at 4:07 pm
Mal vai o ensino quando a qualidade prioritária exigida aos professores é a robustez psicológica e não o saber específico (ninguém ensina o que não sabe), a cultura geral (sem a qual não poderá contribuir para a integração dos saberes), a dedicação, a empatia ou a capacidade e o gosto de ensinar.
A impassibilidade perante provocações e agressões é imprescindível num polícia de elite, e mesmo neste precisa de ser treinada. Devia ser dispensável num professor.
Combate-se o bullying precisamente para proteger os mais frágeis, sejam eles alunos ou professores. Que lá por serem frágeis não perdem o direito a aprender e a ensinar.
Nem tenho palavras... apenas uma enorme tristeza.
ResponderEliminarE é esta a minha pátria... da qual me envergonho...
ProfBlog para já indisponível! Alguém entrou com a conta do Ramiro, no blogue e publicou em seu nome, um post com conteúdos muito pouco póprios. quem tem interesse em fazer este tipo de coisas?!...
ResponderEliminarCristina,
ResponderEliminaracredito, neste momento, que "eles" são capazes de tudo para que as nossas vozes se calem.
Mas não conseguirão!
Abraço!
Vivas a todas.
ResponderEliminarQue coisa mais chocante. E não menos chocante é o desenvolvimento. Há algumas pessoas que ocupam cargos na estrutura do ME que deviam estar caladas. Assim mesmo: caladas (para não dizer outra coisa)
Mais um pico de VERGONHA!!!!
ResponderEliminar