terça-feira, 2 de março de 2010

sinais de fogo

 


 


 


Foi daqui


 


 


 


Sei há muito que existe Miguel Sousa Tavares (MST); sei que coordenou uma interessante publicação de jornalismo de investigação; sei que fez bom jornalismo televisivo; sei que é um escritor que vende bastante mas confesso que não li os seus livros; soube pela blogosfera que desferia ataques sem fim à luta dos professores e que defendia com unhas e dentes as políticas na Educação do actual primeiro-ministro; sei que tem um programa televisivo "sinais de fogo" que me fez sintonizar a sic generalista no horário nobre: vi os dois primeiros programas: mais no segundo do que no inicial, MST adoptou um género entrevistador incómodo, incisivo, algo convencido da verdade e que chega a sufocar o entrevistado;


 


MST afirmou que Portugal deve ser o único país do mundo democrático onde se discute a liberdade de imprensa; ou seja, MST gosta das falácias e di-las de forma acutilante de modo a perturbar o contraditório; MST quis desvalorizar os que discutem a liberdade de imprensa em Portugal; MST quis dizer que em democracia não é necessário discutir a liberdade de imprensa; MST quis dizer que a liberdade de imprensa só se deve discutir em sociedades não democráticas; MST quis dizer que uma vez democracia, democracia para sempre; MST quis dizer que é parcial, algo convencido e pouco rigoroso nos seus juízos.

6 comentários:

  1. Uma pessoa tão convencida desse tipo de verdades "à americana" ainda deve acreditar que não existiu Watergate...

    ResponderEliminar
  2. Boa Paulo. Eu também sei que MST...

    ResponderEliminar
  3. Em mais nenhuma democracia se discute liberdade de imprensa? É boa.

    ResponderEliminar

  4. Mas não é apenas nas democracias que há debate sobre liberdade? Qual o espanto do MST?

    ResponderEliminar
  5. Debate livre, claro.

    ResponderEliminar