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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

não ajuda nada

 


 


A edição impressa do Público de ontem classifica Fernando Lima como o incorrigível spin. O polémico ex-assessor de imprensa do presidente da República, e actual assessor político, merece a seguinte nota: "Preparem as baterias, apontem os canhões que no ar paira o perigo do jornalismo livre. O alerta chegou-nos esta semana pela pena de Fernando Lima (...), que diz que "uma informação não domesticada constitui uma ameaça" (...) e que o controle do perigo faz-se (...)com "a manipulação da informação". Num país que apreciasse de verdade a liberdade, o spin doctor de Belém estaria em xeque."


 


Cavaco Silva tem-se rodeado de figuras inclassificáveis. Nesta fase da democracia, e mesmo em qualquer outra, não ajuda nada um presidente com estas circunstâncias. Se nos lembrarmos de Oliveira e Costa, Duarte Lima, Isaltino de Morais ou daquele ex-conselheiro de estado (não me lembro do nome) que se diz estar em Cabo Verde, só podemos ficar inquietos. A questão da domesticação de quem produz informação, que é tão cara a Fernando Lima, é uma realidade que muitos bloggers têm sentido por parte dos poderes formais da democracia. Dá que pensar a notícia do The Economist que considera Portugal menos democrático do que Cabo Verde. A olhar para os imigrantes que a jovem nação tem recebido, é caso para temer pela sua descida no ranking.

terça-feira, 2 de março de 2010

sinais de fogo

 


 


 


Foi daqui


 


 


 


Sei há muito que existe Miguel Sousa Tavares (MST); sei que coordenou uma interessante publicação de jornalismo de investigação; sei que fez bom jornalismo televisivo; sei que é um escritor que vende bastante mas confesso que não li os seus livros; soube pela blogosfera que desferia ataques sem fim à luta dos professores e que defendia com unhas e dentes as políticas na Educação do actual primeiro-ministro; sei que tem um programa televisivo "sinais de fogo" que me fez sintonizar a sic generalista no horário nobre: vi os dois primeiros programas: mais no segundo do que no inicial, MST adoptou um género entrevistador incómodo, incisivo, algo convencido da verdade e que chega a sufocar o entrevistado;


 


MST afirmou que Portugal deve ser o único país do mundo democrático onde se discute a liberdade de imprensa; ou seja, MST gosta das falácias e di-las de forma acutilante de modo a perturbar o contraditório; MST quis desvalorizar os que discutem a liberdade de imprensa em Portugal; MST quis dizer que em democracia não é necessário discutir a liberdade de imprensa; MST quis dizer que a liberdade de imprensa só se deve discutir em sociedades não democráticas; MST quis dizer que uma vez democracia, democracia para sempre; MST quis dizer que é parcial, algo convencido e pouco rigoroso nos seus juízos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

para seguir com toda a atenção: a justiça a funcionar

 



Foi daqui


 


E ainda dizem que a justiça não é célere e não funciona. Ora leia.


 


 



Providência cautelar tenta impedir publicação de mais escutas no semanário "Sol"


 


"Dois oficiais de justiça foram ao início da tarde às instalações do semanário "Sol" para tentar notificar os responsáveis do jornal de uma providência cautelar, mas não conseguiram concretizar esta acção judicial, pois não estavam presentes nenhum dos citados.(...)"


 


 


 


 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

quero ser livre?

 



 


Não sei até que ponto a liberdade está em causa em Portugal, mas sei que, a exemplo da defesa da democracia, a sua afirmação é uma exigência diária, dá trabalho e nunca é redundante.


 


Tenho conhecimento de uma petição promovida por blogues que, e ao que me dizem, são dos mais diversos quadrantes políticos.


 


Divulgo a iniciativa e faço a ligação para o blogue aqui.


 


A comunicação social mais tradicional começa a dar conta do que se está a passar.


 



Petição e manifestação “pela liberdade” em marcha na Internet


 


"São na sua maioria autores de blogues. As suas simpatias políticas vão da esquerda à direita. Uniram-se para pedir esclarecimentos sobre o caso Face Oculta depois das revelações feitas pelo semanário "Sol". Lançaram uma petição pública “pela liberdade” e, quinta-feira, às 13h30, manifestam-se frente à Assembleia.(...)"


 

liberdade de imprensa

 


 



Foi daqui


 


"Chama-se liberdade de imprensa o direito exclusivo que têm certos potentados ou certos malfeitores, graças à sua fortuna ou às suas chantagens, de influir na opinião do país. O problema não está, evidentemente, em impedir a liberdade desses homens, mas em pôr a imprensa ao alcance de todos, de maneira que os argentários não continuem a possuir o monopólio da opinião" (Raul Proença in "Seara Nova", 1928).


 


Citação retirada daqui.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

liberdade de expressão

 


 


 



Foi daqui.


 


 


 


 



Manuel Alegre em artigo no Público

"Contra o medo, liberdade"




 





"Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra ele lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á. Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Casos pontuais que, entretanto, começam a repetir-se. Não por acaso ou coincidência. Mas porque há um clima propício a comportamentos com raízes profundas na nossa história, desde os esbirros do Santo Ofício até aos bufos da PIDE. Casos pontuais em si mesmos inquietantes. E em que é tão condenável a denúncia como a conivência perante ela.(...)"


 


 


 


Continua aqui.