É da história e não fui buscar, sei bem disso, algo que não se conheça em detalhe. O óbvio, o recorrente e mesmo o redundante acabam sempre por provocar-me. O Zé Ninguém, "(...)o homem comum, é capaz de fazer de si próprio, de como sofre e se revolta, das honras que tributa aos seus inimigos e do modo como assassina os seus amigos. Sempre que chega ao poder como “representante do povo”, aplica-o mal e transformado em qualquer coisa ainda mais cruel do que o sadismo que outrora suportava por parte dos elementos das classes anteriormente dominantes(...)."
Nunca me passou despercebido. Um qualquer Zé Ninguém, e logo que contacta com a volúpia poderosa, é capaz de se sentir dono do mundo e de tratar de modo altaneiro os seus subordinados. Com os professores acontece o mesmo. Referem-se de peito inchado, e com desprezo, aos seus colegas de outrora com um "eles": os outros; os culpados. Não tarda, imaginam um perigoso burburinho pelos sítios por onde passam, vêem sombras perseguidoras a cada passo e incomodam-se com a presença em sala de professores; desfalecem e obstinam com a descoberta do melhor modo de criar raízes nas cadeiras.
Lapidar Paulo.
ResponderEliminarDivinal, para não variar.
ResponderEliminarTás cuma veia...
ResponderEliminarMuito bom. É um retrato da escola do ano passado...
ResponderEliminarRetrato da minha escola do ano passado em Lisboa.
ResponderEliminarVem mesmo a propósito:
ResponderEliminarVasco Santana, no papel de um estudante universitário ... Dizia ele, "afinal, sou ou não sou Doutor?"
Drs . há muitos no desemprego... seu palerma!