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domingo, 16 de abril de 2023

Da sociometria e da mesa negocial - post de 21.07.18

Da sociometria e da mesa negocial


21.07.18

 


Preferência, rejeição e indiferença são as três escolhas que iniciam os estudos das relações de grupo. O estatuto menos desejável é a indiferença. No caso dos professores, não é saudável que a indiferença se estabeleça em relação aos actores da mesa negocial.


terça-feira, 23 de agosto de 2022

Do Risco e das Utopias


Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,



"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".



A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.


domingo, 15 de maio de 2022

Revoluções e Evaporações

Sociólogos da educação desenharam, na primeira década do milénio, uma revolução nas escolas portuguesas inspirada na estrutura vertical da organização militar. A aplicação dessas teses noutras organizações do mundo do trabalho provocou convulsões inimagináveis que resultaram em precariedade e burnout e noutros fenómenos sociais, e até psiquiátricos, graves. Está documentado. Mas os revolucionários escolares teimam em não assumir o desaire. É estranho; e é pena porque se evitavam tantos problemas de saúde pública. Aliás, é também surpreendente a teimosia revolucionária porque é frequente a literatura da sociologia citar Franz Kafka: “Cada revolução evapora-se deixando atrás de si apenas o depósito de uma nova burocracia.”


3ª edição.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

A Pandemia Está Dentro Do Prazo

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Antes do mais, é notória a impaciência pandémica em paralelo com o sentimento de indiferença que se iniciou antes da pandemia. Aliás, as democracias ocidentais debatem-se com problemas críticos anteriores à Covid-19: aumento da abstenção e crescimento das forças autoritárias pela sobreposição das políticas extractivas em relação às inclusivas. O ambiente que se seguiu à crise de 2007 (que foi originada por décadas de mercados desregulados e paraísos fiscais) terá um prolongamento se as democracias não aprenderem com uma pandemia que deixará um lastro económico imprevisível. Já se percebeu que o fundamental PRR é naturalmente parcelar e que é preciso agir nos pormenores que diferenciam.


E importa recordar que a pandemia, como a ciência não se cansou de avisar, está dentro do prazo. Portanto, é preocupante que "seja uma oportunidade perdida" nos sistemas de saúde, como diz, devidamente fundamentado, Nelson Pereira, director da Urgência do S. João. Do mesmo hospital e também no último Expresso, Artur Paiva, professor da FM da UP e chefe do SMI, afirma que "o vírus não vai desaparecer e que a próxima pandemia tenderá a surgir em menos de dez anos. É preciso vacinas e tratamentos eficazes para os casos graves."


E tudo indica que a educação também perderá uma oportunidade. As impensadas teses da escola segura foram uma grave perda de tempo e geraram inércia. Sabia-se que as escolas não cumpriam os 3 c's (aproximação física, espaços fechados e aglomeração de pessoas) e que eram uma plataforma da disseminação do vírus na sociedade com a agravante das crianças e jovens assintomáticas e com falsos negativos nos testes. Como já se escreveu várias vezes, há objectivos estruturantes e civilizados para melhorar os 3 c's dentro e fora da escola que devem ser perseguidos progressivamente e concretizados no curto prazo onde for possível (desde logo, uma área metropolitana tem exigências diferentes de um concelho do interior ou de dimensão semelhante): horários desfasados, turmas com um número decente de alunos ou por turnos, descentralização de intervalos e pequenas interrupções a cada seis semanas de aulas. 


E se a eliminação desta discussão nos debates orçamentais e eleitorais resulta também do silêncio comprometido das oposições democráticas (nem sequer se debate a imprudente e preocupante dependência tecnológica nas escolas e o seu ambiente democrático), era bom que a "rede" de sociólogos que arquitectou a engenharia financeira que nos levou à falta estrutural de professores e às turmas numerosas estivesse atenta ao sociólogo alemão Ulrich Beck (que já em 2016 se punha no lugar do "eleitor desorientado e perdido": “Já não entendo o mundo") e ao que escreve a jornalista e historiadora Anne Applebaum na "The Atlantic": “as autocracias são geridas por sofisticadas redes compostas por estruturas financeiras cleptocráticas, serviços de segurança e propagandistas profissionais. Os membros destas redes estão ligados em muitos países. Washington fala da influência chinesa, mas o que realmente liga os membros deste clube é o desejo de preservar e aumentar o poder pessoal e as suas riquezas”.


Se a inércia continuar a fazer escola associada a um marketing partidário desfasado do real, as democracias correrão sérios riscos e não se poderá dizer que não houve avisos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

A Escola Faz um Retrato à Saúde, à Democracia ou a Ambas?

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Nada foi feito para durar. Vivemos em tempos líquidos cheios de sinais confusos, propensos a mudar com rapidez e de forma imprevisível.” Se as ideias de Zygmunt Bauman (1925-2017) já se aplicavam à escola da sociedade pré-covid, então retratam na perfeição o clima das “salas de aula” nas fases já vividas da covid-19.


Repare-se que mesmo nas décadas do tempo sólido, em que para que todas as escolas abrissem em Setembro bastavam listas das turmas e horários, a OCDE (2019) concluía: seria insuficiente se “os professores portugueses não fossem os melhores a adaptar as aulas às necessidades dos alunos” (e, já agora, acrescento que, em regra, os alunos ajudavam muito).


No tempo sólido, e apesar de políticas educativas comprovadamente contraditórias e líquidas, a sociedade desenvolveu-se, escolarizou-se e melhorou as aprendizagens dos alunos (os resultados em educação demoram duas décadas a aparecer). Aliás, no início da década de 80 do século passado estavam tão atrasadas em relação à generalidade dos países europeus que esta semana se percebeu o óbvio: progredimos mais do que a média dos já desenvolvidos. Contudo, e segundo dados de António Costa Silva, somos o “pior” país europeu na conclusão do secundário e é consensual que ainda temos muito caminho a percorrer para eliminar a pobreza e o abandono escolar precoce.


Dito isto, é compreensível que a origem das desigualdades preencha as interrogações escolares mais prementes com simples formulações: por exemplo, se o resultado de um teste à covid-19 demora entre 48 e 72 horas, e se um aluno, professor ou outro profissional da educação de uma escola pública de massas tiver sintomas fortes, e até for internado, as pessoas que integram as bolhas com quem interagiu continuam a frequentar os mesmos espaços até se saber o resultado do teste? E o procedimento é igual em todas as áreas da sociedade e até em ambientes escolares menos massificados, com outro tipo de financiamento ou num grau de ensino onde a frequência é semana sim, semana não? Ou as respostas remetem-nos para mais efeitos do tempo líquido, e que se reflectem dentro das salas de aula, e a covid-19 resume-se a mais um difícil exercício que ficará entregue à citada conclusão da OCDE e à ajuda dos alunos? Ou tudo isto é um retrato da saúde ou da democracia? Ou de ambas?


Importa sublinhar que, se havia apreensão com o modo como as democracias lidam com pandemias, a resposta dos cidadãos foi exemplar. Com tantas e naturais incertezas da ciência, os cidadãos usaram a informação e anteciparam o isolamento social e outras medidas preventivas. Para isso, foi importante a prevalência da verdade e o clima de confiança que originou. Os cidadãos não estavam para estratagemas, infantilizações nem mistificações. Revelaram maturidade na adversidade. Queriam a verdade, por mais dura que fosse. Lidaram melhor com “toda a informação”. Anteciparam as exigências e incluíram os desvios desinformados. Houve uma auto-regulação cidadã que abriu uma janela de esperança e que contrariou os efeitos dos “novos hackers de dados da Cambridge Analytica”. E se houve, com a verdade da primeira vaga, um envolvimento cidadão que fortaleceu as democracias e confinou os movimentos mais populistas e irresponsáveis, espera-se que numa possível segunda vaga a transparência volte a ser inalienável.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Revoluções

Sociólogos da educação desenharam, na primeira década do milénio, uma revolução nas escolas portuguesas inspirada na estrutura vertical da organização militar. A aplicação dessas teses noutras organizações do mundo do trabalho provocou convulsões inimagináveis que resultaram em precariedade e burnout e noutros fenómenos sociais, e até psiquiátricos, graves. Está documentado. Mas os revolucionários escolares teimam em não assumir o desaire. É estranho; e é pena porque se evitavam tantos problemas de saúde pública. Aliás, é também surpreendente a teimosia revolucionária porque é frequente a literatura da sociologia citar Franz Kafka: “Cada revolução evapora-se deixando atrás de si apenas o depósito de uma nova burocracia.”


2ª edição.

domingo, 28 de julho de 2019

Das Revoluções (das escolares também)

 


Sociólogos da educação desenharam, na primeira década do milénio, uma revolução nas escolas portuguesas inspirada numa estrutura vertical ao jeito da organização militar. A aplicação dessas teses noutras organizações do mundo do trabalho provocou convulsões inimagináveis que resultaram em precariedade e burnout e noutros fenómenos sociais, e até psiquiátricos, graves. Está documentado. Mas os revolucionários escolares teimam em não assumir o desaire. É estranho; e é pena porque se evitavam tantos problemas de saúde pública. Aliás, é também surpreendente a teimosia revolucionária porque é frequente a literatura da sociologia citar Franz Kafka: “Cada revolução evapora-se deixando atrás de si apenas o depósito de uma nova burocracia.”

sábado, 21 de julho de 2018

Da sociometria e da mesa negocial

 


 


 


Preferência, rejeição e indiferença são as três escolhas que iniciam os estudos das relações de grupo. O estatuto menos desejável é a indiferença. No caso dos professores, não é saudável que a indiferença se estabeleça em relação aos actores da mesa negocial.


 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

das utopias e do risco

 


 


 


Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,


 



"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".


 



A perda de "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.


 


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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Das utopias e do risco

 


 


 


 


Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,



"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".



A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

do risco e das utopias

 


 


 


Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,


 



"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".


 



A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.


 


www.cartoonstock.com/cartoonview.asp?catref=cgo0149


 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

sociedades de risco

 


 


 


Com todos os riscos de quem retira do contexto uma qualquer passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,


 



"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".


 



A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias, no combate às desigualdades, por exemplo e se quisermos considerar a sua "totalidade" como tal, atravessar todas as gerações, o risco entranha-se nas sociedades e atinge a escala mundial; como a história, de resto, já nos explicou.


 


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domingo, 21 de junho de 2015

Sociedades atrasadas são mais desconfiadas

 


 


 


E quais são as instituições mais confiáveis nas sociedades mais atrasadas? As religiosas, diz o estudo do Público do passado fim de semana, e as da alta finança, digo eu e já explico.


 


Na página 15 da revista, e citando Pedro Magalhães, lê-se que "para pessoas como Putnam, a origem deste capital tem a ver com as instituições políticas no passado serem mais ou menos centralizadas, hierarquizadas, autoritárias; quanto mais, maiores os padrões de desconfiança". Villaverde Cabral "adverte que no caso português havia um indicador nada desprezível: o distanciamento ao poder é inversamente proporcional ao nível de educação".


 


Quem conheça o sistema escolar português não vacilará na conclusão: a hiperburocracia, por exemplo, deve-se a um estado insuportável de desconfiança. Por outro lado, a história recente comprovou a generalização da desconfiança para cima das classes média e baixa (quem não se lembra do mil vezes repetido: não prestam contas) enquanto a alta, com os casos BES & BPN como expoentes, vivia numa roda livre da máxima confiança.


 


Voltando ao sistema escolar, e agarrando num exemplo do momento, pensemos no acesso ao ensino superior: o júri nacional de exames montou paulatinamente uma teia que divinizou a desconfiança num processo de exames que equivale a 30% da nota de acesso, enquanto que estudos recentes comprovaram que há mais de uma década que há instituições mais endinheiradas que cometem irregularidades graves, e que têm provocado injustiças brutais e "irreparáveis", nos outros 70% da nota. E nada muda, nem sequer são emitidos quaisquer sinais disso, e repito uma antiga impressão inesquecível para quem tem memória para além do dia anterior: confiar?! Só confiamos no BES.


 


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quinta-feira, 19 de junho de 2014

dos reconhecimentos

 


 


 


 


 


 


 



Os professores portugueses reconhecem com facilidade as figuras retratadas no texto.


 


 


 


"(...)O socioeconomista von Hayek (Frederich A. von Hayek, "La Route de la servitude" (PUF, 1993)) observa que o poder que emana de um particular expressamente determinável - de um "tirano" - se torna rapidamente odioso, e certamente bastante mais insuportável do que as pressões exercidas por uma entidade anónima e não localizada - uma opinião pública ou um mercado - entidade que seriamos tentados a qualificar de ventríloqua. É por isso que o caos das opiniões, das ofertas e procuras económicas particulares força o respeito - como todas as entidades ventríloquas, com vozes sem rosto que falam com as suas vísceras.(...)"


 


 


Châtelet, Gilles (1998:38)


"Vivermos e pensarmos como porcos"


(sobre o incitamento à inveja e ao tédio


nas democracias-mercados).


Temas e Debates. Lisboa.


 


 


 


 


sexta-feira, 25 de abril de 2014

da lei de ferro das oligarquias e da crise da democracia

 


 


 


 


 


É indisfarçável: qualquer troca de opiniões sobre política tem conclusões comuns: os poderes financeiro, económico, comunicacional e tecnológico apoderaram-se da democracia e os políticos profissionais já nem se caracterizam pelo apego primeiro à cor partidária: sobrepõe-se o interesse pessoal.


 


No dia 22 de Abril de 2014 viajei de automóvel entre as Caldas da Rainha e Lisboa e ouvi na antena 2 uma entrevista a um recém-doutorado (pareceu-me que se apresentou como politólogo, mas não fixei o nome) sobre a lei de ferro das oligarquias (LFO) nos partidos políticos. Já googlei o assunto e a matéria passou ao lado dos média mainstream. O conceito LFO foi primeiramente observado por um sociólogo alemão (Robert Michels) no início do século XX e explicava o modo como se escolhiam as liderança partidárias nos partidos de governo. Mais do que os eleitores em geral ou os militantes partidários, essas escolhas que originam as chefias dos governos são determinadas pela LFO.


 


O doutorado português olhou para o nosso momento e encontrou a LFO nos principais partidos aos mais diversos níveis. O PS e o PSD têm as oligarquias muito estruturadas: mais o primeiro do que o segundo.


 


Estas conclusões não são uma novidade e até parecem naturais e capazes de proteger as sociedades dos populismos. Partidos políticos, sindicatos e inúmeras organizações abertas são basilares para a democracia e até agrupamentos secretos, a maçonaria (a regular; o GOL que ao que me dizem tem centros comercias muito underground com diversidade de lojas; e uma versão feminina) e a opus dei (ao que me dizem há também a opus night e a opus octopus), representam o seu papel.


 


A História diz-nos que os diversos tipos de sociedades tiveram um destino comum, por mais elevados que fossem os princípios ideológicos: o colapso. A dificuldade em fiscalizar a ganância deitou tudo a perder, ou dito de outro modo, a prevalência do mal, e a sua contrução sistémica, originou as quedas.


 


Percebe-se a preocupação com o estado da nossa democracia que se espelha nas mais variadas latitudes. A promiscuidade entre partidos e sindicatos, e entre os citados e as organizações secretas ou do mundo financeiro, associada à sofisticação tecnológica e comunicacional, entrou em roda livre. A incapacidade para mudar o estado das instituições existentes, nomeadamente a devolução dos destinos da sociedade à política sufragada, aumenta o receio de que a queda sem fim só termine com uma grande convulsão.


 


Bem sei que hoje não é dia para pessimismos, mas uma reflexão é determinada pelas circunstâncias históricas.


 


 


 


 

segunda-feira, 17 de março de 2014

da união e da insatisfação dos portugueses

 


 


 



 


 


Os estudos valem o que valem, mas é interessante perceber os tipos e os graus de união dos portugueses.


 


E depois existem as conclusões mais ou menos óbvias a partir destes estudos: bombeiros, professores, polícias, médicos e enfermeiros e por aí fora são grupos muito considerados, enquanto que políticos profissionais e banqueiros aparecem no fim da lista; diga-se que não é injusto nem tem consequências: os primeiros vão sendo sugados pelos segundos.


 


 



 


 


Post actualizado às 21h19.


 


Noutro estudo, ficamos a saber que "(...)Os portugueses estão insatisfeitos com vários aspectos da democracia portuguesa. Quase 40 anos depois do 25 de Abril, sentem que há falta de controlo popular do poder político e que os governos não explicam as suas decisões aos eleitores.(...)"